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As crianças e as emoções

por Ivone Neto, em 22.02.17

Tenho três filhos, duas meninas e 1 menino. Tá uma já é bem crescida, mas continuará sendo minha menina. Minha Isa, a do meio, é a mais sensível. O Arthur é forte até para lidar com as emoções. Esses dias ele chorou e me disse no colo: “mãe menino não pode chorar?” Eu respondi: Claro que pode filho, chorar é uma forma de lavar o coração para diminuir aquilo que estamos sentindo. Quando sentir vontade de chorar, chore sim e fale com a mamãe. E logo ele parou de chorar e disse: já passou e saiu saltitando para brincar.

Tenho refletido muito sobre como ensinamos tantas coisas e o quanto é importante dar atenção às emoções. Elas têm reflexos em nossa saúde. Somos conexão. E nós somos convocados a lidar melhor com nossas emoções nas relações que construímos. Em muitas situações do cotidiano enfrentamos dificuldades e como nos posicionamos diante delas é o que fará toda diferença. Como todas as mães, sinto um turbilhão de emoções pela jornada maternal e vou aprendendo cada dia com esses desafios.


Tenho conversado com a Isa sobre as emoções, ela que é minha menina das águas, tem sensibilidade aflorada. Em um episódio recente ela ficou bem triste e caiu em prantos. Ficou magoada sem entender a postura dos outros (as). E mesmo ela sendo pequena, tem apenas 8 anos, foi uma oportunidade de dialogarmos sobre como a atitude das pessoas é o que revela quem cada pessoa é. E que ao longo da sua caminhada ela vai sim ter que lidar com isso e ir filtrando quem é próxima de verdade e quem não é. Ela disse: “ah mãe eu amo tanto as pessoas e nunca vou deixar ninguém triste”

Ela se aconchegou em meu abraço e chorou. Eu disse, chora filha que a tristeza sai nas lágrimas, vai lavar sua alma. Logo vai passar. E também esqueça depois. Só devemos guardar aquilo que nos faz bem. Quando já estava mais calma ela disse: “mãe eu sempre vou ser amiga de verdade. Não quero deixar ninguém triste como fiquei." Sim, filha eu sei disso. Não fazer aos outros o que não queremos que façam conosco tem que ser prática constante. Depois que ela adormeceu, fiquei pensando em como sua amizade é valiosa. E que ela vai aprender cada vez mais que amigos verdadeiros são tesouros, daqueles a quem podemos chamar de irmão-amigo.

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os irmãos amigos, Isa e Arthur, no lugar que eles amam

 

publicado às 16:46

As emoções das crianças

por Ivone Neto, em 27.07.16

É impressionante como nossas emoções tem influência em nossa caminhada. Sentir faz toda diferença e aprender a lidar com as diferentes emoções é um desafio constante. Há dias que estamos mais sensíveis e isso pode acontecer por distintos fatores. Um encontro, uma despedida, acontecimentos que despertam alegrias, tristezas, raiva, saudades. Com as crianças não é diferente e conversar com elas sobre essas sensações é importante. Essa semana eu enfrentei crise de choro de saudade com a Isa e a reflexão do Arthur de que pode chegar a hora dele casar e sair de perto do colo e casa da mãe. Soluços, lágrimas, abraços, diálogos. E nossas emoções misturadas formam um cardápio desafiador. Com o tempero do amor como receita vou filtrando as lições e seguindo a aprendiz trilha maternidade.

