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O menino, o futebol, as lesões

por Ivone Neto, em 10.07.18

Primeiro foi uma tal de luxação no cotovelo. Isso no final de maio. E no começo de julho o pulso quebrado. Em dois lugares, vi os ossinhos frágeis quebrados no raio X e sua palidez no rosto refletindo a dor que sentia. Eh meu menino que adora futebol anda se machucando nos jogos. Agora 1 mês de molho.

O pai brigou nervoso e ele disse choroso: “mãe eu não vou mais poder jogar futebol?” Eu disse: vai sim filho, com os garotos de sua idade, assim que sarar. Ele adora jogar, a forma intensa como faz cada jogada e a alegria na comemoração do gol, são inspiradoras. Depois que ele estava mais calmo eu disse: filho não podemos deixar uma dificuldade paralisar nosso caminho, esse machucado é provisório, vai sarar. E será assim com o futebol e outros lances da jornada. Ele me abraçou e deu aquele sorriso de menino alegre que tanto amo. E continuamos brincando de futebol, da forma que dar no momento.

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publicado às 20:09

Aprendizado, comportamento e notas

por Ivone Neto, em 09.04.18

Meu filho Arthur ingressou o 1º ano. 1ª série na minha época. É uma mudança significativa. Nova escola, professora, disciplinas, provas, ritmo. Diria que ele ainda está em fase de adaptação e entre boas surpresas, descobertas, novos amigos, dificuldades no comportamento, trabalho e etcs, ele vai seguindo.

Com ele é mais difícil fazer lição, não tem o capricho das meninas com os cadernos e livros, pede para faltar na aula, fica contando os dias pra chegar o fim de semana e vibra muito quando tem feriado. Diferente das meninas, não iniciou no 1º ano sabendo ler. Lá em casa procuramos respeitar o ritmo de cada um e não me preocupei com isso, sei que a leitura e escrita acontecem no tempo diferente para cada um, que são diferentes por natureza.

Ele estava muito receoso com as primeiras provas. Eu explicava que é uma avaliação e que vai apenas registrar uma parte do que ele aprendeu. Eu sou meio avessa as provas também. Acredito que esse sistema de avaliação é ruim. O resultado do que aprendemos vai muito além de uma avaliação. E eis que chegou a semana das provas. Fiquei surpresa com sua confiança no primeiro dia das 2 provas. Eu perguntei: filho como foi na prova? E um menino alegre respondeu: Mãe eu acho que tirei 10. O Pai olhou, incrédulo ainda. E nos 4 dias seguintes de provas ele também respondeu confiante sobre o resultado. E eis que na semana seguinte das provas, o boletim foi fantástico e ele, como num estalo, começou a ler. Quanta alegria!

Tudo bem que ele precisa melhorar muito no comportamento, principalmente, depois de ter ido para a sala da diretora por pegar uma minhoca na horta e jogar na colega. Ficou de castigo sim por isso. Diz meu marido que isso é coisa de menino. Começamos hoje mais uma semana e meu Arthur siga com seu espírito alegre e aprendiz nos contangiando. Esse laboratário maternal é uma jornada de muits emoções.

Ontem a noite depois que ele adormeceu eu novamente rezei nele e fiquei pensando nesse presente que a vida me concedeu. Peço a Deus muita saúde, força e alegria para acompanhar sua energia de menino e seguir aprendendo com suas surpresas. Te amo!

