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Da primeira espinha ao absorvente

por Ivone Neto, em 16.05.19

Observo a Isa crescer tão doce e consciente. A primeira espinha já aflorou há uns meses. Entre sorrisos e lágrimas sinto o nó na garganta apertar com as recordações que palpitam em minha memória coração de tantos momentos desde sua gestação. Sim, ela está ficando uma mocinha e por mais natural que seja esse ciclo de transição, de novo, como mãe, em outro momento agora que já até sou avó, ainda sou tomada pelo medo e nostalgia. Faz parte também essas sensações que entrelaçam esse enredo maternal.

Ontem a conversa foi sobre menstruação e a orientei a arrumar sua necessaire com absorvente e mostrei como usar. Sim, ela já deve levar em sua mochila para escola. “Pode acontecer lá né mãe, mas espero que seja em casa”. Lembrei do dia da Bruna, que estava em casa e eu no projeto que atuava. No intervalo vi sua ligação e retornei e ouvi do outro lado da linha sua voz com um misto de susto e alívio me avisando. Lembro que senti meu coração acelerar e perguntei se ela estava bem. Ela disse que sim. Hoje ela já é mãe e agora é a vez de sua irmã.

No meu quarto, sentindo o vento frio da noite de outono que dançava na cortina, os pingos leve da garoa no jardim, sentamos na cama. A Isa veio contar sobre suas colegas de sala que já recebem a visita do fluxo sanguíneo mensal. Falei que é como a fase lunar, contamos 4 luas e de todo mês acontece. Ela disse que tem uma que fica 1 semana. “Ai mãe tanto tempo” Eu disse que cada organismo é único, o período também, os sintomas. Temos semelhanças e diferenças em tudo. No meu caso é mais rápido e nunca sofri muito com cólicas, uma de suas preocupações. “É mãe mais tem sua enxaqueca. Tem gente que fica mais chata”. Então falei sobre a famosa TPM. E fomos conversando sobre suas dúvidas. Arthur chegou e me viu com o absorvente na mão e disse: “mãe é sua fralda de todo mês?” E caímos na risada. E sei que juntos vamos chorar e rir um bocado ainda.

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Minha menina das águas está crescendo

 

publicado às 15:21

A Isa, a asma, a sensibilidade

por Ivone Neto, em 28.03.19

Minha Isa tem asma. Associada a dermatite, sinusite e outras “ites” do pacote alérgico. Ela faz tratamento e as crises tem demorado mais. De vez em quando elas aparecem despertadas por algum fator que aciona a crise, ou fatores, já que são muitos. Morar em uma região poluída como a grande São Paulo já é por si só um fator explosivo. Já ouvi de vários médicos que o ideal seria morar na montanha ou mar. Sempre que vamos a praia observo como sua saúde integral melhora.

Como ainda não posso fazer essa mudança temos que procurar amenizar o máximo com ações em casa. No seu quarto tapete e cortina nem pensar. Bichos de pelúcia nunca. Os de panos que ficaram são lavados com frequência e tomam banho de sol. Animais de estimação como gatos e cachorros, que o Arthur tanto quer, nem pensar em casa. Cheiros fortes de produtos utilizados em limpeza ou perfumes, são venenos. Na alimentação ela também tem restrições, castanha, avelã, amendoim e todos os produtos com corantes e industrializados. E tem também o quesito emocional que conta muito. E no caso da Isa eu percebo muito isso.

Quando vem a crise persistente, daquelas em que a tosse e o cansaço não deixam ela dormir, quando o pescoço afunda, temos que correr ao hospital. Foi o que aconteceu essa semana, a crise de asma com peito chiando e junto a infecção de garganta. Daí são as inalações, antibióticos e antialérgicos com corticoides. As medicações a deixam tensa, mas o que mais a deixa triste é o fato de faltar as aulas. Mesmo antes do atestado vencer ela já quer retornar pra escola. E hoje ela volta com todo seu ânimo para estudar.

A asma exige cuidado contínuo. Hoje, com “quase 11 anos”, como ela anda dizendo, a Isa vai aprendendo a conviver com sua doença crônica. Ela agora começou a natação que tanto ama e acredito que a atividade recomendada pelo médico vai auxiliar muito. No caso da educação física na escola ela participa sim, exceto nos dias de crise. É importante essa participação e quando ela sente que está muito cansada encerra antes. Assim como nas brincadeiras de pega pega com as crianças. Acompanhar o passo de Maria de Fátima, sua vó, jamais. Ela mesma diz: “não dá pra andar com a vó Fátima.” E mesclando não e sim, ela segue sensível e aprendiz vencendo seus desafios cotidianos. E nós vamos acompanhando essa jornada.

