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O despertar no primeiro dia de aula

por Ivone Neto, em 28.01.20

A expectativa da Isa para iniciar as aulas de 2020 começou desde que o ano anterior terminou. Já pensava no material escolar, na nova turma, nas novas matérias, professoras e etc. Sim, ela já foi para o 6º ano do Fundamental II. E hoje acordou às 4:30 da manhã para organizar a primeira saída. Tomou café, colocou uniforme, arrumou cabelo, conferiu a mochila e me ajudou a preparar a lancheira. 5:50 e tudo pronto. Arthur foi acordado às 5:40 para se arrumar e tomar o café que não desceu. Ele não costuma comer cedo. Mesmo diante da nossa insistência ele não comeu nada. Disse que comerá na hora do lanche. Ao contrário da Isa, ele estava apreensivo com a nova professora e com o movimento mais acelerado da manhã. Veio no carro, ao meu lado, numa quietude.

O pai acordou com seu humor ácido matinal, quando viu a hora disse: “É muito cedo. Daqui a pouco estamos dormindo na porta da escola”. No trajeto de casa para escola, Isa falante, Arthur silencioso. Quando íamos nos aproximando o pai disse: “O Samuel deve tá de pijama ainda e a portão deve tá fechado”. O Samuel é um dos profissionais que recepcionam os alunos e quando chegamos em frente a escola, às 6:30 da manhã, ele já estava lá, sorridente no seu terno recebendo a turma do novo ano letivo.

Eu levei eles até o portão, abracei forte o Arthur que entrou e ficou na fila de sua turma, sozinho ainda. Foi o primeiro a chegar. A Isa já encontrou uma amiga e foi pro seu canto. Eu entrei no pátio para novamente abraçar o meu caçula e desejar uma boa aula. Ele sorriu.

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Isa e Arthur nas atividades do plantão de férias

publicado às 10:13

o gosto do mar das emoções

por Ivone Neto, em 09.12.19

As últimas semanas foram intensas. Novembro emendando com dezembro reservou muitas emoções no calendário dos dias que seguirão se perpetuando nas memórias afetivas.  Há anos eu não chorava tanto. Estou tão agradecida por ter cumprido minha maior missão do ano. Visitar minha filha e conhecer minha neta e sua família de lá foi um grande presente recheado de tantos abraços, cheiros, risadas e lágrimas. Eu escrevi um caderninho com gotas de lágrimas pingando, sentido o sal do mar escorrendo em minha face como chuva das gotas de orvalho. Em silêncio, depois da escrita, eu contemplava o amanhecer da janela da cozinha enquanto eu fazia o café. E nela se descortina um mar de saudades.

Se tem um sentimento que marca minha jornada maternal é a saudade. Tenho uma filha que mora distante, fazia 3 anos e 6 meses que não nos víamos. Ah sentir seu cheiro e vê-la mãe da Peaches foi uma bênção. Quanta alegria. Observar a alegria da minha Isa, a filha do meio, na companhia da irmã mais velha, conversando, aprendendo, rindo e chorando juntas...cenas que ficarão gravadas para sempre em meu livro coração. As palavras embargavam e a escrita, como sempre, me ajudou a registrar nuances do que senti. E o caderno vivo permanece com novas páginas a serem escritas. E eu cheguei chorando no reencontro com meu caçula e com a missão de ler a carta para o Pai. E na leitura compartilhada, entre soluços, pausas e abraços de todos, a casa foi agraciada com a pureza dos sentimentos que lavam e tocam a alma.

Gratidão ao Sol que brilhou, a neve que caiu, a chuva que molhou a terra e se juntou ao rio de lágrimas das emoções fortes que transbordam. As lembranças tão vivas ardem no cotidiano. E daqui do hemisfério Sul emano calor para o frio do Norte, numa fogueira de saudade que retrata a fortaleza do Amor que nos une.

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a grandeza do Amor dessa imagem é indizível. É coisa do sentir!

 

publicado às 17:50

retrato saudade

por Ivone Neto, em 21.11.19

Dias ligeiros, dias longos
Extremidades do tempo
cruzando o continente das emoções
navegando nos roteiros dos laços
voando nas constelações do Amor
que expande todos os caminhos
E no meu particular, eu vou andando
e construindo minha velha nova estrada
com retratos de saudade, saudade, saudadesss...

