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A Isa, o inverno e as crises alérgicas

por Ivone Neto, em 20.07.16

Meu marido costuma dizer que as crianças em São Paulo já nascem alérgicas. Claro que é exagero dele. Crianças nascem alérgicas em muitos lugares e há diferentes causas, além do componente genético. No entanto, os fatores climáticos aqui não são nada favoráveis. Clima seco e poluição são fatores que pioram a qualidade de vida de muitas pessoas, dos alérgicos então! Minha experiência com a Isa, minha filha do meio, em períodos de nível de umidade baixa revela o quanto o ar influencia nossa saúde.

Nada de tapetes, pó, sujeira, pelos de animais de estimação e etcs recomendados pelos médicos são medidas adotadas em minha casa há muito tempo. Manter a Isa longe de cheiros fortes como pintura, esmalte, gasolina, perfume e produtos de limpeza. Já até ouvi pessoas dizer: “isso é frescura”. Um absurdo de quem não compreende a situação. Ainda bem que já amadureci o suficiente para ouvir certas coisas e não dá a mínima importância. Quem tem filho alérgico tem que aprender a conviver, ficando sempre atento aos cuidados em casa já que os aspectos externos estão interligados ao ambiente.

 

No inverno a situação piora, especialmente este ano de temperaturas frias e com ar seco. Completando 1 mês da estação, já foram 2 crises. Cada vez que a Isa tem crise alérgica forte, com tosse seca, daquelas que ninguém na casa consegue dormir e que tem que acabar indo ao Pronto Socorro, minha vontade é pegar a mala e seguir rumo ao litoral. A praia faz muito bem para saúde da minha pequena. Qualquer dia desses penso em ir e não mais voltar.

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publicado às 12:09

A Isa e as visitas amigas em casa

por Ivone Neto, em 28.05.16

Dois dias em casa, Isa recebe amiga na quinta e na sexta. E o som das risadas, a voz das brincadeiras, o cheiro da amizade, o aroma de criatividade no ar, a magia infantil inundando a casa de graça. Sobe escada, desce escada, vai ao quintal, ao jardim, ao parque, entra e sai, bonecas, super heróis, sim o Arthur é inserido na arte de brincar com elas. E ele participa bem até certo ponto. E me surpreendi o quanto dessa vez. Até que chega o momento da privacidade das duas meninas: "mãe tira o Arthur do meu quarto". E eu paro meus afazeres para tirar o menino de cena. E ficamos largados no sofá, assistindo desenho e conversando sobre as travessuras do menino e seus amigos animais.


Na quinta-feira sem luz, foi dia da Julia. Na sexta-feira com eletricidade foi dia da Isabela. E elas brincaram muito no banho generoso na banheira quentinha com as bonecas nadando juntos. E que delícia vê-las já cheirosas, no aconchego do quarto, assistindo filme e comendo pipoca. E depois de um dia inteiro brincando, comendo frutas, suco de maracujá, almoço simples, pizza no jantar (sim eu estava exausta). A mãe da amiga chegou, despedida e sagrada hora do sono. Arthur, bom esse já tinha dormido faz tempo.

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publicado às 14:17

Reflexões da reunião escolar

por Ivone Neto, em 27.04.16

Empatia, respeito, afeto, são elementos que colaboram no processo de aprendizagem. Porque aprender vai muito além da teoria, técnica, número, letras...  Tem que priorizar conexões refinadas que despertem o prazer no aprendizado, estimulem a criatividade e troca de experiências. Hoje, na reunião escolar do meu pequeno Arthur, lembrei-me de um trecho do livro que estou lendo do Augusto Cury:

“o sistema educacional clássico está doente, formando pessoas doentes para uma sociedade estressante, pois leva os alunos, da pré-escola à pós-graduação, a conhecer milhões de dados sobre o mundo em que estamos, mas quase nada sobre o mundo que somos, o planeta psíquico.”

Parabéns Raio de Luz por realizar os projetos conectando diferentes áreas do saber, com auxílio da psicologia e outras disciplinas, inserindo atividades que aproximam os atores desse universo escolar: pais, professores, alunos e todo corpo da escola que é como um ser vivo. Respeitando o ritmo de cada criança, agregando valores ao exercício aprendiz porque aprender com sentido é o melhor caminho para seguir melhorando.