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publicado às 12:22

O dente de leite do caçula

por Ivone Neto, em 11.02.18

Domingo, casa, crianças, surpresa. O primeiro dente de leite do Arthur está mole. Ele exclamou alegre a notícia. Abriu sua boca e mostrou a irmã que mexeu e disse: mãe o dente do Arthur está mole, vai cair o primeiro dente! Arthur complementa: vamos contar pro pai. E lá fomos nós, mamãe, Isa e Arthur, na tarde de verão do domingo de carnaval, contar ao pai a grande novidade. O pai que estava colado no sofá como brincamos, sentou para ouvir a notícia do dia. Ele então ensinou o filho a mexer para amolecer o dente e de lá fomos todos para cozinha. Eu cortei a maça e ele está amolecendo o dente, já sentiu o sangue e a raiz está se descolando. A conversa fluía no lugar de alquimia da casa enquanto um bolo de chocolate era preparado, Arthur mexia e mexia no dente e falava com Isa. E a Isa lembrou que na sua época de cair os dentes sua fada foi muito especial porque trazia um presente pra ele e pro irmão pequenino. E lembramos do episódio do dente que caiu na pia do banheiro, do seu choro por ter perdido e de como o pai tirou os canos para resgatar o dentinho. E assim o herói do dente ficou marcado na memória da Isa.

Enquanto as vozes ecoavam, o pai em pé na porta olhava tudo com aquele olhar que tanto diz. Sim, dá pra sentir tanto quando observamos a ternura do olhar. Nosso pequeno rei está crescendo. É logo que a janela do seu sorriso estará aberta para novas etapas.

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publicado às 20:53

Papel de pai

por Ivone Neto, em 21.01.18

A mãe e o pai são bem diferentes aqui em casa. Diz a Isa para sua amiga. Sim, como frio e calor, água e vinho e por aí vai. Eu ensino aqui que temos que respeitar as diferenças desde cedo, afinal, cada ser humano é único. No entanto, tenho procurado mostrar ao pai como é relevante a presença em muitos eventos. Assim tenho convocado ele a refletir sobre o quanto "pequenos" esforços tem a capacidade de promover resultados positivos que ficam marcados na memória infantil por todo sempre.

Uma das diferenças marcantes é que mamãe aprecia bastante programas culturais e o papai foge deles. Eu sempre convido e hoje ele resolveu participar. Eu refresquei sua memória lembrando-o de como ele ia assistir o teatro da primogênita que hoje é adulta e de como a Bruna ficava feliz com isso (tudo bem que as aulas e ensaios ficavam sempre por minha conta). Parece que consegui tocar seu coração com essa lembrança e hoje ele foi junto ao passeio da tarde, ficou observando eles brincarem no parque, dançarem no baile de carnaval ao ar livre e o grande feito, nos acompanhou até a livraria, leu livros junto com Arthur, interagiu na sua escolha do livro. E as crianças ficaram felizes. Essa participação faz toda diferença. E ele anda aprendendo isso. 

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publicado às 21:31

Gratidão Raio de Luz

por Ivone Neto, em 17.12.17

Foram 5 anos do Arthur na Raio de Luz. E 4 anos da Isabelly. Eles estiveram juntos lá por 2 anos. E esse ano foi a despedida do menino. Sou extremamente grata por todo carinho e aprendizado que eles receberam de toda equipe da escola. O alfabeto, os números, as lições, as professoras, os projetos, as atividades e os encontros de todo esse período ficarão guardados nas recordações preciosas. Esse especial ambiente escolar que faz parte da história das minhas crianças ficará gravado na memória do livro-coração. A emoção do encerramento da formatura é tão sublime, o riso, as lágrimas, os abraços e o encantamento. Sensações indizíveis. Certamente, um momento ímpar.formaturaRaio.jpg

 

Meu profundo agradecimento. É por isso que indico confiante o trabalho da escola infantil Raio de Luz. Porque presenciei o amor na escola e o AMOR foi, é e continuará sendo a força mais poderosa do universo.

publicado às 12:34

Presentes, desapegos, só o necessário

por Ivone Neto, em 05.10.17

Dia das Crianças chegando. As propagandas pipocando sobre os mais diversos tipos de brinquedos. “mãe eu quero isso, mãe eu quero aquilo”. Aqui em casa tem um limite que estabeleci e não abro mão é sobre o valor teto para presentes e também sobre a quantidade. Entra um sai outro. E aproveito essas ocasiões para incentivar o desapego dos pequenos. Fazemos aquela limpeza e o critério é bem simples: só ficar o que tiver uso. Nada de caixas cheias de brinquedos juntando pó. Espalhamos tudo no chão para facilitar a visualização e começamos a triagem.

