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O melhor amigo

por Ivone Neto, em 05.09.16

Ela já vinha pedindo há dias pro Gustavo ir passar o dia lá em casa. Trouxe o telefone da mãe dele, fiz contato e marcamos finalmente o tão esperado sábado. Ela passou a semana inteira contando os dias pro sábado chegar. Acordou cedo como de costume e ficou de olho no relógio. Com um pequeno atraso eles chegaram e ela ficou radiante de tanta felicidade.

Como é gracioso observar a refinada amizade dos dois nas brincadeiras, risadas e conversas. A alegria do encontro do dia ficará marcada na memoria coração. A Isa cultiva seus laços amigos com muito carinho. Desde o dia que ouvi: “Mãe esse ano não tenho melhor amiga na sala e sim melhor amigo. O Gu é especial.” Já senti que essa amizade é preciosa. Eu respondi: Você também é muito ESPECIAL.

Minha menina das águas, com sua profundidade emotiva, quem cativa seu coração, ganha amizade e amor por todo sempre!

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A Isa e o Gu brincando

publicado às 14:17

Fim semana em casa

por Ivone Neto, em 22.08.16

“Buda eu não sai de casa, só fiquei de pijama e tomando remédio”. O áudio da Isa falando com a Bruna resumiu o roteiro do final de semana em casa. Felizmente com bons jogos e decisões olímpicas pra assistir, torcer com eles é divertido. Isa brincando com casinhas, bonecas, no sofá. Sono da tarde, sim Arthur dormiu sábado e domingo depois do almoço. Leitura, desenhos, banhos, cuidados, comida e para finalizar bolo chocolate no final de domingo.

Já são 2 fins de semana em casa. Tem bebê pequeno na área e é tempo de cuidados extras. Aliás, há tempo para tudo e há dias de recolhimento que são necessários. Quem tem filhos pequenos sabe bem disso. Sim, nasceu o Guilherme e ainda não fomos lá conhecer. Com Arthur tossindo e Isa com infecção, não podemos arriscar. É logo que a alegria dos churras voltará e o Gui já vai entrar no clima. Sinto que meu marido, depois de 2 finais de semana sem bebemorar, está entediado. Realmente a presença amiga faz muita falta.


Termina logo inverno, vem brisa primavera!

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publicado às 13:26

Cerejeiras, domingo, amizades

por Ivone Neto, em 08.08.16

A amizade é um dos significados associadas a cerejeira. Sua florada dura 1 semana e acontece sempre no inverno. Tão delicadas, leves e belas, as flores das cerejeiras enfeitam as árvores do Bosque do Parque do Carmo e encantam os visitantes. Famílias, amigos, som das músicas e danças típicas japonesas, pic nic, alegria, festa para celebrar a florada. Aliás, o bosque ficou pequeno para tantos visitantes.

Fui junto com uma amiga, sua filha, meus pequenos Isa e Arthur e a amiga Isabela. Trem, metrô, ônibus e chegamos ao parque. Cotia, Carapicuíba, encontro na estação de Osasco e lá fomos nós para aventura do domingo. Saímos com Sol e chegamos ao parque sentindo o vento frio e a garoa. Coisas do clima de São Paulo. Milho para matar a fome e seguimos rumo ao bosque. Andamos por lá entre as árvores floridas. Arthur querendo ir tocar o tambor. A música realmente contagia. Muita fila para comer as delícias japonesas, não dava para enfrentar com 3 crianças. Decidimos voltar. Pegamos o ônibus com destino ao metrô Itaquera, mas eis que Larissa desmaiou e fomos parar no Hospital Santa Marcelina. O motorista parou na frente do hospital e o atendimento de toda equipe foi excelente.

Minha amiga ficou no hospital e eu segui de Uber até o metrô. Com 3 crianças, 3 bexigas (dessas grandes com personagens que tem nos parques e nos dias de vacina). Chegando ao metrô, eu olhei pros 3 e para as 3 bexigas e disse: crianças não tem como levar vocês e as bexigas, podemos doar? Deixamos no Uber e pedi ao motorista que, por favor, doasse para 3 crianças. Tinha uma barraca de frutas, nossa salvação. Comprei banana e eles comeram e fomos compras os bilhetes. Já no metrô, eles vieram brincando, conversando e o Arthur exclamando cada vez que parava em uma estação e entrava mais palmeirenses: “mãe, palmeiras uhuuu”. Sim dia de jogo do verdão o metrô fica mais lindo!

