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Presentes, desapegos, só o necessário

por Ivone Neto, em 05.10.17

Dia das Crianças chegando. As propagandas pipocando sobre os mais diversos tipos de brinquedos. “mãe eu quero isso, mãe eu quero aquilo”. Aqui em casa tem um limite que estabeleci e não abro mão é sobre o valor teto para presentes e também sobre a quantidade. Entra um sai outro. E aproveito essas ocasiões para incentivar o desapego dos pequenos. Fazemos aquela limpeza e o critério é bem simples: só ficar o que tiver uso. Nada de caixas cheias de brinquedos juntando pó. Espalhamos tudo no chão para facilitar a visualização e começamos a triagem.

Outro detalhe que tenho dado ênfase é a questão de valorizar muito mais a experiência. Eles lembram com carinho das viagens, falam da praia, das ondas, do rio, da casa, da montanha, do sítio. Memórias felizes são enriquecedoras. E que eles cresçam com essa reflexão constante sobre preço e valor, quantidade e qualidade, fazendo uma leitura sensível do que realmente é necessário e faz diferença. Muito apropriada o trecho da canção do filme Mogli que Arthur tem cantando todas as noites. Um bom gancho para reforçar esse diálogo:

"Eu uso o necessário
Somente o necessário
O extraordinário é demais
Eu digo necessário
Somente o necessário
Por isso é que essa vida eu vivo em paz"

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publicado às 20:32

As roupas que não servem, a menina que cresce

por Ivone Neto, em 20.09.17

Mãe eu sempre fui a menor da sala desde o pré. Eu respondo: Tudo bem filha ser pequena, eu fui até a faculdade. Isso nunca me incomodou, nasci pequena e segui assim. Sou a mais velha e menor dos irmãos e penso que dos primos (as) também. Hoje a Isa já está mais resolvida sobre isso, também como eu, minha Isa senta na carteira da frente da sala, por causa da altura e problema de visão. E nesse último quesito já lida com mais segurança com sua deficiência. Esse ano quando fui conversar com a professora sobre sua deficiência, ela me disse emocionada da sua desenvoltura na apresentação inicial do ano e de como falou com firmeza da sua deficiência visual. E, claro, eu fiquei muito emocionada.

E por ela ser pequena suas roupas duram bastante. Esse ano, ela deu uma esticada e muitas se perderam. Na verdade nem é perda porque doamos para a prima menor. Sim, aqui em casa o desapego é prática contínua. Fizemos uma limpa no guarda roupa e ela ficou quase sem nada. Hoje ela colocou um short e nós rimos juntas de como ele tá pequeno. E foi colocar o chinelo e ficou a metade dos pés pra fora. Teremos que comprar roupas e um novo chinelo para a primavera verão. Hoje ela usou meu chinelo e “ficou quase certinho mãe”. Sim, ela está crescendo. Minha menina das águas com sua sensibilidade refinada floresce na sua caminhada crescente.

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publicado às 17:05

sobre a saudade dos pequenos

por Ivone Neto, em 04.08.17

Quando olho as fotos deles pequenos bate sim uma saudade. Cada um nasceu em uma fase, cada gestação diferente e cada filho tem sido uma bênção na minha jornada aprendiz. Eles crescem, mas aquele cheiro de bebê fica cravado nas narinas. O sorriso, o sentar, engatinhar, andar, as gracinhas que tanto enternecem nossas vidas são memórias tão doces. Uma mãe é arrebatada por um amor tão intenso que não há medida, a não ser o infinito que se aproxime dessa intensidade atemporal. E cada dia ele tem a capacidade de evoluir.

A minha primogênita hoje tem 23 anos e suas asas nos pés a conduziram para longe e, no entanto, nossa proximidade é tão ímpar. Ela é enigmática por essência. Todas as noites ainda têm aquele cheiro e a oração, mesmo em telepatia.

Minha Isa, que parece nasceu ontem, acaba de completar 9 anos. E ainda canto a canção de ninar que criei para minha menina das águas, com sua elementar lua. Inteligente e especial por natureza, ela é o laço que conecta a tríade.

E para fechar, tem o menino Fogo de 5 anos, o nosso elemento surpresa cuja energia contagia toda família. Sua mágica alegria tem o dom de despertar sorrisos. O brilho do seu olhar reflete seu humor refinado com uma beleza tocante.

 

O amor por esse trio é base das minhas forças. E, mesmo naqueles dias em que o cansaço é extremo, em que a saudade aperta, em que a dor atormenta, eu agradeço entre risos e lágrimas, a dádiva de ser mãe de uma tríade tão sagrada. E que eu tenha o privilégio de seguir acompanhando os passos das minhas meninas e do meu menino.