Outro detalhe que tenho dado ênfase é a questão de valorizar muito mais a experiência. Eles lembram com carinho das viagens, falam da praia, das ondas, do rio, da casa, da montanha, do sítio. Memórias felizes são enriquecedoras. E que eles cresçam com essa reflexão constante sobre preço e valor, quantidade e qualidade, fazendo uma leitura sensível do que realmente é necessário e faz diferença. Muito apropriada o trecho da canção do filme Mogli que Arthur tem cantando todas as noites. Um bom gancho para reforçar esse diálogo:

"Eu uso o necessário
Somente o necessário
O extraordinário é demais
Eu digo necessário
Somente o necessário
Por isso é que essa vida eu vivo em paz"

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publicado às 20:32

As roupas que não servem, a menina que cresce

por Ivone Neto, em 20.09.17

Mãe eu sempre fui a menor da sala desde o pré. Eu respondo: Tudo bem filha ser pequena, eu fui até a faculdade. Isso nunca me incomodou, nasci pequena e segui assim. Sou a mais velha e menor dos irmãos e penso que dos primos (as) também. Hoje a Isa já está mais resolvida sobre isso, também como eu, minha Isa senta na carteira da frente da sala, por causa da altura e problema de visão. E nesse último quesito já lida com mais segurança com sua deficiência. Esse ano quando fui conversar com a professora sobre sua deficiência, ela me disse emocionada da sua desenvoltura na apresentação inicial do ano e de como falou com firmeza da sua deficiência visual. E, claro, eu fiquei muito emocionada.

E por ela ser pequena suas roupas duram bastante. Esse ano, ela deu uma esticada e muitas se perderam. Na verdade nem é perda porque doamos para a prima menor. Sim, aqui em casa o desapego é prática contínua. Fizemos uma limpa no guarda roupa e ela ficou quase sem nada. Hoje ela colocou um short e nós rimos juntas de como ele tá pequeno. E foi colocar o chinelo e ficou a metade dos pés pra fora. Teremos que comprar roupas e um novo chinelo para a primavera verão. Hoje ela usou meu chinelo e “ficou quase certinho mãe”. Sim, ela está crescendo. Minha menina das águas com sua sensibilidade refinada floresce na sua caminhada crescente.

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publicado às 17:05

sobre a saudade dos pequenos

por Ivone Neto, em 04.08.17

Quando olho as fotos deles pequenos bate sim uma saudade. Cada um nasceu em uma fase, cada gestação diferente e cada filho tem sido uma bênção na minha jornada aprendiz. Eles crescem, mas aquele cheiro de bebê fica cravado nas narinas. O sorriso, o sentar, engatinhar, andar, as gracinhas que tanto enternecem nossas vidas são memórias tão doces. Uma mãe é arrebatada por um amor tão intenso que não há medida, a não ser o infinito que se aproxime dessa intensidade atemporal. E cada dia ele tem a capacidade de evoluir.

A minha primogênita hoje tem 23 anos e suas asas nos pés a conduziram para longe e, no entanto, nossa proximidade é tão ímpar. Ela é enigmática por essência. Todas as noites ainda têm aquele cheiro e a oração, mesmo em telepatia.

Minha Isa, que parece nasceu ontem, acaba de completar 9 anos. E ainda canto a canção de ninar que criei para minha menina das águas, com sua elementar lua. Inteligente e especial por natureza, ela é o laço que conecta a tríade.

E para fechar, tem o menino Fogo de 5 anos, o nosso elemento surpresa cuja energia contagia toda família. Sua mágica alegria tem o dom de despertar sorrisos. O brilho do seu olhar reflete seu humor refinado com uma beleza tocante.

