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Volta as aulas, medos, desafios e esperança

por Ivone Neto, em 17.02.21

As dúvidas, os medos e os desafios são enormes nessa pandemia e tem afetado muitas pessoas, empresas e instituições. O prejuízo ao aprendizado das crianças, a saudade do ambiente escolar e todas as mazelas das restrições impostas pela pandemia tem causado muitos transtornos às famílias. Muitos criticam o retorno das aulas presenciais e os argumentos são válidos. No entanto, como responder ao questionamento de muitas crianças, inclusive os meus que, dentre outras, indagam:

“você pode trabalhar e eu não posso ir à escola?”

“no jornal vejo as pessoas na praia e nós não podemos viajar?”

Claro que há respostas coerentes para as questões acima e tantas outras que ouvimos. No meu caso eu sempre procuro pontuar para meus filhos que cada família tem seu ritmo, regras e decisões. Convivo com outras mães que como eu precisam trabalhar e vivem uma dificuldade enorme para encontrar alguém para deixar os filhos. E também compartilhamos de outras adversidades desse período que está se alongando demais.

O ano passado minha filha de 12 anos sofreu muito com a ausência da escola. Estudiosa que é, chorou muito a falta presencial. A ansiedade dela deu um salto. O caçula sequer assistiu as aulas virtuais porque eu estava trabalhando. Tive que ficar me desdobrando fazendo as atividades com ele a noite e final de semana. Na atividade que exerço não tenho como atender home office e conheço mães que estão atuando nessa modalidade que estão sobrecarregadas também. Na minha casa foram três pessoas diferentes que ficaram com eles num intervalo de 8 meses. Além de dias que eles tiveram que vir para meu trabalho ou ficar na minha irmã que já tem uma carga grande porque eu não tinha outra alternativa.

As justificativas das críticas da volta as aulas são contundentes, mas é preciso enxergar a realidade de muitas mães que precisam ser ouvidas também. Os professores e toda equipe escolar deveriam estar na linha de prioridade da vacinação. A defasagem desse longo período sem estudo deixará sequelas por muito tempo. Eu que já tive Covid também ainda sofro de sequelas dessa doença e sei bem como é danoso. Cada sequela com sua dor e resultados.

Nossa decisão dos nossos filhos retornarem para a escola foi unânime. Eles estão indo todos os dias. Temos ciência do risco e enfatizamos os cuidados que eles precisam adotar. Confiamos na instituição que eles estudam que está se esmerando na pratica dos protocolos sanitários. A alegria da minha filha contando as novidades das aulas cotidianas me dá tanta esperança e aplaca um pouco do receio que sinto apertar meu peito.

Tem sido difícil, os nós vão apertando e os laços enternecendo. Cada um sabe o que sente. Eu durmo e acordo com uma mistura de sensações e tento não esmorecer, é um exercício cotidiano de perseverança. Os desafios são grandes. Que nossa força também seja gigante para seguirmos adiante.

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publicado às 14:34

A despedida, os amigos e a saudade

por Ivone Neto, em 29.12.20

Observando a alegria deles brincando na despedida do Léo que voltou para sua casa no Rio fiquei refletindo sobre as diferenças das infâncias. Da minha até chegar na do meu caçula uma transformação gigante, do cenário as brincadeiras, passando por tantas nuances das experiências. Uma viagem no tempo de mudanças. Do passado ao presente e ao futuro que logo chegará fiquei imaginando sobre as memórias e os laços que serão efêmeros ou duradouros.

Eles conversam sobre jogos, pulam na piscina, jogam futebol e vídeo game, trocam cartas do Pokemon, brincam e brigam um bocado. Diálogos gritantes, juro que tento entender o fio e muitas vezes fico perdida, outras eu morro de rir com os papos inusitados. São curiosos e agitados, bravos e afetivos, uma mistura doida e bonita de ver. Nesse ano tão atípico e cheio de restrições, perdas e desafios, as amizades foram fundamentais para essas crianças.

Eu convivo com amigas de infância. É tão precioso essa proximidade. Que eles tenham a graça, pelo caminho que cada um trilhar, de cultivar bons amigos para dar boas risadas e compartilhar os aprendizados da vida. Das dores as alegrias, como é abençoado ter amigos para partilhar a vida. A presença amiga é um presente da vida, de todas as gerações.