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 Vencendo desafio do medo. E ela resolveu andar cavalo 

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E depois resolveu ir tirolesa. Coragem da minha menina 

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Em outro momento de despedida, a tristeza na expressão dela. Ela tá tendo que aprender a lidar com suadade e não tem sido fácil.

publicado às 19:39

O trânsito na manhã

por Ivone Neto, em 08.03.16

O trecho é curto. De 6 a 8 km no máximo. Torna-se longo pelo trânsito. Muitas pessoas saindo de casa no mesmo horário. Ando pensando seriamente em mudar essa logística. Vamos por um caminho alternativo ao principal, pelo bairro, observando da janela o movimento da manhã, ponto de ônibus cheio, Butantã, Pinheiros, Barra Funda, Alphaville, Centro Osasco, Vila Yara. Uns vão ao trabalho, outros estudar, e tantos outros compromissos. Escolas no caminho, mães, crianças, adolescentes, cachorros, mochilas. As motos seguem. O Arthur diz: “mãe quero andar na moto vermelha.” A Isa começa a cantar e o som das risadas inunda meu coração. O Arthur vibra porque passou cachorro do lado dele do carro (sim, rola umas brigas pelo lado do carro dependendo do cenário).  Toca uma música no rádio. Isa diz: que música feia. Arthur já começa dançar. Depois é o momento das caretas e eu entro na dança também. Tem que participar da vida.

O Pai, que está gripado, segue dirigindo, com aquele ar de “poucos amigos”, quando tosse ou espirra faz uma cara que assusta qualquer mortal. Ou, como diz minha amiga Carla, citando seu marido quando está simplesmente gripado “parece que está em estado terminal”. Gente, ninguém merece marido doente! A Bruna com seu fone de ouvido, escuta suas canções e segue contemplando o céu. De vez em quando as crianças a cutucam e ela responde com um sorriso. Vejo uma borboleta azul brincando nas flores amarelas e lembro de uma que vi no sítio.

 

Chegamos à primeira parada, escola do Arthur e ele desce animado, sorridente, cheio de energia. Depois casa tia Lane deixar a Isa que já chegou mostrando o tênis novo que comprou na promoção (só estava com um). “Mãe quando suja um tem que ter outro para usar”. Sim, seu argumento me convenceu e a vó Fátima foi com ela ontem comprar outro. Nem sempre dá pra lavar e secar rápido. Abraço apertado e até o final do dia. Até que enfim trabalho. Hoje demoramos 40 minutos.

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publicado às 11:28

Desafio: 3 filhos, 2 quartos, como transformar?

por Ivone Neto, em 16.02.16

As idades: Quase 22 anos, 8 anos e 4 quatros. Aniversários chegando. Esse ano eu vou sugerir que o presente escolhido seja o projeto dos quartos. Cada um precisa do seu espaço. A Isa de quase 8 não tem como dividir o quarto com a de 22 anos. Muita diferença de idade. E o comentário da Isa revela o principal entrave: “não posso ficar junto com a Buda, tem cheiro demais nesse quarto”. Sim, a mais alérgica da casa sabe bem das suas dificuldades com aromas.

 

Atualmente a Bruna ocupa o quarto maior e a ideia inicial seria transferir ela pro quarto menor que hoje é da Isa. E dividir o quarto maior em dois. Detalhe, o Arthur está no meu quarto e o pai no sofá, no andar térreo. Essa configuração não está dando certo. E até o pequeno anda questionando seu quarto. “Mãe quando vou ter meu quarto?” Tem horas que ele fala em bichos, outra super herói. Hoje, no carro, ele e Isa vinham conversando sobre a cor que vão pintar a porta e paredes. Interessante vê-los envolvidos assim. Agora vai porque eles estão empolgados.

 

Esse final de semana a Isa pesquisou quartos de irmãos na Internet e até escolheu um de menino e menina. A ideia dela é dividir o quarto com Arthur sem divisórias. Só que essa convivência tem conflitos na hora de brincar, escolher o desenho da TV, o Arthur pega os brinquedos dela, que fica estressada, enfim, eles brincam muito juntos, só que tem momentos que a Isa quer brincar sozinha com suas bonecas e imaginação, sem ninguém por perto. Acredito que essa divisão pode gerar mais conflitos do que aproximação nesse estágio que eles estão. Por outro lado, pode também ser uma oportunidade deles aprenderem com essa convivência no mesmo espaço. O pai é taxativo: “não dá certo!”