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Minha Isa tão aplicada na escola. Muito Amor

publicado às 13:32

Leitura compartilhada e inspiradora

por Ivone Neto, em 22.03.19

Desde segunda-feira meus filhos Isa e Arthur não tocaram no celular. Sim, uma nova regra lá em casa e a meta é familiar. Menos celular. Mais livros e brincadeiras. Ontem à noite, saio do banho e tem um menino esperando a mãe já com o gibi selecionado. Ele lê o primeiro trecho e diz: “mãe viu como estou lendo bem?” E meu coração transborda de alegria e ele recebe um xero e um abraço apertado. E sentamos junto para a leitura da noite. Nossas risadas ecoaram pela casa. Que divertido episódio da Turma da Mônica. E depois de concluir a leitura, momento da oração e antes de deitar ele já separou o livro que iremos ler hoje a noite. Uau!

Chegaram também livros infantis do Lázaro Ramos, Emicida e Maya Angelou. Arthur amou o caderno de rimas do João, tanto que levou hoje para escola para mostrar para professora. Ele tem gosto por rimar. Observar meu menino caçula pegando gosto pela leitura traz uma imensa gratidão para uma mãe amante dos livros. Ontem seu olhar sonhador quando lhe expliquei o quanto os livros nos possibilitam viajar por diferentes mundos foi inspirador. Quanta GRATIDÃO!

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os presentes livros do mês

 

publicado às 14:59

Arthur, o leitinho, o vômito

por Ivone Neto, em 11.03.19

E o leitinho ele gosta com chocolate. E o do pai é o melhor. Na sua ausência eu até faço e quando ele recebe já diz” mãe será que tá igual o do pai?” Eu tentei, respondo. E a resposta final é: “mãe não está igual do pai. O dele é melhor”. Tudo bem filho, cada um tem um jeito mesmo. “É mãe, mas eu tomei”

O leitinho manhã e noite. E hoje na manhã ele bateu e voltou. E veio a dor de barriga, a palidez e o vômito. Ele está prestes a completar 7 anos e foi a segunda vez que vomitou. A irmã Isa ficou ainda mais apavorada que ele com a cena. Observar a angústia do irmão causa na Isa uma dor imensa. Ficou junto o tempo todo, apoiando: “calma Tutu vai passar”. Depois que ele recobrou a cor, ela já estava ao lado com água para ele tentar tirar o gosto ruim da boca. Já firme ele recebeu abraços da irmã e mamãe. E, enfim conseguimos sair de casa para começar a semana de trabalho e escola.

Ao entrar no carro o pai notou: “Onde você vai com esse chocolate Isa?” Ela responde: vou levar chocolate e leite que tem em casa pra tia Lane pro Arthur nunca mais ficar ruim. E todos caímos na risada da sua forma engraçada e também ficamos comovidos com seu cuidado com o irmão.

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publicado às 16:20

A tragédia do bolo

por Ivone Neto, em 20.02.19

Sábado à tarde aniversário. Dois bolos, da Bia e Pedro, Isa não comeu nenhum. É que ela gosta de bolo de cenoura com cobertura de chocolate ou só chocolate. Já em casa ela diz: “mãe você faz um bolo de cenoura com chocolate? Eu te ajudo”.

Peguei uma receita na Internet, meu marido foi comprar os ingredientes que não tínhamos em casa e lá fomos nós. Mamãe, Isa e os ingredientes. O bolo foi ao forno. E fizemos a cobertura.

Quando desenformei o bolo minha expressão retrata o resultado:
Socorro o que é isso?
Nem sei como descrever a tragédia do bolo. Os sons das gargalhadas ecoaram pela casa. Ah o riso é um bálsamo.

Depois da comunhão do riso senti que a Isa ficou frustrada. Eu disse: filha nós tentamos. Ela respondeu:
“Sim mãe, tudo bem. Amanhã logo cedo pode ir comprar um bolo de cenoura com chocolate na Dona Deôla?”

Acordamos no domingo e depois da missa passamos na padaria para comprar o desejado bolo. E chegando em casa ela apreciou com muito gosto!

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Crédito imagem: Panelinha

 

publicado às 14:25

As meninas, o parque e a presença

por Ivone Neto, em 11.02.19

Sou admiradora grata da sua sensibilidade e sei quanto é preciosa minha menina Isa. Quando ela recebe um convite para o aniversário de uma amiga fica muito feliz e contando os dias. Ontem ela acordou saltitante para ir ao parque comemorar o aniversário da Gigi, como ela a chama, a amiga vizinha. Junto com a família de sua também amiga vizinha Lele, ela foi exalando alegria e expectativa.

Ao chegar, exausta e feliz, foi contando da diversão nos brinquedos e até do quanto o monitor a ajudou com sua asma no momento que ela ficou muito cansada. “Mãe bebi muita água e consegui brincar muito com as meninas, estou tão feliz”. E apesar do cansaço, ainda foi comigo visitar sua prima do interior que estava na casa da vovó. E assim vamos aprendendo cada vez mais que PRESENÇA faz toda diferença nas relações.

