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Amizade enlaçando o tempo

por Ivone Neto, em 15.01.19

Eu e Zilda nos conhecemos desde menina. Somos amigas conterrâneas e o nosso laço vai além da terra onde nascemos, ultrapassou fronteiras e gerações. Nos reencontramos aqui em São Paulo há aproximadamente 14 anos atrás. Eu já mãe de uma moça, ela de dois meninos. E veio a gravidez da minha Isa, minha segunda gestação e em seguida foi a vez da Julia, para completar a tríade da minha amiga. E eis que também completei minha tríade com meu elemento surpresa menino. E adivinha quem foi uma das primeiras pessoas que soube da minha terceira gravidez e acertou em cheio que seria o caçula Arthur? Ela mesma, a querida Zilda me disse assim que a comuniquei por telefone. Fiquei com a ligação gravada na memória coração. E o tempo segue registrando nossos encontros. E eu sou muito grata por ter personagens assim para compartilhar as estações da vida.

A Isa e Julia já estudaram na mesma escola, moraram no mesmo bairro e hoje, em bairros e escolas distintas, seguem amigas. É tão sublime observar a sintonia dessa amizade. Como elas brincam e se divertem juntas. Seguiremos compartilhando nossas histórias. É laço bênção: amigas mães e filhas!

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publicado às 14:42

Viva a renovação da vida

por Ivone Neto, em 14.01.19

Sou primeira filha, neta e bisneta. Minha filha primogênita também. Em pleno estado de graça, em breve dará luz a tataraneta da minha vozinha. Uau. Que geração de mulheres em diferentes estações. A passagem do tempo enveredando as histórias. Olhando a foto da Bruna bebê, imaginando quais traços dela minha neta terá, fico até perplexa com esse salto atemporal dela se tornando mãe e eu avó. Entre memórias, saudades e perspectivas vou tecendo emoções que desabrocham sorrisos, lágrimas e gratidão pelo presente da vida.

E
u me sinto honrada com essa graça. Presenciar a renovação traz a certeza do quando viver é um ciclo de transformação permanente.

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publicado às 14:58

Arthur emotivo

por Ivone Neto, em 08.01.19

O Arthur chorou na cena de um filme, um choro tão emotivo. Ele disse: “mãe fiquei tão emocionado com a música.” A comunhão da canção e da cena tocaram os sentidos do meu menino. E conversamos sutilmente sobre a importância de demonstrar os sentimentos e falei o quanto as emoções acompanharão seus passos nos mais diversos momentos de sua vida.

Ele, com seu olhar lacrimejando respondeu: “mãe choramos de alegria, tristeza e saudade também né?” E seu abraço terno enlaçou minhas lágrimas.

Q
ue eu tenha a bênção de compartilhar contigo muitas emoções meu filho caçula amado.
Você é sensacional!

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o Menino Arthur e seus diálogos sensoriais

 

publicado às 14:49

A menina, o choro, a despedida, a emoção

por Ivone Neto, em 30.11.18

Ontem foi a festa de confraternização da sala da Isa. Eu cheguei na escola e a encontrei aos prantos. A despedida do ano letivo e das professoras é um momento de alegria e lágrimas, de gratidão e saudades. Presenciei o último abraço dela nas duas professoras e fiquei emocionada também lembrando das minhas despedidas escolares. Ela tem muito afeto pelas professoras e aprecia o jeito delas ensinar.

Eu a abracei e no carro ela seguiu chorando. Quando conseguiu ficar mais calma, ainda com os olhos lacrimejando disse: “mãe vou sentir tanta saudade”. Seu rosto vermelho e inchado revelava que o choro foi intenso. Fomos conversando sobre o quanto nossa jornada é marcada pelos encontros e despedidas, inícios e finalizações. O fim é o começo e o começo é o fim em distintos sentidos. Esse movimento cíclico de mudança da vida é contínuo e aprendiz.

A sensibilidade aguçada da Isa aflora suas emoções. Chorar faz bem. E ano que vem será formatura. Agora é férias, hora de brincar, descansar e cultivar saudade feliz. Que venha 2019!