 

Tem ainda uma terceira solução que já cogitei antes. O quarto da Bruna no sótão. É um espaço que está sem uso, só que imagino que o custo será mais elevado já que tenho que fazer também um banheiro lá em cima. Já até pesquisamos decoração desse tipo de quarto e percebi que é uma possibilidade que podemos explorar bastante a criatividade, além do que, a Bruna teria mais privacidade já que os irmãos pequenos vivem invadindo seu quarto.

 

É uma meta para 2016. Só que primeiro precisamos definir o projeto e colocar mãos a obra! O começo é esse, refletir sobre as possibilidades, ouvir cada um, fazer orçamento, estudar o passo a passo...10956632_989538477723733_1313945670330717496_n.jpg

 

publicado às 12:01

Formatura Proerd

por Ivone Neto, em 26.11.15

Sim, eu fui, ou melhor, nós fomos. Cheguei á casa da minha irmã e ela já me esperava linda, banhada, cheirosa, com um sorriso de expectativa enorme, daqueles que enternecem nossos corações. De mãos dadas, caminhando pelas calçadas, perguntei se ela queria cantar um pouco pra ir ensaiando até a escola: “não mãe, quero fazer surpresa”.

Ela se lembrou das amoras que recentemente colhíamos neste caminho: “mãe só ano que vem tem amora de novo né?”.
Sim filha, no inverno. Final de julho, agosto, lembra?
“É mãe, é nesse tempo”
Sim filha, tudo tem um tempo.
“Ah mãe, tenho novidade, vi o pai e irmã da Isabela visitando minha escola. Tomara que ela estude lá ano que vem. Ah e acho que o irmão dela já nasceu”
Que bom filha, mais uma companhia. Sim, o bebê deve ter nascido.
“Vamos lá visitar?”
Em breve, ele acabou de chegar, deixa a mãe descansar e ele se integrar no novo espaço pra programarmos a vista tá bom?
“Sim, ela fica dolorida como você ficou quando o Arthur nasceu?”
E de repente o assunto mudou.
“Mãe estamos atrasadas?”
Olho a hora. E digo, fique tranquila, chegaremos no horário, ainda faltam 13 minutos.

Ela apressa o passo e eu também. E continua a falar das atividades da escola, do amigo chocolate da próxima semana, das amigas que brincam juntas no recreio, e penso como é bom andar proseando com a filha...e então chegamos e ela abre aquele sorriso ao ver outros colegas da sala chegando também.

O canto, a coreografia, o som do conjunto das vozes das crianças, a alegria das famílias, professoras, dos policiais e todos os participantes, as mensagens que tocam nosso coração e o que fica é um sentimento enorme de gratidão e a certeza de que compromisso, participação e amor, são elementos interligados nesse enredo da vida. E, para finalizar, recebo aquele abraço quando termina o evento e seu elogio: “mãe fiquei orgulhosa que você falou”

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publicado às 17:08

Compromissos filha, compromissos mãe

por Ivone Neto, em 25.11.15

A Isa é muito dedicada com seus compromissos escolares. Amanhã tem evento do PROERD e ela fica ensaiando no banho, nas brincadeiras com suas bonecas e fica lembrando o horário: “mãe é quinta-feira às 10:00, você vai né?” Sim, eu vou Isa. Essa pergunta dela me vez lembrar um episódio da escola do pré da minha filha primogênita que hoje tem 21 anos. Fui à festa em comemoração ao Dia das Mães na escola e sai de lá com o coração despedaçado com o choro de uma menina pela ausência de sua mãe. Lembro que a professora tentava consolá-la dizendo que a mãe não tinha conseguido liberação no trabalho, no entanto, estava ali em pensamento e coração e que ela a amava muito. Olhei os olhos da Bruna brilhando ao me ver e as lágrimas da pequena menina ao fundo. E sabe aquele nó na garganta que nasce e te sufoca? Fui ao banheiro e comecei a chorar mesmo antes da apresentação.