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cenário e passos da minha história

 

publicado às 12:51

Aos professores de ontem, do hoje e do amanhã, minha gratidão

por Ivone Neto, em 15.10.19

Eu tenho muita gratidão aos professores. São personagens da minha memória coração. Os da faculdade, os do primário e colegial. Sim era assim que chamávamos as séries na “antiguidade”. Como diz meu Arthur quando eu falo dos tempos antigos, como ele denomina hoje, minha época escolar. Não tão longe assim, que fique claro. Para meus pequenos do século atual, eu, o pai e a Buda, a irmã mais velha, que nascemos no século passado, já somos da era de 1900 e alguma coisa existia. O humor é dessas coisas vivas que está no DNA da família. E também o gosto pela leitura e o incentivo pelo respeito aos professores. Pela ótica da Isa e Arthur vou conhecendo um pouco dos seus professores e de como são diferencias e seguem sendo tão especiais na vida dos alunos e de todos.

Profissão tão primorosa, quanta dedicação ao saber que se sabe infinito na trilha do aprendizado. Cada aula é uma nova oportunidade, cada ano letivo uma ou mais turmas que deixam saudades e marcas. Ontem à noite, minha Isa fez um cartaz tão bonito, imprimindo nas tintas das canetinhas coloridas tanta ternura. Hoje acordei lembrando dela falando da “pro” Luciana de história, não desse ano, de outro, mas que segue na sua lembrança, a “forma criativa” com que ela ensinava e ficava tão fácil de aprender. “Mãe ela faz da história uma mágica, sinto falta das aulas dela”. E olha que não é sua matéria favorita.

Arthur abraça com tanto carinho suas professoras que suaviza até suas travessuras o tanto de amor que ele exala nesse gesto. Sou muito grata até pela imensa paciência que elas têm com meu caçula levado. Ele que desde pequeno fica no integral tem muita história já com o ambiente escolar. Lembra das “pro” da Raio e seu olhar brilha afeto quando passamos em frente sua antiga escola. Das aulas de educação física, de música e das atividades da professora Suzana que tem uma dinâmica maravilhosa para ensinar. O M do pai e bebê ele não esquece e tantas outras nuances das aulas que auxiliam os alunos a assimilar o conteúdo.

O conteúdo é extremamente importante, no entanto, para além da técnica, o que marca é essa afetividade que inspira o aprendizado e a interação. É um laço profundo.  Aos meus professores minha eterna gratidão, aos dos meus filhos, muito obrigada. Que nosso país, tão cheio de desigualdades e preconceitos, possa despertar para a relevância do professor, valorizando esse agente potencial e que possam, ao invés de retroceder, fazer o contrário, investir em educação de qualidade. A educação transforma vidas.

Parabéns professores! Obrigada!

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Crédito imagem: homenagem do Google ao dia dos professores Brasil

publicado às 12:23

O teatro, os livros, o pássaro e a poesia

por Ivone Neto, em 07.10.19

Ontem foi a primeira vez do Arthur assistir uma peça de teatro infantil. E adorei que tenha sido na Biblioteca Mário de Andrade e inserida na programação de um festival sensacional. Biblioteca viva. Sobre a apresentação, Arthur ficou encantado com as músicas e os personagens. “Mãe os papelões dançando foi engraçado”. Sentamos na última fileira e logo ele foi procurar uma cadeira vazia e foi sentar perto do palco. E olha que prender a atenção do menino tão agitado é um feito. Dessas coisas da arte que segue inspirando meus passos.

Depois do teatro, o tico-tico do Arthur saiu para andar pelas ruas floridas de livros do Festival.  E foi a peça que inspirou o nome do seu pássaro de madeira, que não ficou em casa parado como enfeite, que saiu cedo de Cotia para passear na capital. E a felicidade dele em encontrar uma foto idêntica ao seu pássaro foi emocionante. Até ficou atento enquanto eu lia a poesia. Quando chegamos na tenda do Leia Mulheres, ele perguntou: “mãe aqui que você vem no encontro dos livros?” Eu expliquei que ali era um ponto dentro do festival e que o Leia Mulheres que participo acontece na biblioteca de Osasco. E, felizmente, esse clube de leitura também acontece em muitas outras cidades.

Claro que voltei com livros para presentear. Ele disse: “mãe você e seus livros”. Sim eu amo os livros. Retornamos pelas ruas do centro, circulando por onde já andei muito, em outros tempos. No metrô República, fomos no último vagão e o João mostrava efusivo para o Arthur o túnel. E os fantasmas povoaram a imaginação do tios e crianças. Descemos no metrô Paulista, chegamos a Consolação no prédio do elevador vermelho, fizemos um lanche no apartamento, os dois brincaram com a Banguela, gata preta, os brinquedos personagens e o videogame. E chegou a hora de retornar, a despedida que entristece o João, entramos no metrô, eu e Arthur, e meu irmão Henrique, o pai do João, o tio do Arthur, seguiu para Avenida Paulista.

