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Meu Blog Maternidade. Aqui vou registrando meu aprendizado do cotidiano de mãe. Minhas percepções, desafios, emoções, acontecimentos e sensações únicas da minha jornada maternal. Tenho duas filhas e um filho, três sementes, frutos, presentes AMOR
O ciclo letivo é semelhante no calendário e diferente na forma que cada um encerra. Dias derradeiros da escola, as férias acenando no horizonte e para muitas mães o início de um período desafiante. As férias dos filhos nem sempre coincidem com a das mães que trabalham. E ainda que algumas consigam planejar pelo menos parte, viajar nem sempre é possível diante do orçamento familiar. A primeira e melhores férias estão no enrendo de um caderno que estou escrevendo a conta gotas, um presente que ganhei no Dia das Mães deste ano corrente: “mãe me conta sua história.”
Tem sido um exercício reflexivo responder a cada pergunta e talvez até por isso eu tomo um fôlego a cada página. Algumas questões fogem totalmente da minha realidade e outras aguçam minhas recordações num turbilhão de cenas que avivam memórias. Uma das lembranças que acordei pensando hoje foram as celebrações de encerramento do ano da Raio de Luz, onde meus filhos estudaram o período do maternal ao pré-escolar. Quanta emoção em sentia em vê-los junto na data especial com a turma, professora e toda equipe da escola.
Agora, já adolescentes, essa fase das apresentações escolares virou capítulo e a mãe babona virou “mico.” Preciso resgatar algumas fotos para colar nas páginas do caderno que sim irei finalizar para retornar ele totalmente completo para a filha Elo Sagrado guardar no seu baú de memórias ou na prateleira dos seus livros. Tem trechos que é especificamente sobre a Isa e que vou ter que reproduzir para os outros dois que completam minha tríade. Um registro com minha letra garrancho, sorrisos e lágrimas, porque tenho sim me emocionado com essa escrita que revela a passagem ligeira do tempo. Minha primogênita enigmática já é mãe de uma tríade, eu sou avó, meu caçula afeto já tem 13 anos, logo mais 14 e minha menina livreira já tem 17 e logo mais 18 anos. Meus cabelos brancos pipocam.
As mudanças que acontecem a cada ano revelam a força da transformação. Nunca somos os mesmos que iniciamos janeiro. Nem os filhos, nem as mães. Quando digo que sinto saudades deles crianças é porque as sensações como os cheiros que habitam minha pele seguem ecoando. Em nosso colo sentíamos que eles estavam seguros e sim temos medo deles sofrerem, mas isso é inevitável. Nós também sofremos. Eles vão se decepcionar, errar, cair e que tenham sabedoria para levantar e recomeçar, assim como tantas vezes nós fizemos. E cada um fará do seu jeito. Ensinar da nossa forma não significa que eles vão aprender da maneira que desejamos, e tudo bem porque eles são pessoas distintas, vivem em outros contextos e vão construir suas próprias histórias. Aconselhar e tentar corrigir é nossa missão. Como eles irão assimilar e praticar é outra coisa.
O tempo não volta, o que permanece vivo é o que importa. Caminho para encerrar 2025 selecionando as estações da estrada de saudades que sou. Na bagagem leve do ano, minha fervorosa prece por saúde para seguir acompanhando os passos de cada ciclo de Bruna, Isa, Arthur, Peaches, Damian, Alise e invocando as bênçãos divinas para minha geração. Estamos nos preparando para embarcar para as férias no Norte Global e já sinto o palpitar da alegria para contemplar meus filhos reunidos de novo. Presença é o melhor presente do Natal e de todos os momentos. Se tem um desejo que lateja no coração dessa mãe que sangra, é que minha tríade cultive o laço Irmandade com amor em todos os capítulos de suas vidas. Ainda que morem distantes, a proximidade deles é sagrada.