Entrou uma senhora muito parecida com minha mãe, de cabelo curto. Arthur aponta e diz: “mãe essa velinha parece com a Vó Fátima”. A senhora não gostou do comentário pela expressão. Eu disse: Filho não pode apontar para as pessoas e nem chamar de velinha. Ele responde: Ué a Vó Fátima diz que é velinha. Bom chegamos à estação final Palmeiras-Barra Funda. “Mãe, saímos do Corinthians e viemos pro Palmeiras” Diz Arthur. Sim, Arthur, são duas estações distintas, que carregam nome do time e bairro porque os estádios ficam próximos as estações. “Mãe mas aqui é Palmeiras, olha a camisa do moço”. Sim filho. Como é que você torce filho? “Palmeiras, uhuuuuuuu”

E fomos lá para o trem. Eles adoram aquele espaço entre o vagão e o outro. As 3 crianças ficaram surfando no balanço. Queria ter registrado a alegria deles brincando, mas não tive como. Estava muito ocupada observando de perto os três. Enfim chegamos em Osasco. E meu marido foi nos buscar para casa. Deixamos a Isabela em casa. Minha amiga disse: “nossa Ivone você é corajosa”. Meu marido diz: “acho que é louca mesmo”. Eu digo: Quem tem coragem tem uma boa dose de loucura. Sim, um domingo diferenciado faz bem.


Cheguei em casa, consegui falar com minha amiga, Larissa já estava melhor e o Uber as trouxe até em casa. Fiz almojanta. Sim, às 17:00 almoçamos. Crianças banhadas, alimentadas, louça e cozinha limpa, ajudei Isa com a lição de casa. Enfim, depois do relaxante banho fui dormir. E que as amizades sigam florescendo em todas as estações!

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publicado às 13:18

As emoções das crianças

por Ivone Neto, em 27.07.16

É impressionante como nossas emoções tem influência em nossa caminhada. Sentir faz toda diferença e aprender a lidar com as diferentes emoções é um desafio constante. Há dias que estamos mais sensíveis e isso pode acontecer por distintos fatores. Um encontro, uma despedida, acontecimentos que despertam alegrias, tristezas, raiva, saudades. Com as crianças não é diferente e conversar com elas sobre essas sensações é importante. Essa semana eu enfrentei crise de choro de saudade com a Isa e a reflexão do Arthur de que pode chegar a hora dele casar e sair de perto do colo e casa da mãe. Soluços, lágrimas, abraços, diálogos. E nossas emoções misturadas formam um cardápio desafiador. Com o tempero do amor como receita vou filtrando as lições e seguindo a aprendiz trilha maternidade.

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 Vencendo desafio do medo. E ela resolveu andar cavalo 

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E depois resolveu ir tirolesa. Coragem da minha menina 

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Em outro momento de despedida, a tristeza na expressão dela. Ela tá tendo que aprender a lidar com suadade e não tem sido fácil.

publicado às 19:39

A Isa, o inverno e as crises alérgicas

por Ivone Neto, em 20.07.16

Meu marido costuma dizer que as crianças em São Paulo já nascem alérgicas. Claro que é exagero dele. Crianças nascem alérgicas em muitos lugares e há diferentes causas, além do componente genético. No entanto, os fatores climáticos aqui não são nada favoráveis. Clima seco e poluição são fatores que pioram a qualidade de vida de muitas pessoas, dos alérgicos então! Minha experiência com a Isa, minha filha do meio, em períodos de nível de umidade baixa revela o quanto o ar influencia nossa saúde.

Nada de tapetes, pó, sujeira, pelos de animais de estimação e etcs recomendados pelos médicos são medidas adotadas em minha casa há muito tempo. Manter a Isa longe de cheiros fortes como pintura, esmalte, gasolina, perfume e produtos de limpeza. Já até ouvi pessoas dizer: “isso é frescura”. Um absurdo de quem não compreende a situação. Ainda bem que já amadureci o suficiente para ouvir certas coisas e não dá a mínima importância. Quem tem filho alérgico tem que aprender a conviver, ficando sempre atento aos cuidados em casa já que os aspectos externos estão interligados ao ambiente.