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Logo do projeto 2016 da Escola Raio de Luz. Crédito imagem clique aqui

publicado às 14:39

A primeira injeção, o primeiro antibiótico

por Ivone Neto, em 11.01.16

Todos os dias eu agradeço a Deus pela saúde dos meus três filhos. A do meio é mais sensível por ser muito alérgica. Até hoje é a que mais frequentemente vai a pronto-socorro.  Em 2015 foi uma exceção, passou o ano inteiro e só teve 1 infecção de garganta e uma crise alérgica mais forte.  Acredito que sua imunidade está melhorando. Arthur, o caçula, próximo de completar 4 anos, ontem pela primeira vez teve febre alta. Ele veio me abraçar, tão carinhoso que é, e senti seu corpo quente, medi a temperatura e estava com 39, saí correndo com ele para o pronto socorro. Primeira vez injeção e antibiótico. Garganta infeccionada. Ele impressiona, apesar do choro, foi firme e não perdeu seu entusiasmo para brincar e nos encantar com sua graça de menino.

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publicado às 18:19

Marca registrada Arthur

por Ivone Neto, em 10.09.15

Todo ser humano é único, como diz minha amiga Fatyma de Moraes, é um oráculo com múltiplas possibilidades, com enorme potencial criativo. E como é valioso ser único e reconhecer a beleza da diversidade da vida. Sou tão apaixonada pela diversidade nos seus variados formatos que fui presenteada com 3 filhos diferenciais por essência. Cada um com sua natureza ímpar, Arthur, Isa e Bruna, contribuem ao seu modo para o roteiro aprendiz dos meus dias. Hoje fiquei reparando em algumas imagens do Arthur, meu caçula que tem 3 anos e me detive em uma de suas marcas, esse olho fechado pela claridade do sol, um charme de sua graça.

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Arthur com 1 ano e meio

 

 

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Arthur - 3 anos

publicado às 20:37

Menino afeto

por Ivone Neto, em 28.08.15

Tenho um caçula elemento surpresa. E quanta surpresa ele desperta. Seu carisma é sensacional e eu, como mãe coruja, poderia elencar muitas qualidades do meu menino caçula, mas quero aqui me deter em um ponto que traz doçura aos meus dias, seu imenso afeto. A forma como ele abraça, seu sorriso largo, sua voz marcante, seu olhar radiante e o que dizer do seu cafuné? Pura sensação afetuosa com cheiro de eternidade, que permanecerá sempre no meu livro coração.

Às vezes ele tá na sala e me chama pra deitar junto com ele no sofá: “mãe deita aqui só um pouquinho”. Olho para a pia de louças e sento ali, por minutos preciosos, e ele fica ali aconchegado em meu colo, com uma mansidão emanando de sua alma, com uma leveza no pulsar do seu coração, com aquele cafuné carinhoso e quando percebo ele adormece como um anjo com seus cachos desalinhados. E lá vou com ele no colo para colocar em seu canto e voltar para cozinha.

11857707_1481375835511022_2068679244_n.jpgMeu caçula afetuoso 

publicado às 20:01

A criança e a morte

por Ivone Neto, em 15.07.15

Não lidamos muito bem com a morte, embora ela seja constante em nossa jornada. Esse perene ciclo vida-morte-vida é uma presença cotidiana em vários aspectos. Quando paramos para observar com mais atenção enxergamos melhor essa dinâmica em variadas pequenas mortes que acontecem no trajeto da vida.

Esta semana o “Vô Toni” morreu e explicar para as crianças não é tarefa fácil. Como a Isa teve contato com a morte de perto ano passado quando seu amigo de sala faleceu, ao receber a notícia no último domingo, ela ficou pensativa. E logo respondeu: "mãe de dia ele vai virar anjo e de noite estrela assim como o Carlos?” Na época que seu amigo morreu eu disse a ela que viramos pó brilhante e subimos ao céu para formar estrela. O anjo de dia já é coisa de sua imaginação. Depois ele questiona. Mãe, nunca mais vamos ver o Vô Toni? E o Arthur respondeu: “Isa vamos sim, é só olhar o céu a noite”


Penso que Guimarães Rosa ouviu as crianças ao eternizar que “as pessoas não morrem, ficam encantadas”