No ônibus voltando, na rodovia que tem nome de bicho como lembrou Arthur, disse ele: “Mãe o tico-tico andou de ônibus, metrô e nas ruas, viu teatro, livros”. À noite, na hora da leitura, ele foi na prateleira e escolheu o livro do Homem-Aranha. “Mãe vamos ler esse livro que ganhei do tio Hique no meu aniversário”. Sim, faz uns 3 anos esse que chamo de presente vivo. Hoje, 6:30 da manhã, já no caminho da escola, ele falava do teatro, das asas do tico-tico, do rádio falante e das músicas. Sim, ele curtiu o balanço musical. E as memórias do domingo seguem vivas. Viva os livros que criam laços!

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Família no Festival Mario de Andrade, no domingo da cidade

 

publicado às 12:22

A foto com o bicho de estimação que eu não tenho

por Ivone Neto, em 18.09.19

“Mãe tem uma atividade para levar uma foto com um bicho de estimação pra escola. E eu quero tanto e não tenho” Diz Arthur com seu raro ar tristonho. Esse papo recorrente é antigo lá em casa. Eu respondo que já conversamos sobre o motivo e que adiante podemos voltar a estudar essa possibilidade. Ele retruca: “É mãe, a Isa já teve o Cacau e eu nunca tive.” O melhor vira-lata de todos os tempos morreu dois meses antes do Arthur nascer, depois de um acidente, mesmo tendo sido socorrido e passado por intervenção. E nessa época as crises de asma da Isa não eram tão fortes.
Arthur conhece o Cacau por nossas lembranças e da foto que o tio Hique desenhou. Na imagem está escrito Kakaroto. Eu sempre escrevi Cacau por causa do chocolate que a Buda tanto gosta. Foi a Bruna e o Henrique, sobrinha e tio, que encontraram Cacau na praça enquanto andavam de bicicleta na rua do bairro onde moramos. Hoje eu passei por essa praça e lembrei desse dia. Correram implorando para que ficássemos com o Cacau, tão pequeno e frágil, nascido embaixo daquele banco da praça. Eram 3 filhotes e todos foram adotados. Arthur e Isa costumam encontrar a figura do Cacau desenhado nas nuvens. Eu nunca vou esquecer do seu olhar.
Voltando a conversa matinal ele disse: “mãe será que posso tirar uma foto com a Sam? Não é nossa cachorra, mas eu conheço, é vizinha e tão mansinha. Fala com a tia Sil?

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publicado às 18:02

A fase das próprias escolhas

por Ivone Neto, em 17.09.19

Mãe já estou com 1 metro e 41. Sim, ela está quase do meu tamanho. Pequena que sou, logo ela me passa. Já é pré-adolescente, como adora dizer. O pai diz que é bebê ainda e ela retruca: “Pai já tenho 11 anos e sou pré-adolescente”. E os dois começam a brincar. Sim, ao vê-la crescer nos assustamos também. É uma sensação estranha. Está ficando uma mocinha e já se preocupa se o cabelo está bagunçado e se a roupa está combinando. O pai emenda: “Ai minha Santinha, vamos logo Isa, está bom”. Eu intervenho: Calma! Deixa a Isa terminar de se arrumar, hoje é domingo, relaxa, que pressa boba.

Essa semana chegou via encomenda duas blusas e duas leggings que eu ousei comprar. De tanto ela reclamar cedo que não encontra nada para vestir. Resolvi arriscar e fazer uma surpresa. Ela está precisando. Praticamente 70% do que ela tinha no guarda-roupa foi doado no último mês, se considerarmos que temos pouca roupa, e isso vale pra todos de casa, é muita coisa. Sim o guarda-roupa está vazio. Só ficou o que ela realmente está usando e como ela deu essa esticada, preciso comprar o básico da semana. Suas leggings e blusas, confortáveis. Minha alegria foi imensa ao ver que ela apreciou: “Mãe você acertou dessa vez.” Da última vez ela doou as leggings que eu comprei porque não gostou. Chegou a hora de suas escolhas. E isso significa que precisaremos de doses extras de paciência, aceitação, descobertas, muitas risadas e tantas outras formas aprendizes.