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publicado às 18:51

o menino torcedor

por Ivone Neto, em 23.11.18

Apaixonado por jogar, ele também é um torcedor singular. Eu gosto de futebol desde pequena, além de jogar futebol na escola eu acompanhava como torcedora o meu pai, tio e amigos que jogavam. E incentivo o Arthur a sempre apreciar um bom jogo. A forma como ele vibra com o gol marcado quando está assistindo exala paixão. E isso do seu Santos e de outros times também. E quando ele está jogando e faz o gol então, é sensacional a explosão de sua emoção.

Ele tem acompanhado o campeonato brasileiro. Arthur fica triste quando o Santos perde e também com os times que estão na lanterna. Ontem ao comentar sobre o Paraná ele disse com ar tristonho: “mãe seu eu jogar nesses dois últimos jogos do Paraná e fizer gols dá pra ele não rebaixar?” A empatia do meu menino com o sofrimento do clube me deixou emocionada. E depois que eu tentei explicar os motivos do time já estar rebaixado e que ele é pequeno demais para jogar em time de adultos e etcs, ele até entendeu. Ainda assim, disse:
“Oh mãe e o Sport do Recife também pode ser rebaixado. É triste perder...

Notei sua voz embargada e respondi:
Sim filho é. Só que a derrota também ensina e tudo na vida tem um ciclo, inclusive no futebol. Agora é hora de escovar dentes, rezar e dormir, vamos?

E ele se jogou em meu abraço. E eu senti tanta ternura. Esse é meu filho torcedor!

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publicado às 17:53

A confiança é um Raio de Luz

por Ivone Neto, em 21.11.18

Indicar o serviço de educação requer uma dose extra de confiança. Nossos filhos passam muito tempo na escola e esse precioso período envolve diversas atividades. Muitos pais perguntam indicação de escolas e visitam diferentes entidades para escolher o melhor ensino para seu filho. Há muitas variáveis para colocar na balança, o preço, a estrutura, a metodologia e etcs. As indicações dos pais que tem filhos estudando na escola conta muito na decisão. A experiência faz toda diferença para os pais e alunos.

Minha experiência com a escola Raio de Luz completou 9 anos. Meus dois filhos Isa e Arthur viveram muitos momentos especiais na escola. A Isa ficou desde 2 anos e o Arthur desde o maternal. Esse é o ano da despedida. Um misto de sentimentos e recordações despertam enquanto escrevo essas poucas linhas. E a certeza plena de seguir indicando a escola infantil que agora está em nova unidade e com novos passos. Meus votos de sucesso para que todos os atores envolvidos nesse desafio sigam evoluindo nessa missão tão nobre de aprender e ensinar.

Eu poderia escolher várias palavras para caracterizar as qualidades da equipe Raio de Luz. São tantas que afloram com as lembranças que palpitam em meu coração, no entanto, eu vou escolher uma que tem um significado múltiplo pelo que eu acredito que faz toda diferença nesse universo da educação: AFETO. Sim, a AFETIVIDADE enlaça o enredo aprendiz de modo sensorial e deixa marcas. Gratidão Raio de Luz. Muito, muito obrigada!

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publicado às 16:01

sobre ausência, saudades, vazio, plenitude

por Ivone Neto, em 16.11.18

Ontem a tarde a casa estava cheia. Barulho, risadas, bagunça na sala. Minha Isa, 10 anos, a instrutora da brincadeira. O primo João, o irmão Arthur, os amigos vizinhos Bia e Pedro. E a turma seguiu para piscina, água, sol, nuvens, mergulho. As mães conversando, o irmão lendo. O João foi ensaiando, primeiro as pernas, depois entrou de vez na piscina. Os pingos saltavam dos pulos do Arthur. E quando as nuvens densas e o vento retornaram na tarde do feriado e os lábios roxos surgiram decretamos a descida para os banhos quentes em casa. O Arthur resolveu ir com o João e tio Hique para dormir na casa da vovó Fátima. A Isa ficou um pouco mais e depois foi dormir na casa da amiga vizinha Lele. E ficamos, eu, o pai, o silêncio, o vazio e a saudade. Depois do banho, sentei na rede da varanda com meu amigo livro, sentindo o frescor da noite chegando. Na sala, no andar de baixo, meu marido assistindo ao jogo do seu time. Do céu nublado uma garoa fina nada primaveril. Depois dos capítulos, fechei o livro, os olhos e senti a plenitude da minha companhia. As letras, a história, as sensações, a gratidão do dia. Pensei na complexa e simples mistura da ausência e presença na jornada maternal. E no quanto o ciclo dos encontros e despedidas forma o enredo de nossas vidas. E eu e meu marido rimos juntos depois, de suas tiradas tão cheias de humor.