 

No inverno a situação piora, especialmente este ano de temperaturas frias e com ar seco. Completando 1 mês da estação, já foram 2 crises. Cada vez que a Isa tem crise alérgica forte, com tosse seca, daquelas que ninguém na casa consegue dormir e que tem que acabar indo ao Pronto Socorro, minha vontade é pegar a mala e seguir rumo ao litoral. A praia faz muito bem para saúde da minha pequena. Qualquer dia desses penso em ir e não mais voltar.

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publicado às 12:09

O aniversário da Isa

por Ivone Neto, em 04.07.16

Minha doce Isa, do signo das águas, ela é regida por muita sensibilidade. Seu afeto é acolhedor, marcante. Ela adora celebrar o aniversário na companhia da família e amigos. É cercada de carinho por todos os lados. Ontem, deitadas na cama, conversando sobre sua festa de 8 anos do dia anterior, eu avisei que a partir do ano que vem as festas estão encerradas, agora ela poderá escolher um passeio com 2 amigas. Ela ficou pensativa e disse: “mãe eu adoro festa”. Eu argumento: Sim Isa eu sei, mas podemos planejar outras atividades.

A felicidade da Isa brincando com outras crianças e o carinho da presença amiga é maravilhoso. Foram 8 aniversários da Isa e todas as festas foram especiais. Acredito que tudo tem sua fase. E agora ela começa um novo ciclo. Sim, minha Isa está crescendo.

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As Isas, amigas 

publicado às 18:12

O corte de cabelo do Arthur

por Ivone Neto, em 24.06.16

Ele tem 4 anos e a última vez que tinha cortado o cabelo tinha pouco mais de 1 ano. Ou seja, 3 anos sem corte e como cresceu os cachos. Já vinha conversando com ele sobre cortar um pouco e ele sempre receoso com medo da tesoura. Sem tempo para cuidar dos cachos nesse inverno o melhor a fazer é cortar. E ele começou a coçar a cabeça e veio o bilhete da escola sobre piolho (claro que já dei o remédio para resolver de vez a questão que é comum nessa fase). Como o dengo comigo é grande, esta missão foi para a especial e decidida Vó Fátima. Ela saiu do trabalho, pegou Arthur na escola, levou até o salão explicando que a tesoura não machuca e depois de já ter iniciado o demorado corte da juba, mãe me liga e ouço-o dizer: “mãe a tesoura não dói”. Meu coração ficou tão alegre e cresceu a ansiedade para vê-lo tão diferente. Depois de finalizado, a vó o presenteou com o homem flecha e massinha pra ficar toda tarde e começo da noite brincando em sua casa. Eu, meus irmãos e nossos filhos somos muito abençoados por ter uma mãe/avó tão maravilhosa.

Depois do expediente, fui pegar Isa na escola para irmos juntas ao salão, eu pintar os brancos que teimam em aumentar e ela quis cortar o cabelo curto para combinar com seu irmão. Ela é muito companheira. Por volta das 19:30 chegamos a casa da mãe que já nos esperava no portão com o novo Arthur. O misto de surpresa e outras sensações que emanavam dos pulos e abraços da Isa no Arthur foi emocionante. Eu fiquei sem palavras, só o abraçava e dizia o quanto eu estava contente com sua coragem de ter ido com a vó cortar o cabelo. E ele repetiu: “mãe a tesoura não dói, o homem colocou capa de super herói e eu nem chorei”. Nessa euforia seguimos para casa. O pai nos aguardava ansioso.

A Isa entrou na frente e disse: “pai fecha os olhos”. Arthur entrou e ela disse: “pode abrir”. O pai abraçou Arthur e disse: “Nossa filho ficou muito legal, que diferente”. O som das risadas invadiu a casa. E a mudança radical ganhou aroma de brincadeira. Claro que sentiremos saudades dos cachos, que amamos e vão crescer novamente (assim espero). Tirei foto dele para enviar para a irmã que está longe, primas, amigas e madrinha. Ele olhou pausadamente para foto e disse: “mãe quem é esse cara?” As gargalhadas ecoaram no ambiente. Depois ele foi até o espelho para ficar olhando e reconhecer o novo Arthur de cabelo curto.