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Diversão no Jump Mania

 

 

publicado às 10:59

A espera da boa nova

por Ivone Neto, em 22.01.19

Estamos esperando a chegada da neta. E por mais que eu tente ficar calma, essa proximidade tem me deixado inquieta, talvez pela grande distância física. Tenho recebido muito carinho de amigas próximas, que chegam em forma de uma palavra de conforto, de felicitações verdadeiras e alegres, de canção e poesia. Aliás, toda ternura tem cheiro poético e eu sou muito grata por ter gente que suaviza minha vida com sua presença.

Tenho sonhado muito e pasmem, até meu sono que sempre foi de pedra como diz minha mãe, tem sido mais agitado e tenho acordado algumas vezes, coisa incomum. Quando desperto eu rezo e meu sono vai retornando doce como brisa de primavera. E ao acordar agradeço pelo dia que nasce sabendo que cada dia que passa fica mais perto do momento do parto. Eu rezo junto das Minhas Mães Marias, as Nossas Senhoras de todas as graças que nos amparam com sua luminosidade amorosa. Essa fase final da gestação não é apenas da mãe, embora seja dela a parte essencial.

T
odos os dias nos falamos, as vezes ela me faz algumas perguntas por mensagem e eu dou risada sozinha, algumas coisas sequer lembro. Tento auxiliar do meu jeito atrapalhado. Se sou uma mãe assim e meus três filhos sobreviveram, sei que a Bruna vai aprender do seu jeito e tempo, com todo seu amor conectado com muitos amores dos que a amam. Sim aprendemos com sorrisos e lágrimas porque a maternidade é uma jornada aprendiz com dores também e até elas nos fortalecem.

Teu ingresso na maternidade começou nesse processo da gravidez, segue firme minha amada Bruna, seus passos construirão o teu caminho maternal. Ele só se faz assim, caminhando.

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Iluminada filha, te amamos. Quanta honra e gratidão por ser sua mãe!

 

 

publicado às 12:02

Amizade enlaçando o tempo

por Ivone Neto, em 15.01.19

Eu e Zilda nos conhecemos desde menina. Somos amigas conterrâneas e o nosso laço vai além da terra onde nascemos, ultrapassou fronteiras e gerações. Nos reencontramos aqui em São Paulo há aproximadamente 14 anos atrás. Eu já mãe de uma moça, ela de dois meninos. E veio a gravidez da minha Isa, minha segunda gestação e em seguida foi a vez da Julia, para completar a tríade da minha amiga. E eis que também completei minha tríade com meu elemento surpresa menino. E adivinha quem foi uma das primeiras pessoas que soube da minha terceira gravidez e acertou em cheio que seria o caçula Arthur? Ela mesma, a querida Zilda me disse assim que a comuniquei por telefone. Fiquei com a ligação gravada na memória coração. E o tempo segue registrando nossos encontros. E eu sou muito grata por ter personagens assim para compartilhar as estações da vida.

A Isa e Julia já estudaram na mesma escola, moraram no mesmo bairro e hoje, em bairros e escolas distintas, seguem amigas. É tão sublime observar a sintonia dessa amizade. Como elas brincam e se divertem juntas. Seguiremos compartilhando nossas histórias. É laço bênção: amigas mães e filhas!

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publicado às 14:42

Viva a renovação da vida

por Ivone Neto, em 14.01.19

Sou primeira filha, neta e bisneta. Minha filha primogênita também. Em pleno estado de graça, em breve dará luz a tataraneta da minha vozinha. Uau. Que geração de mulheres em diferentes estações. A passagem do tempo enveredando as histórias. Olhando a foto da Bruna bebê, imaginando quais traços dela minha neta terá, fico até perplexa com esse salto atemporal dela se tornando mãe e eu avó. Entre memórias, saudades e perspectivas vou tecendo emoções que desabrocham sorrisos, lágrimas e gratidão pelo presente da vida.

E
u me sinto honrada com essa graça. Presenciar a renovação traz a certeza do quando viver é um ciclo de transformação permanente.

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publicado às 14:58

Arthur emotivo

por Ivone Neto, em 08.01.19

O Arthur chorou na cena de um filme, um choro tão emotivo. Ele disse: “mãe fiquei tão emocionado com a música.” A comunhão da canção e da cena tocaram os sentidos do meu menino. E conversamos sutilmente sobre a importância de demonstrar os sentimentos e falei o quanto as emoções acompanharão seus passos nos mais diversos momentos de sua vida.

Ele, com seu olhar lacrimejando respondeu: “mãe choramos de alegria, tristeza e saudade também né?” E seu abraço terno enlaçou minhas lágrimas.

Q
ue eu tenha a bênção de compartilhar contigo muitas emoções meu filho caçula amado.
Você é sensacional!

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o Menino Arthur e seus diálogos sensoriais

 

publicado às 14:49


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