A maternidade tem muitos desafios e conciliar as atividades não é tarefa fácil. No entanto, penso que falta sensibilidade em muitas empresas para compreender a necessidade das mães em estar presente na vida dos seus filhos em determinados momentos. Isso aconteceu há 17 anos e fico pensando em como essa cena pode estar se repetindo na vida de muitas crianças. Lembro também de ter ouvido de uma gerente de uma empresa que trabalhei quando me perguntou por determinada funcionária e eu respondi que tinha ido ao médico para consulta de pré-natal: “na gravidez já falta, imagine quando a criança nascer, é difícil”. É realmente difícil lidar com o turbilhão de acontecimentos da jornada maternal, exigem muito de nós mulheres como se fôssemos mulheres maravilhas, eu não tenho esse “super poder” para dar conta de tudo e penso que muitas mães também não. Querem que sejamos perfeitas e não somos. Vamos aprendendo com as diferentes situações. Só que compromisso escolar dos meus filhos é prioridade no meu calendário.


Já até ouvi em reunião escolar: “pra você é mais fácil porque trabalha por conta”. Foi uma escolha que fiz e assumo a dor e delícia de empreender e ter o privilégio da flexibilidade na minha agenda. É preciso responsabilidade, força e tantos outros elementos tangíveis e intangíveis para tocar empresa, família, casa e procurar tempo para, de vez em quando, curtir uma atividade só minha como caminhar, ler e ir ao teatro, o que, aliás, já planejei para primeira quinta-feira do mês 12/2015. Compromisso da Isa, compromisso da mãe, uma associação que faz muita diferença na sua vida. Amanhã às 10:00 estarei lá na plateia para assistir minha Isa e sua turma.

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 Isa na festa cultural da escola. Apresentando a Gibiteca Turma da Mônica de sua turma

publicado às 12:54

Tríade sagrada

por Ivone Neto, em 17.11.15

É assim que chamo meus filhos. Sou mãe de 2 meninas e 1 menino. Tudo bem que a primeira primogênita já é uma mulher, mas, sempre será aquela menina de olhar profundo e sorriso aberto que adorava dormir no meu colo. Aliás, dormir é quase sinônimo dela.  Ela é aquela aventureira que adora viajar e que sente saudade do cheiro do café da mãe. Tem raízes e asas entrelaçadas, é enigmática por essência.  A segunda, a planejada, a do meio, é minha menina das águas, ágil, inteligente, ama com intensidade, ela tem uma sensibilidade aflorada, tem gosto por miudezas e uma proximidade tão ampla com quem toca seu coração que, ao mesmo tempo em que impressiona por tamanho amor, assusta quando por segundos pensamos em certas ausências e mudanças que farão, inevitavelmente, parte da sua caminhada. O terceiro é o menino mais alegre que eu tenha notícia, com energia vital que contagia, seu olhar brilha como fogo de luz, por onde passa vai deixando sua estrela cativante inundar os ambientes, e tem o cafuné mais carinhoso do mundo. Ele veio para sacudir meu cotidiano e fazer com que eu arranque forças do além.  Cada um com sua beleza, seu ritmo e seus passos. Que eu possa ter a graça de continuar acompanhando com muita alegria e aprendizado essa jornada maternal.

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Minha tríade sagrada 

publicado às 13:01

Mãe porque o Arthur recebe mais atenção que eu?

por Ivone Neto, em 05.10.15

Cenário: Isa em seu quarto brincando sozinha. Arthur assistindo desenho na sala ao lado da mamãe no sofá. Hora do dengo, do sono, do cafuné. De repente desce minha magrela, chega perto e indaga: mãe porque o Artur recebe mais atenção que eu?

Confesso que seu questionamento me pegou desprevenida. Coloquei-a no meu colo e expliquei que ele é menor e por isso demanda ainda mais cuidados como ajudar a escovar os dentes, ir ao banheiro, ainda toma mamadeira e etc. Ela só me abraçou e disse: “tá bom mãe, vou lá brincar, depois você vai no meu quarto?”