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Um beijo afetuoso ofertado com muita sensibilidade. Essa é minha Isa

 

publicado às 11:52

Meu Arthur Cascão

por Ivone Neto, em 09.09.19

A Turma da Mônica nos acompanha desde a infância de outros tempos. É incrível a identificação com os personagens, de modo diferenciado em cada um de nós. Arthur adora os gibis. E ficou bem emocionado quando assistimos Laços no cinema. Esses dias voltamos a assistir em casa. Os sentimentos da turma dialogando com os nossos. Medo, coragem, irritação, alegria, perdão e afeto.

E no domingo afetuoso, depois da catequese, fomos colher amoras, eu, o pai e as crianças. Depois ele comprou o guarda-chuva no bazar, acessório do Cascão que ele incorporou a sua brincadeira. Divertido observar sua imaginação brincando com o seu protetor guarda-chuva pelo quintal. Depois foi a vez do futebol que ele também ama e ele chega estilo Cascão da jogada, saltitante de alegria pelo gol “olímpico” que marcou. E fomos para o banho tirar o grude. Dormir limpinho e relaxado é tão bom.

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O caçula mais amado do mundo: meu Cascão Arthur

publicado às 13:30

O chão dos sentidos e o céu da memória

por Ivone Neto, em 15.08.19

Arthur adora deitar no chão para brincar. O jeito que ele deita lembra muito meu pai. E também meu avô padrinho. E diz meu marido, que também lembra muito seu pai, o avô Raimundo que chamava o Arthur de “menino do vô”. É sublime presenciar essa riqueza dos traços que herdamos presente em nossos filhos.
Meu caçula tem uma memória afetiva preciosa. Esses dias mostrei a foto do meu pai, seu avô João, que eu tinha recebido do meu irmão que foi visitá-lo no Dia dos Pais. Arthur disse sorrindo ao ver a imagem: “saudade do vô. Mãe o “Radi” ainda mora na casa do vô? Que dia vamos lá?” O Radi, que não sei se escreve assim é o carocho vira-lata que ele viu há 3 anos. E respondi que vamos programar viajar para ver o vô João. Ando com saudades do sertão. O retrato de pai, seu avô, e a conversa, aflorou as lembranças do meu menino. No Uber, ao meu lado, ele olhou o céu e emendou: “Mãe e o Vô Raimundo? Sinto falta do cheiro esfarelado dele. Será que hoje a noite eu vou ver a estrela do vô no céu?” E começou a chorar. Eu o ajeitei em meu abraço e quando descemos do carro ele ficou olhando o céu nublado. Eu disse: Filho, a estrela está lá, só que encoberta pelas nuvens. Amanhã o tempo melhora e vamos observar a estrela brilhando pra você. Ele sorriu e disse. O céu está triste hoje.
Entramos em casa. Depois do seu banho eu ajudei a colocar o pijama, rezei, como de costume, nossa oração e ele logo adormeceu. Hoje tem Lua Cheia no céu e espero que o céu de inverno nos presentei com estrelas cintilantes para ele indicar qual é seu avô.

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publicado às 20:38

As roupas e os traços da Bruna na Isa

por Ivone Neto, em 14.08.19

Essa blusa que ela está usando foi da Bruna. A Isa está crescendo e selecionou alguns itens de roupas da irmã que eu não deveria doar, para ela usar no futuro. O guarda roupa quase vazio, retrato de desapego. É que tenho também minhas agonias, e uma delas é ver coisas paradas, sem uso. A energia precisa circular. O presente que foi o futuro cogitado no passado está chegando mais rápido do que eu previa. Coisas de mãe, talvez, pensar nessa passagem do tempo assim, quando observamos essa transição. A Isa já tem espinhas. Algumas peças da Bruna já servem nela. Ah os minutos do relógio não param, ou, como preferimos contar, as fases lunares se sucedem. Estamos na Lua Crescente do Arthur. Sim cada um dos meus filhos tem sua Lua e meu marido diz que essa é uma das minhas loucuras. A Isa sente muita saudade da irmã que há mais de 3 anos mora longe. Muitas vezes pego ela olhando a foto delas juntas e vejo seus olhos lacrimejando. Sinal de ternura. A saudade também dói. Outras semelhanças engraçadas: A Isa conversa no banho, como a Bruna. Ela também brinca sozinha de professora com suas bonecas e fala que fala. E anda ficando “enjoada e demorada” para se arrumar e o pai diz: “Ai minha Santinha, tá parecendo a Buda”. E sei que ele fala isso também exalando saudade e carinho. Hoje é um daqueles dias que eu acordei com muitas saudades da Buda e de outros personagens que amo. A distância e a proximidade caminham juntas no meu coração.

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Traços entrelaçados de amor das irmãs Terra & Água

 

publicado às 11:19


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