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Crédito imagem clique aqui 

publicado às 20:22

conhecendo o metrô

por Ivone Neto, em 02.01.15

No primeiro dia de 2015 já iniciei cumprindo uma promessa. Levei minha Isa para conhecer o metrô e ela amou o passeio. Percurso: ônibus de casa para estação trem, depois metrô 1, 2 e três e já estávamos na Av. Paulista andando por suas calçadas. O olhar da Isa deslumbrada com a novidade ficou gravado na memória coração. Suas percepções com cada descoberta, despertando sorriso e brilho no olhar, revelam o quanto é precioso essa presença integral, mamãe e filha, caminhando juntas, conversando e descobrindo cantos e encantos da cidade. Sem celular, sem câmera, total foco no presente e nos diversos ângulos.

Depois de uma tarde quente de verão andando por Sampa retornamos felizes. E minha admiração presenciando ela contar ao pai sobre o passeio com tanta empolgação, fez a gratidão transbordar em lágrimas. E agora já tem seu próximo pedido: piquenique no parque. E já vamos programar.

publicado às 22:19

Desfraldar

por Ivone Neto, em 13.11.14

Cada filho é único e o mesmo processo acontece de forma diferente com cada um. Tenho uma tríade e agora que estou desfraldando o caçula, lembrei-me de como foi com as meninas. Com a primogênita, foi logo depois de 1 ano, fralda muito cara, dinheiro curto, movimento agilizado e bem tranquilo. Penso que ela conhecia a situação e colaborou. Fiquei mesmo impressionada dela nunca ter feito “xixi” na cama.

Com a do meio, foi logo que ela completou 2 anos, aproveitando as férias de verão. O “xixi” foi fácil e ela aprendeu rápido a utilizar o peniquinho. Já com o “número dois” foi mais dramático. Depois da primeira vez no peniquinho ela fez expressão de nojo e travou durante 4 dias. Fui conversando e explicando que esse é um processo natural do corpo expelir o que não serve. Ela reclamava da dor na barriga pelo acúmulo e nada de destravar até que uma hora soltou, depois de certa intervenção. E lá se foi o medo embora. O funcionamento voltou ao normal e hoje é a que tem o melhor sistema digestivo da casa.

E agora, com 2 anos e 6 meses é a vez do caçula. E digo que ele está surpreendendo.  Os primeiros dias são difíceis e requerem muita paciência e carinho. É preciso compreender que é uma novidade e o aprendizado é gradativo. Depois de 1 semana o Arthur já está firme no “troninho” nas duas opções. Depois do “xixi” ele faz festa ao se despedir da urina na descarga. É uma celebração. Vencida essa fase, iniciamos a próxima do acento no banheiro. Passo a passo eles vão evoluindo e vamos aprendendo juntos que há sempre espaço para avançar.

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"mãe quer xixi" 

publicado às 11:04

O cotidiano criativo infantil

por Ivone Neto, em 12.06.11

A imaginação da criança é fértil e inspiradora. Eu fico observando minha filha de 3 anos brincar e vejo o quanto a criatividade está presente em suas criações. Parece um ededron, mas ela o transforma em piscina para nadar. Logo mais é uma cabana para proteger e esconder. Caixas são camas, outrora carros. Fadas, borboletas, castelos no céu da infância. Caminhos que a conduzem a floresta encantada, morada de personagens invisíveis na casa, visíveis no seu cenário imaginário. É uma festa de cores e formas. Sua concentração é tão intensa. Sua presença na brincadeira é integral.

A presença por completo em cada ação é uma grande lição. Quantas vezes realizamos tarefas e não estamos presentes nelas? O resultado é o reflexo daquilo que criamos. A criança cria e recria brincadeiras imprimindo sua essência em cada pequena ação. Por mais que elas tenham personagens como modelos, o modo como interpretam é muito original. Elas dançam, cantam, pintam, escrevem e viajam em histórias imaginárias divertidas.

Por mais que a criança esteja inserida em uma rotina com tarefas que a auxiliam a ir compreendendo a importância das regras, ela consegue exercitar o diferencial e fazer de cada dia uma oportunidade rica de aprendizado. Precisamos estimular a capacidade inventiva da criança com espaço para que ela treine todos os dias sua habilidade de brincar e inventar um universo lúdico, alegre e feliz.

publicado às 12:50


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