Um trecho do diálogo do Léo e Arthur tem notas de saudade e cheiro de afeto:
- Léo quando você vai voltar? Indaga Arthur.
- Não sei. Vou ver minha mãe e a gata Benta, estou com saudades.
“Mãe o Léo tem uma gata viu!” Exclama Arthur aborrecido por não poder ter bicho de estimação.
Eu respondo com um sorriso e ele volta a conversar com o amigo.
- Léo eu já viajei pro Rio e quero voltar lá pra ver a Dany e a Sol, uma cachorra bem danada.
- Lá é quente. Tem o mar. Chegando lá vou pra casa da minha avó.
E entre corridas e pulos eles continuam a falar.
Quando descemos eu digo pro Arthur: Filho logo o Léo volta. Ele tem que ficar um pouco com a mãe agora.
- E quando ele voltar teremos a noite do hamburguer. É muito bom!

Léo já está a caminho do Rio de Janeiro. E ficou por aqui o tom da saudade.134147441_4498850453459167_9197950382852057319_n.jA despedida do Léo. Chegadas e partidas marcando as amizades

publicado às 19:18

a autêntica torcida do menino

por Ivone Neto, em 10.11.20

Se tem uma coisa que o Arthur herdou muito da mãe é a força da vibração. É nítido na sua alegria e energia. Temos essa chama acesa e quando explode o grito sai, os pulos, a emoção extravasa pelos poros. A semana passada ele me acompanhou em uma torcida, é meu companheiro nesse quesito. Eu acordo primeiro, com a aurora, e Arthur acorda em seguida. Na quarta, quinta, sexta e sábado ele acordava, eu ouvia seus passos na escada e a primeira frase sua: “mãe o Biden ganhou?”. Sábado quando ele ouviu meu grito correu pro abraço. E juntos celebramos o Viva Biden. Viva a renovação! Viva a Democracia! Meu caçula é puro coração que contagia.

Eu fico emocionada ao me enxergar em meu filho. Gratidão por ser tua Mãe!

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O caçula amado. Meu ímpar menino Arthur

publicado às 10:21

Um resumo da semana e outras vivências da quarentena

por Ivone Neto, em 19.06.20

No trabalho: ótimas notícias de clientes que se curaram da Covid-19 e estão reabrindo suas oficinas, retomando as obras e outros voltando pra estrada. Viva!
Essa semana apareceu um aqui querendo tirar vantagem. Exigindo garantia de peça que não fizemos o serviço. Com toda grossura possível. E foi atendido com toda educação, e mostramos as evidências de que aqui não foi feito o serviço. Vai exigir garantia de onde fez, aqui não. “Caiu do cavalo”

Em casa:
Isa segue com as “chatas e improdutivas”, na sua fala, aulas virtuais. E brava com a quantidade de trabalhos para o curto espaço de tempo. É coisa demais e aprendizado de menos. Nada como a interação presencial. Fora isso, a falta das amigas dói. As séries e os livros tem sido as companhias.


Arthur nem faz as aulas virtuais. Sigo com ele fazendo as atividades propostas do sistema, a noite e no fim de semana. É tenso em alguns momentos, alegres em outros. É um lápis na mão e o chinelo no outro. E muitos abraços e cheiros quando findamos as páginas.

A pressão é grande nesses tempos de pandemia em distintos aspectos, o cansaço é maior. Eu tenho dormido cedo e acordado com o primeiro canto do galo. Para piorar meu dente que eu ia iniciar o canal em março e cancelei as consultas por conta do Covid-19 anda latejando que só a gota. Ah e tenho os livros na minha cabeceira que ando lendo (meus bálsamos). Nesse período Angela Davis, Cidinha da Silva, Eliane Brum, Pilar Bu, são alguns dos livros já lidos. De vez em quando rabisco no cadernos cartas que vou enviar e digito rascunhos como este. Escrever é uma terapia.