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publicado às 19:50

A festa de aniversário

por Ivone Neto, em 17.05.17

5 Outonos. E o Arthur ganhou uma festa especial. Sua alegria com a chegada dos amigos da escola, primos e amigos filhos dos amigos, foi muito gratificante. Foi uma festa adorável para celebrar a vida desse menino cheio de graça. É incrível como ele ficou contando os dias para a data. Quantas horas em poucas horas! Muitas. É que a felicidade não é medida pelos segundos que giram os ponteiros, mas pela intensidade das sensações felizes das horas que voam e que ficam eternizadas em nossa memória coração.

Foi uma noite memorável para o Arthur que deixou recordações e saudades. E os laços dos encontros e do cotidiano moram na saudade feliz que cultivamos. Porque tudo que nos toca tem essência eterna. Como eternizou Mario Quintana: “A saudade é o que faz as coisas pararem no Tempo.”

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Eu amo poesia e a de Manoel de Barros tem sintonia refinada com a natureza do meu menino Arthur:

 

A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio. Falava que os vazios são maiores e até infinitos. Manoel de Barros 

4-e ando voltando lá, e já até subo no umbuzeir

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Manoel de Barros

 

publicado às 20:48

As crianças e as emoções

por Ivone Neto, em 22.02.17

Tenho três filhos, duas meninas e 1 menino. Tá uma já é bem crescida, mas continuará sendo minha menina. Minha Isa, a do meio, é a mais sensível. O Arthur é forte até para lidar com as emoções. Esses dias ele chorou e me disse no colo: “mãe menino não pode chorar?” Eu respondi: Claro que pode filho, chorar é uma forma de lavar o coração para diminuir aquilo que estamos sentindo. Quando sentir vontade de chorar, chore sim e fale com a mamãe. E logo ele parou de chorar e disse: já passou e saiu saltitando para brincar.

Tenho refletido muito sobre como ensinamos tantas coisas e o quanto é importante dar atenção às emoções. Elas têm reflexos em nossa saúde. Somos conexão. E nós somos convocados a lidar melhor com nossas emoções nas relações que construímos. Em muitas situações do cotidiano enfrentamos dificuldades e como nos posicionamos diante delas é o que fará toda diferença. Como todas as mães, sinto um turbilhão de emoções pela jornada maternal e vou aprendendo cada dia com esses desafios.


Tenho conversado com a Isa sobre as emoções, ela que é minha menina das águas, tem sensibilidade aflorada. Em um episódio recente ela ficou bem triste e caiu em prantos. Ficou magoada sem entender a postura dos outros (as). E mesmo ela sendo pequena, tem apenas 8 anos, foi uma oportunidade de dialogarmos sobre como a atitude das pessoas é o que revela quem cada pessoa é. E que ao longo da sua caminhada ela vai sim ter que lidar com isso e ir filtrando quem é próxima de verdade e quem não é. Ela disse: “ah mãe eu amo tanto as pessoas e nunca vou deixar ninguém triste”

Ela se aconchegou em meu abraço e chorou. Eu disse, chora filha que a tristeza sai nas lágrimas, vai lavar sua alma. Logo vai passar. E também esqueça depois. Só devemos guardar aquilo que nos faz bem. Quando já estava mais calma ela disse: “mãe eu sempre vou ser amiga de verdade. Não quero deixar ninguém triste como fiquei." Sim, filha eu sei disso. Não fazer aos outros o que não queremos que façam conosco tem que ser prática constante. Depois que ela adormeceu, fiquei pensando em como sua amizade é valiosa. E que ela vai aprender cada vez mais que amigos verdadeiros são tesouros, daqueles a quem podemos chamar de irmão-amigo.

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os irmãos amigos, Isa e Arthur, no lugar que eles amam

 

publicado às 16:46

As crianças e o sertão

por Ivone Neto, em 06.01.17

Nossas férias foram no sertão pernambucano. Visitar meus avós, bisavós dos meus filhos. Meu pai e tantos tios e primos, é sempre uma conexão recheada de amor. Mochila nas costas, minha Isa na mão esquerda e Arthur na direita. Estradas, chegadas, partidas. Encontros e despedidas no roteiro da minha infância, que também enlaçam a infância dos meus filhos.

Férias curtas e compridas, vastas em alegrias, amor e gratidão. O cenário tão diferente do habitual dos meus pequenos e eles mergulharam nesse ambiente brincando em árvores, no terreiro de pedras, na liberdade de correr sem obstáculo pelo “grande quintal”.  Brincaram com os cachorros do sítio e fizeram amizades com as crianças. Encantaram-se com a fogueira no terreiro e com o céu estrelado. “mãe consegui ver a constelação”. E tem um trio brilhante de estrelas. Sim filha, as Três Marias que tanto amo. E voltamos com a bagagem cheia de memórias para cultivar saudade feliz.

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No Umbuzeiro, na sombra, a flor, o fruto, a brincadeira no sertão

 

publicado às 09:38

Batismo do Arthur

por Ivone Neto, em 12.12.16

Uma das metas de 2016 concluída. O curso foi marcante, principalmente, pelos testemunhos. Gratidão por este momento de preparação que ficou registrado na memória coração. A celebração do sacramento na igreja próxima de casa, em um sábado de sol. Água, luz, espírito, palavra e ação em profunda comunhão.