Alguns dias ela dorme primeiro que ele e tenho perdido esse tempo da leitura, esse momento de ficar um pouco com ela em seu quarto para conversar e brincar. Quando a própria Isa percebe que o sono está vindo forte me chama: “mãe vem rezar comigo, já vou dormir”. O Santo Anjo do Senhor é sagrado todas as noites. Eu rezo e ela também.

Depois de sua pergunta tão incisiva tenho procurado deixar o Arthur na sala com o pai e ir até seu quarto antes do sono profundo, ou de trazer a Isa até meu quarto e ficar com ela ao lado, no colo, brincando, lendo, inventando estórias ou até cantando sua canção de ninar, até ela começar cochilar e eu a conduzi-la até seu aconchego.

Não é tarefa fácil equilibrar o tempo dedicado para cada filho. Nem sempre consigo, mas continuo tentando. Tem dias que eu também só queria ter uns 30 minutos só meu.tododiaediadeler.jpg

publicado às 19:52

Filhos únicos

por Ivone Neto, em 28.07.15

Cada pessoa é única. Esse diferencial é sagrado. Quando temos filhos acompanhamos de perto essa marca da diversidade no cotidiano e, claro, observamos também as semelhanças. Traços físicos, por exemplo, como o formato das mãos e pés.  O modo como cada um caminha pela vida os diferenciam, a forma como cada filho lida com as situações também é distinta. Até o jeito de acordar difere. Isa acorda cedo, sorrindo.  Arthur acorda dengoso, chorando, salvo raras exceções.  Já a Bruna acorda querendo não levantar, sua cama tem certa magia.

A Isa faz muita amizade, é querida da sua turma da escola, embora tenha certa timidez em algumas ocasiões. Tem suas chatices também e quem a conquista ganha seu coração por toda vida, o contrário também. Seu abraço é especial, uma onda de carinho. Menina das águas que navega no mar da sensibilidade.

Bruna tem humor para rir com seus raros amigos e conserva algum silêncio e distância quando não se sente segura. Ela tem uma beleza especial que vai além, coisa de quem tem Vênus expansiva em sua essência e sede de aprendizado.  Tão enigmática como sua Lua, raízes e asas.


Arthur já é espontâneo, autêntico, conversa com todos, abraça com leveza, tem humor refinado para sorrir com abundância (embora acorde “enjoado” é momentâneo), passa das lágrimas para gargalhadas em instantes, sua energia é vibrante para brincar e encantar.  É mesmo menino Fogo!


Tão intenso perceber meus traços neles e saber que cada um tem um pouco dessa mistura que somos. É uma costura colorida como a colcha de retalhos de minha infância, tão lindos quanto o céu enluarado do sertão, tão imensos como a vastidão do mar, tão férteis como os campos de girassóis e tão infinitos como o AMOR.

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Minha geração. Meu legado. Minha tríade sagrada.  

publicado às 14:21

A fazenda, a praia, a Isa, o Arthur

por Ivone Neto, em 24.03.15

Cada pessoa é única. Tenho três filhos, 2 meninas e 1 menino. Os dois pequenos, Isa e Arthur com suas diferenças e semelhanças.  O diferencial de cada um é uma dádiva. Arthur ama animais e fazenda, adora pisar na terra, correr pelo campo. A Isa ama o mar, a praia, as águas de sua vida para nadar, mergulhar e ampliar sua conexão com seu elemento sagrado.

E, percebo que nem sempre dá para unir os dois no mesmo passeio. Um se diverte, outro se estressa. Tive essa experiência esse final de semana quando levei os dois numa mini fazenda. O Arthur encantado com todos os animais não parava de brincar e correr de um lado pro outro. A Isa chorando, querendo ir embora, sem conexão com aquele mundo. Na volta, Arthur disse “tô com saudade da fazenda” e a Isa “nunca mais quero vir aqui”.


Temos que respeitar as afinidades e diferenças de cada um e conciliando os passeios e tantos outros detalhes da jornada maternal.

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publicado às 15:46


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