Meu marido anda saudoso dos amigos, da cerveja, do canto, das risadas e todas as nuances dos encontros. São 100 dias sem cerveja. E, mesmo diante da sofrência, ele segue com sua incrível inteligência e força de trabalho, e, claro, seu sensacional humor. E reclama de meus mandados, montar uma coisa, me ajudar em outra, só não de regar o jardim. Quando eu o chamo já diz logo: “ai minha Santinha lá vem ela”. Sim até que ele tem sido paciente. Eu ando mais chata que de costume.

Na política: Um Viva com fogos juninos para a prisão do Queiroz, a derrocada do sinistro da educação, um dos mais deseducados que já vi, pro silêncio dos robôs milicianos no Twitter. Ah e descobri que faz parte da defesa hospedar o réu. Eita que esse Brasil não é para amadores viu!

Como eternizou o adorável Boechat: “toca o barco” que a quarentena segue. E haja músculo se for a vela que as tempestades não tão pra brincadeira!

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É pro mar que vou depois da quarentena. Oh saudades com cheiro de maresia

publicado às 14:15

O lugar na sala da saudade

por Ivone Neto, em 13.06.20

Das faltas que a Isa sente, a rotina escolar é uma das mais intensas que observo. Ela sempre apreciou a escola, desde bem pequena. Conversando sobre as aulas, sua turma na hora do intervalo, as expectativas dessa mudança para o FundII, como ela chama, um detalhe chamou minha atenção, ela lembrando da sua cadeira em cada uma das salas, do 5º 4º 3º e até do pré! Sua lembrança escolar é incrível! O afeto que a Isa demonstra pelo estudo é encantador.

Ela tem reclamado muito das aulas virtuais. A interação presencial faz toda diferença no aprendizado. Por mais que ela seja aplicada nesse home school, a nova rotina em casa, especificamente esse período preventivo da escola, tem cansado. “Mãe já faz mais de 3 meses que não saio de casa. Não vejo a hora de ir para escola”.

No seu quarto, que hoje ganhou a rede, escuto o som do balanço, ela está lá deitada, sentindo o vento e assistindo série. Ela tem descoberto séries de ficção científica. Sim ela gosta de ciências. No enredo do seu quarto, livros e músicas. Nesse processo de transição para a adolescência, ela segue nos surpreendendo com seu crescimento. Sinto receio, admiração, orgulho, alegria...um misto de sentimentos. Dessas coisas de mãe que sofre com as fases. E sua fase lunar é a Cheia, combinando com sua grandeza. 

As estações seguem, os diálogos mudam, o formato e conteúdo. Ela tem conversado por áudio com as amigas e diz “não é a mesma coisa mãe. Sinto falta das minhas amigas.” Lembrei das risadas delas juntas, dos passeios, delas dormindo aqui em casa, ou vice e versa. Os amigos são laços sagrados e nós temos muito apreço por nossas amizades. Eu digo a Isa que os verdadeiros amigos se tornam perenes.

Nossa “sensacional” Isa, seu aniversário está chegando. Já encomendei o brigadeiro e o bolo de chocolate que você gosta. Aliás, os raros doces que ela gosta. Dessa vez não teremos a casa cheia para celebrar e sei que isso a entristece. É uma fase difícil para todos, especialmente, para pessoas sensíveis como a Isa, que guarda na memória afetiva de sua sala coração: cantos, vivências e personagens.

Que precioso ser sua mãe. Você é um presente em nossas vidas! 
Das nossas saudades da quarentena. Registro 2

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Que seu universo de leitura, das mais diversas formas, seja fértil

publicado às 23:20

As ausências contadas

por Ivone Neto, em 07.06.20

Esse sábado foi o 13º sem churrasco. Contou meu marido em frente ao calendário as datas dos últimos fins de semana. Sua voz carregada de ausência dos churras cheios de alegria, canto, risadas e partilhas, que marcam nossos laços amigos. E temos um repertório de muitos com essa turma tão especial.

No quintal, na hora do Sol matinal do sábado, ele contempla seu canto. Sua expressão silenciosa diz tanto. Eu brinco falando de sua saudade e ele responde, com seu humor que tanto amo: “a churrasqueira está até com teia de aranha e tem mais cerveja perto de vencer.” Eu respondo: Eh vai ter que doar novamente (recentemente fizemos doação das que venceriam em maio. Foram bem aproveitadas). Rimos sobre essa possibilidade real de doar as cervejas que vencem no final de junho.