 

O amor por esse trio é base das minhas forças. E, mesmo naqueles dias em que o cansaço é extremo, em que a saudade aperta, em que a dor atormenta, eu agradeço entre risos e lágrimas, a dádiva de ser mãe de uma tríade tão sagrada. E que eu tenha o privilégio de seguir acompanhando os passos das minhas meninas e do meu menino.

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publicado às 19:50

A festa de aniversário

por Ivone Neto, em 17.05.17

5 Outonos. E o Arthur ganhou uma festa especial. Sua alegria com a chegada dos amigos da escola, primos e amigos filhos dos amigos, foi muito gratificante. Foi uma festa adorável para celebrar a vida desse menino cheio de graça. É incrível como ele ficou contando os dias para a data. Quantas horas em poucas horas! Muitas. É que a felicidade não é medida pelos segundos que giram os ponteiros, mas pela intensidade das sensações felizes das horas que voam e que ficam eternizadas em nossa memória coração.

Foi uma noite memorável para o Arthur que deixou recordações e saudades. E os laços dos encontros e do cotidiano moram na saudade feliz que cultivamos. Porque tudo que nos toca tem essência eterna. Como eternizou Mario Quintana: “A saudade é o que faz as coisas pararem no Tempo.”

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Eu amo poesia e a de Manoel de Barros tem sintonia refinada com a natureza do meu menino Arthur:

 

A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio. Falava que os vazios são maiores e até infinitos. Manoel de Barros 

4-e ando voltando lá, e já até subo no umbuzeir

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Manoel de Barros

 

publicado às 20:48

As crianças e as emoções

por Ivone Neto, em 22.02.17

Tenho três filhos, duas meninas e 1 menino. Tá uma já é bem crescida, mas continuará sendo minha menina. Minha Isa, a do meio, é a mais sensível. O Arthur é forte até para lidar com as emoções. Esses dias ele chorou e me disse no colo: “mãe menino não pode chorar?” Eu respondi: Claro que pode filho, chorar é uma forma de lavar o coração para diminuir aquilo que estamos sentindo. Quando sentir vontade de chorar, chore sim e fale com a mamãe. E logo ele parou de chorar e disse: já passou e saiu saltitando para brincar.

Tenho refletido muito sobre como ensinamos tantas coisas e o quanto é importante dar atenção às emoções. Elas têm reflexos em nossa saúde. Somos conexão. E nós somos convocados a lidar melhor com nossas emoções nas relações que construímos. Em muitas situações do cotidiano enfrentamos dificuldades e como nos posicionamos diante delas é o que fará toda diferença. Como todas as mães, sinto um turbilhão de emoções pela jornada maternal e vou aprendendo cada dia com esses desafios.


Tenho conversado com a Isa sobre as emoções, ela que é minha menina das águas, tem sensibilidade aflorada. Em um episódio recente ela ficou bem triste e caiu em prantos. Ficou magoada sem entender a postura dos outros (as). E mesmo ela sendo pequena, tem apenas 8 anos, foi uma oportunidade de dialogarmos sobre como a atitude das pessoas é o que revela quem cada pessoa é. E que ao longo da sua caminhada ela vai sim ter que lidar com isso e ir filtrando quem é próxima de verdade e quem não é. Ela disse: “ah mãe eu amo tanto as pessoas e nunca vou deixar ninguém triste”

Ela se aconchegou em meu abraço e chorou. Eu disse, chora filha que a tristeza sai nas lágrimas, vai lavar sua alma. Logo vai passar. E também esqueça depois. Só devemos guardar aquilo que nos faz bem. Quando já estava mais calma ela disse: “mãe eu sempre vou ser amiga de verdade. Não quero deixar ninguém triste como fiquei." Sim, filha eu sei disso. Não fazer aos outros o que não queremos que façam conosco tem que ser prática constante. Depois que ela adormeceu, fiquei pensando em como sua amizade é valiosa. E que ela vai aprender cada vez mais que amigos verdadeiros são tesouros, daqueles a quem podemos chamar de irmão-amigo.

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os irmãos amigos, Isa e Arthur, no lugar que eles amam

 

publicado às 16:46


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