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Arthur cabeludo em abril/2016. Arthur cabelo curto junho/2016 

publicado às 12:17

As amizades na escola

por Ivone Neto, em 20.06.16

A Isabelly tem muitos amigos e amigas. Na época da educação infantil (ai meu coração palpita em pensar como ela tá crescendo), na escola Raio de Luz sempre foi comum encontrar as mães e ouvir: “ah você é a mãe da Isabelinha, minha filha (o) fala direto dela”. Ontem estive com ela na festa junina da escola atual, já está no 2º ano e muito bonito vê-la encontrando os amigos e amigas, os abraços, as brincadeiras, as gargalhadas, a correria. Ao ver o Gustavo ela exclamou: “mãe olha meu amigo Gustavo”. E conheci a mãe e o Gustavo. E adivinha o que ouvi: “Nossa o Gustavo fala muito da Isa”.

Os laços afetivos que as crianças tecem encantam meu coração. O carinho com a professora também é tocante. A despedida anual é sempre dolorida e emocionante. Todo final de ano encerra o ciclo e fica a expectativa do seguinte: “mãe será que minha turma vai ser a mesma?”.

A Isa tem amizades desde o maternal, hoje em diferentes escolas, e seguem amigas. E penso que ela vai ser daquelas meninas que carregará amigos como bagagem valiosa por toda vida!

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os amigos de sala: Isa e Gustavo 

publicado às 20:13

A disputa do colo e outras coisas mais

por Ivone Neto, em 30.05.16

Arthur adora “colinho”. A Isa também. E quem não gosta? É engraçado que até isso é motivo de briga. Isa diz que ele é bebê por querer colo. Só que quando tem oportunidade ela corre para o aconchego do colo da mãe. E Arthur retruca dizendo que ela é grande e que não pode mais ir ao colo. “Eu não sou bebê, mas ainda sou pequeno.” E de repente os dois pulam juntos no colo. O assunto rende e meu colo precisa ser amplo. Cada um em uma perna e por alguns instantes ficaram felizes por dividir esse colo tão generoso de mãe.

 

Esses dias, em um momento de disputa dos dois pequenos eu disse que até a “velha” Bruna poderia sentar em meu colo que tem espaço para todos os três filhos. Eles pararam por um instante questionando interiormente minha fala. A Isa logo disse: “mãe a Bruna é muito grande e pesada”. E Arthur emendou: “Ah não a Bruna não cabe” Eu ri muito das colocações deles e expliquei que com jeito, mãe consegue abrigar todos. Que tem o momento de um, depois do outro e que quando bebê, todos dormiam no colo da mamãe mamando.


Isa: eu mamei mais tempo né mamãe?


Arthur: Ah mãe porque Isa mamou mais...


E a fase da disputa ainda vai render...isatutumala.jpg

 

publicado às 16:50

A Isa e as visitas amigas em casa

por Ivone Neto, em 28.05.16

Dois dias em casa, Isa recebe amiga na quinta e na sexta. E o som das risadas, a voz das brincadeiras, o cheiro da amizade, o aroma de criatividade no ar, a magia infantil inundando a casa de graça. Sobe escada, desce escada, vai ao quintal, ao jardim, ao parque, entra e sai, bonecas, super heróis, sim o Arthur é inserido na arte de brincar com elas. E ele participa bem até certo ponto. E me surpreendi o quanto dessa vez. Até que chega o momento da privacidade das duas meninas: "mãe tira o Arthur do meu quarto". E eu paro meus afazeres para tirar o menino de cena. E ficamos largados no sofá, assistindo desenho e conversando sobre as travessuras do menino e seus amigos animais.


Na quinta-feira sem luz, foi dia da Julia. Na sexta-feira com eletricidade foi dia da Isabela. E elas brincaram muito no banho generoso na banheira quentinha com as bonecas nadando juntos. E que delícia vê-las já cheirosas, no aconchego do quarto, assistindo filme e comendo pipoca. E depois de um dia inteiro brincando, comendo frutas, suco de maracujá, almoço simples, pizza no jantar (sim eu estava exausta). A mãe da amiga chegou, despedida e sagrada hora do sono. Arthur, bom esse já tinha dormido faz tempo.

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publicado às 14:17


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