Meu marido não bebe sozinho, nunca bebeu. Gosta mesmo é de compartilhar presença, como ele diz: “ao vivo e a cores”. Nada de lives. Esses dias ele comentou que os amigos andam bebendo, não aguentam. Pergunto se ele quer ir. Ele diz que não, que só irá quando for possível. Eu tenho um orgulho imenso de sua postura. Apesar da falta que sente, ele tem sido firme na quarentena. Só saímos para trabalhar já que atendemos serviço essencial e para comprar mantimentos.

Sei que ele não vê a hora de acordar num sábado de sol e ajeitar tudo para receber os amigos. Eu torço com todo fervor para que isso aconteça o mais breve possível. Para vê-lo cantar a pleno pulmões a alegria dos encontros.

Das nossas saudades da quarentena. Registro 1102961919_3884122358265316_3358891187409623176_n.j

O pai no nosso canto do churrasco

 

publicado às 19:14

As crianças e a quarentena

por Ivone Neto, em 05.04.20

É difícil o confinamento para as crianças. Tão afetuosos que são, adoram companhia, brincar ao ar livre e estar junto dos amigos. Sempre perguntam quando poderão ver aquele ou aquela amiga, que dia vão passear e quando as aulas voltarão, os churrascos, os passeios...

Isa sente muita falta da escola, da sala de aula, do barulho do intervalo, das brincadeiras, das explicações dos professores e de toda rotina escolar. Ela tem conseguido acompanhar as aulas virtuais. Não aprecia esse formato. Sente falta da interação. E até chora quando começa a falar das aulas.

Arthur não consegue acompanhar a aula virtual, prender a atenção dele é complicado. Como ele fica integral e isso é cansativo, a saudade que ele sente são de aulas pontuais como a de educação física, de música e de brincar com os amigos. Tenho feito com ele as atividades dos livros indicadas pela plataforma.

Cheio de energia, Arthur sente muita falta de jogar futebol, andar de bicicleta e poder brincar com os amigos vizinhos. Isa já sente ausência de receber as amigas aqui em casa e de ir passear com elas. Esse período de isolamento revela também o quanto é importante a presença e reforça, até pela dolorida saudade, os laços da família e amigos que eles sentem falta.

“Brincar sozinha não tem muita graça.”
“Que saudade da escola mãe”
“Que dia vou ver meu amigo?”
“Quando vou poder sair de casa?”

Frases que ainda não temos resposta. Não tem data definida. Só fazer nossa parte e esperar que o resultado do distanciamento seja positivo para diminuir o número de infectados. E que Deus nos abençoe nessa travessia. Amém!

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os primos juntos na casa da tia Lane

 

publicado às 16:30

É dolorido ser mãe

por Ivone Neto, em 03.03.20

A jornada maternal é múltipla e, ao mesmo, única para cada mãe. Há muitos dilemas na maternidade, alguns até semelhantes, e ainda assim cada mãe sente, sofre e sorri, do seu jeito. Tem muitas alegrias. E também muitas dores. Entre esses extremos vamos aprendendo. Se tem um adjetivo contínuo nessa caminhada, é esse: aprendiz. Todos os dias dá para filtrar algum tipo de aprendizado.

Quando falo que é dolorido isso pode refletir muitos acontecimentos, sentimentos e fases. Das coisas mais simples do cotidiano até as mais complicadas. Pensei aqui no cansaço. Quantas vezes chorei de cansaço no banho, depois de uma rotina brava? Trabalho, jantar, casa, lição e no relaxamento do banho desaguei em choro. Talvez um alívio da tensão. E nos dias frios que enfrentei hospital com a Isa com crise de asma. Quantas vezes cheguei na madrugada e depois tive que levantar cedo para ir trabalhar!