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publicado às 11:17

O menino, o gibi, a leitura

por Ivone Neto, em 13.11.18

Das melhores cenas que presenciei nos últimos dias: Arthur pega o gibi, senta no braço do sofá e começa a ler. E fica concentrado lendo a história. Os quadrinhos são mágicos!

A Isa está no quintal, eu a chamo e mostro a cena. Ficamos em silêncio observando. Lado a lado, na cumplicidade da surpresa e gratidão. Ela se aproxima do Arthur e diz: vamos ler juntos? E os dois vão intercalando as páginas na leitura compartilhada.

Não registrei o momento do domingo, no entanto, me fez lembrar dessa foto de 2 anos atrás que retrata sua conexão com a leitura. Que é rara no caso dele. Eu, insistente e amante que sou dos livros, deixo assim gibis e livros espalhados pela casa. E meu coração transborda de alegria quando o vejo em momentos assim.

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Ler é uma arte multiplicadora por natureza

 

publicado às 12:55

A Isa e o gosto por estudar

por Ivone Neto, em 31.10.18

Ela tira boas notas. Adora matemática. E acredito que as notas musicais colaboram nesse sentido. Ela também aprecia história e geografia. E diz que sua professora tem um jeito todo fascinante de explicar que cativa os alunos de sua sala. E gosta muito de português na produção de textos. “mãe nas gosto das regras gramaticais, são chatas”. Eu concordo. No entanto, ela ama a parte de ler e produzir textos. Admiro u fico toda orgulhosa com seu gosto pela leitura e sei que isso fará toda diferença em seu aprendizado. Esses dias ela chegou saltitante contando que a professora elogiou o texto que ela criou. Incentivar a criatividade dos alunos na produção de conteúdo é fundamental.

Minha menina das águas é também dos estudos. E eu fico sim toda orgulhosa com sua dedicação.

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Um dos seu livros favoritos.

 

publicado às 11:36

O lápis, a bola, as lições do Arthur

por Ivone Neto, em 30.10.18

É difícil sentar com ele para as lições. A bola é mais convidativa. A de verdade e a imaginária já que tudo em suas mãos tem o poder de se transformar em jogadores ou bola. O lápis, a borracha, o apontador. A cabeça da tartaruga ninja vira bola, a colher, o copo. A escova de dente no banheiro vira trave. O sabonete bola. O papel ele amassa e faz bola, as meias, as cartas do jogo da Isa viram jogadores. E por aí vai. Quando sentamos para fazer lição ele já faz uma expressão de aborrecimento. E ele cansa na primeira página. Não é atrativo. E por mais que seja necessário, eu fico com o coração apertado por as vezes ter se ser dura para que ele faça. Um pouco a cada dia e vamos seguindo, página a página. E assim vamos criando a disciplina de que tem que fazer. Até o pai que é avesso a escola, tem colaborado com a atividade que rende, não com capricho, mas sai e a comemoração dele quando termina é, como diz meu irmão Paulo, “sensacional".

 
Ele está no primeiro ano e sei que esse processo de adaptação com matérias, provas e trabalhos não é fácil. Tem que ser mesmo no passo a passo e respeito o seu jeito e ritmo diferente das meninas.  Vamos seguindo tentando encontrar formas para realizar as tarefas da escola.

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O menino Arthur clicado pelo tio Hique.

 

publicado às 13:46


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