 

A madrinha Angélica e o padrinho Alisson, tão especiais. Conexão de amor.  A simplicidade na companhia de personagens que marcam presença na vida do nosso menino encantador. O churrasco em casa com delícias, alegrias, chuva, violão, canto, encontro e despedida. Gratidão Deus Pai, Filho e Espírito Santo. E a Mãe Maria pelas bênçãos. Com essa proteção e compromisso seguiremos cultivando amor na vida. Amém!

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03/12/2016 - Batismo do Arthur Neto. Renascimento

 

publicado às 10:15

Laços amigos mães e filhas.

por Ivone Neto, em 14.10.16

A Isa adora brincar com suas amigas em casa. Tem muita alegria em receber. Uma de suas amigas desde bebê é a Julia. Aliás, eu e sua mãe Zilda somos amigas desde infância lá no sertão. E nos reencontramos por Sampa e continuamos cultivando esse laço amigo. Penso que Isa e Julia trilharão uma jornada parecida. Elas estudaram juntas no jardim e pré e agora estão em escolas diferentes. Essa distância faz de cada encontro delas uma ocasião especial.

Nesse dia das crianças Isa e Julia brincaram muito. Em casa, no parquinho, no quintal, no quarto, na sacada, na sala, com bonecas, água, brinquedos, risadas, imaginação fértil. E fico tão contente em observar a proximidade refinada que elas nutrem. Coisas de amigas filhas, amigas mães.14658232_1202442539826345_1069048892_n.jpg

 Crianças amigas, Ju e Isa, tão especiais

publicado às 14:32

O domingo dos primos e amigo

por Ivone Neto, em 19.09.16

A folga do meu irmão Henrique é todo domingo. Esse é o dia que ele fica com o João, seu filho. João é de março, Arthur de abril. 4 anos. Um das Águas, outro do Fogo. E penso que nem preciso dizer de quem é o menino do segundo elemento. Eles adoram brincar juntos.

Ontem, deixei o Arthur cedo na casa de mãe, ele ficou lá esperando a chegada do João e do tio Hique. Eles almoçaram a deliciosa comida da vó Fátima. Foram passear com o tio Hique. Brincaram muito, tomaram sorvete e eu fui encontrá-los depois do almoço na companhia do Gui e minha amiga-vizinha. O som do Rock contagiou mais ainda a diversão. Água, sorvete, sujeira, palhaçada, dança, livraria, caminhada para casa. João não gosta de despedida, o Uber chegou e ele não queria deixar o primo pintando sozinho no sofá. Arthur tomou banho e mergulhou no sono profundo. Acordou procurando o João e o Gui. Sonhava com os momentos recentes.

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Faltou o Gui na foto. Essas imagens foram clicadas pelo meu irmão Henrique antes de chegarmos. Não dá nem tempo clicar os três brincando, correndo, só mesmo observar e curtir. E, claro tirar as pedras do ouvido do Arthur kkk

publicado às 14:51

As miniaturas que eles amam

por Ivone Neto, em 12.09.16

Isa adora miniatura desde pequenina. E por falar em pequena, ela continua sendo a menor da sala. Ela repete isso toda semana. E eu digo que fui a menor até faculdade. Ela dá aquele sorriso leve e imagino que fica pensando que pode seguir esse caminho. Lá em casa tem essas coisas miúdas pelo quarto dela, gaveta e por onde eles passam. E o irmão caçula Arthur entrou nessa onda. Nunca o vi concentrado em carro grande ou brinquedo maior que sua mão. Até já doei todos grandes, com exceção dos 5 heróis, o cavalo e touro. Só fica em casa o que eles brincam. É uma regra, assim também como ganhou um novo brinquedo, separa um em bom estado para doação. Menos é Mais é uma regra dinâmica lá em casa.

Ontem eles ganharam do tio Hique o tal lego miniatura de montar. E estão apaixonados por eles. Já deu briga e tudo mais. Sem contar que para montar haja paciência. Eu não tenho habilidade com isso. Sobrou para o pai a “árdua” tarefa. Só que o Arthur toda hora desmonta e ele está ficando louco. O pai recortou a pedido do Arthur a imagem dos 10 da caixa e ele disse que quer a coleção. Bom, adorável tio Hique ele mandou dizer que se você comprar mais um, vai ter que ficar ao lado deles pra montar.

A Isa é mais cuidadosa e até merece ganhar a coleção porque já cuida. Só que o Arthur além de brincar com o dele quer o da irmã, eles até brincam junto por um tempo, mas a Isa tem momentos que quer brincar sozinha com sua imaginação fértil inventando variadas estórias. Penso que essa série de coleção vai render muitos episódios para exercitar as habilidades heroicas e nem tanto assim dos pais.

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publicado às 17:39


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