Esta semana mesmo, na madrugada de domingo, fui surpreendida com o Arthur. Logo ele de sono longo, que demora a acordar pela manhã, acordou no meio da noite com uma coceira que durou muito mais do que eu podia imaginar. Havia um caroço no local, passei pomada, dei antialérgico e nada de passar. Ele ficou inquieto, não conseguia dormir, quis ir para sala assistir tv, deu sede, fome e as horas avançavam. Mãe isso, mãe aquilo, e eu ali, entre cochilos e aconchegos. Nessa ficamos das 1:30 até às 4:30. A hora que já levanto de segunda a sexta. Eis que ele adormeceu. E eu segui para o café, mochilas e tive que acordá-lo às 6:00 para se arrumar para a escola. E trabalhei todo dia com um sono pesado e a produtividade em baixa.

Eu poderia ilustrar outras cenas, com três filhos, tenho um repertório bem diversificado. Há muitas cobranças para que as mães sejam “perfeitas” e dê conta de tudo. Tem que ser assim, assado. Isso é impossível! Eu digo que não existe fórmula, o cardápio é distinto e cada receita maternal será diferencial por natureza. É um processo transformador. E que sim, é dolorido. Não imagine que ser mãe é apenas um mar com céu azul. E também não fique preocupada com os trovões. Quando a tempestade surgir é que você aprenderá a atravessar.

E sem tem uma escolha que fiz ultimamente, que tem surtido um efeito positivo, foi definir um tempo só meu, para meu cuidado, estudo, sim voltei a estudar e participar de clube de leitura. Se estou bem comigo, isso se reflete em muitos aspectos, inclusive em uma melhor versão da Mãe que vou me tornando.
84565079_10222332828896615_8121635993976569856_n.jSou mãe e também avó. A geração que segue...

publicado às 17:58

A família de amigos

por Ivone Neto, em 19.02.20

Durante uma conversa no trajeto de volta para casa, Arthur disse: “mãe o Kaique e o Maycon são amigos da família. Mãe temos uma família de amigos né?” Sim, temos sim filho. São laços do coração. É um grande presente ter amigos tão presentes. Arthur tem muito afeto por seus amigos. Sempre que temos algum evento, praia ou sítio, ele já pergunta se os meninos irão.

É muito bom observar o modo como ele aprecia a companhia dos seus amigos, é sinal de que a amizade será marca valiosa na sua caminhada. A Isa também tem um modo todo especial de cultivar amizade. Sua sensibilidade apurada é uma dádiva e percebo que suas relações são e serão cada vez mais refinadas.

Temos um grupo especial de família amigos. É uma bênção. Gratidão!

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as crianças brincando na piscina de um dos sítios.

publicado às 11:31

O despertar no primeiro dia de aula

por Ivone Neto, em 28.01.20

A expectativa da Isa para iniciar as aulas de 2020 começou desde que o ano anterior terminou. Já pensava no material escolar, na nova turma, nas novas matérias, professoras e etc. Sim, ela já foi para o 6º ano do Fundamental II. E hoje acordou às 4:30 da manhã para organizar a primeira saída. Tomou café, colocou uniforme, arrumou cabelo, conferiu a mochila e me ajudou a preparar a lancheira. 5:50 e tudo pronto. Arthur foi acordado às 5:40 para se arrumar e tomar o café que não desceu. Ele não costuma comer cedo. Mesmo diante da nossa insistência ele não comeu nada. Disse que comerá na hora do lanche. Ao contrário da Isa, ele estava apreensivo com a nova professora e com o movimento mais acelerado da manhã. Veio no carro, ao meu lado, numa quietude.

O pai acordou com seu humor ácido matinal, quando viu a hora disse: “É muito cedo. Daqui a pouco estamos dormindo na porta da escola”. No trajeto de casa para escola, Isa falante, Arthur silencioso. Quando íamos nos aproximando o pai disse: “O Samuel deve tá de pijama ainda e a portão deve tá fechado”. O Samuel é um dos profissionais que recepcionam os alunos e quando chegamos em frente a escola, às 6:30 da manhã, ele já estava lá, sorridente no seu terno recebendo a turma do novo ano letivo.

Eu levei eles até o portão, abracei forte o Arthur que entrou e ficou na fila de sua turma, sozinho ainda. Foi o primeiro a chegar. A Isa já encontrou uma amiga e foi pro seu canto. Eu entrei no pátio para novamente abraçar o meu caçula e desejar uma boa aula. Ele sorriu.

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Isa e Arthur nas atividades do plantão de férias

publicado às 10:13


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