Que a bênção do Menino Jesus Cristo esteja na casa que somos.
Feliz Natal para todas as Mães e famílias do Mundo.
O que meus filhos dizem, sentem, aprendem e praticam sobre os ensinamentos desta mãe maluca. Qual legado deixarei? Perguntas que recebi e me fez pensar na brevidade terrena e, ao mesmo tempo, sobre o que é ou ficará eterno. É uma construção que vai acontecendo todos os dias nesse exercício árduo e aprendiz que é a maternidade. Não sei se eles assimilaram o que ensino, espero que sim, reformulando de acordo com suas próprias vivências. Aqui algumas reflexões que pipocam a partir dessas questões:
Primeiro que não sou uma mãe perfeita. Ninguém é. Somos seres errantes e oxalá procuremos melhorar nessa linha do tempo vida. A certeza é de que sou uma MÃE que ama com todas as suas forças, muitas das quais até me surpreendem. Seguirei tentando, agora já ingressando no caminho da menopausa, a cuidar do simples jardim, do solo e das janelas que fazem moradas em meus sonhos.
Segundo. Sei que eles são diferenciais e que, embora eu enxergue alguns retratos meus em suas ações, eu os inspiro a viverem sua autenticidade. Façam suas escolhas baseadas naquilo que palpitam em seus corações. Por mais que o mundo dite padrões de isso ou aquilo, siga a tendência daquilo que te faz vibrar. Tem muita potência em ser FIEL aos seus princípios.
Terceiro: Tenham FÉ. Alimentem a espiritualidade na conexão divina cotidiana, seja na religião ou sem estar ligada a nenhuma. Deus habita no amor que é multiplicação em distintas formas: bondade, respeito, caridade, compaixão, humildade, perdão, paz, afeto e tudo aquilo que faz bem para a humanidade e que transforma e fortalece as relações. Eu enxergo Deus nos detalhes, nos sinais, nos anjos personagens e sou uma mãe que reza para que vocês sejam protegidos e encontrem esse refinamento da fé.
Quarto: Reconhecer os erros e transformar a lição em melhoria. Seja humilde para enxergar que errou porque todos nós erramos. Filhos, não permita que o erro paralise vocês, exercitem o aprendizado dos erros caminhando em frente com a convicção de que há possibilidades no horizonte da estrada. Cada passo importa.
Quinto: Honrem sempre seus ancestrais e suas origens. Valorizar de onde viemos é um alimento que te dá base para voar. Busquem a cura de feridas que latejam, libertem com o perdão e encontrem significado para transmutar. Tem um laço invisível que entrelaça as gerações e aquilo que plantarem será colheita futura. Eu seguirei sendo casa e árvore aqui e no plano vindouro.
Sexto: Bruna, Isa e Arthur, sejam firmes nas adversidades. E isso não quer dizer que vocês não possam demonstrar vulnerabilidade, sofrimento, tristeza e dor, que fazem e farão parte do enredo. É um ato de coragem revelar que sim somos humanos. Arthur você pode e deve chorar. Lembra do seu bisavô, o nosso vozinho. Despertem a força que mora em cada um de vocês e sigam nesse laço irmandade, um pelo outro. Cada um do seu jeito, acreditem e lutem para vencer os desafios e conquistar seus sonhos. Eu ainda estou nessa batalha. Há uma mágica que floresce de nossas atitudes. É fé em ação!
Sétimo porque nasci no dia 07. Em homenagem a Isa que ama listas, ao Arthur que como a mãe é apaixonado por futebol, a Bruna que é torcedora alegre no palco da vida, mesmo que não seja no esporte, embora já tenha acompanhado a mãe nos jogos do Palmeiras quando criança, deixo aqui um pedido para irmos juntos ao estádio do Palmeiras. Quero muito que vocês contemplem a energia vibrante que pulsa dessa mãe nesse lugar que me encanta e que eu extravaso minha emoção verde e branco. E espie que fui agraciada com 3 filhos de olhos azuis erverdeados, minhas cores favoritas. E aqui, finalizo com este item de uma lista que não escrevi no papel Isa, mas está escrita em minha alma, sobre desejos que pretendo realizar nas minhas próximas estações entre norte e sul global, e que com a graça de Deus, sejam muitas.
Bruna, Isa, Arthur, Peaches, Damian, Alise e os frutos da geração que virá, tenham PAIXÃO pela vida! Amo vocês até o infinito!
A quem me enviou as perguntas por e-mail, sim ainda utilizam esse formato e eu aprecio, não sei se respondi direito. Obrigada por me ler, sentir e perguntar a essa menina, mãe e avó que vos escreve neste blog. Sou grata pela conexão das letras.

Sobre amor, mãe, filhos, netos, vida, legado e gerações!
As mensagens sobre rematricula já chegaram ao meu e-mail e já estão nas propagandas das escolas particulares das cidades. Ontem findei o mês resolvendo rematricula e na reunião bimestral. A proximidade do encerramento do ano faz palpitar muitas emoções por aqui. Um misto de sensações. Há quem sinta alívio, outros sofrem de saudades. Trabalhos, provas, conselho, reunião e o calendário segue. O ambiente escolar evoca muitas cenas e laços. Eu sinto saudades da época escolar. Tenho recordações especiais das brincadeiras do recreio, hoje meus filhos chamam de intervalo, da lousa e do giz, dos jogos, dos eventos temáticos, das professoras e professores de todos os ciclos.
Acompanhar as tarefas não é fácil, auxiliar nas atividades, estudar para provas, são muitas demandas somadas as demais que o exercício maternar envolve. E aqui precisamos lembrar das muitas mães que carregam sozinha o cuidado e a educação dos filhos. Educar faz tanta diferença e os muitos desafios não cabem apenas a escola. Em todas as reuniões ouço dos professores a importância da participação dos pais. Há muita ausência e isso acontece por diferentes recortes.
Sempre admirei os professores e sua presença marcante na vida dos estudantes. O maior ativo das escolas não são as estruturas, embora elas sejam importantes, é o personagem professor que faz diferença. É uma pena que nem sempre eles são valorizados como merecem. Mestres do saber que ensinam e aprendem nessa partilha de cada aula e ano letivo. Já me perguntaram quais palavras afloram para falar sobre os professores. Difícil responder porque são muitas. Não tem como categorizar qualidades que se multiplicam em tantas ações.
Professor é amor em ação, é personagem, enredo, narrativas com números, equações, linhas e entrelinhas. Professor é árvore perene em muitas estações da vida. É retrato presente nos capítulos de tantas histórias. Sinto saudades dos meus mestres que seguem vivos em minha memória afetiva.

Obrigada aos professores, personagens da vida!
Cresci com os cuidados da minha mãe e do pai, em certa medida. As mães da minha família, especialmente as bem próximas, sempre tiveram uma carga maior e estou inclusa nesse enredo. Recentemente viajei para ficar um período com meu pai no hospital. Nesses dias curtos e extensos, aprendi muito sobre a finitude, fragilidade e o quanto cuidar dói. O plantão, conta gotas, contra dores, acessos, exames, prontuários, enfermeiros, alertas, médicos, visitas, os acompanhantes na sua maioria feminina, o sono irregular, a leitura, orações e tantas variáveis percorreram os dias num ritmo lento e veloz. Ter que cuidar do pai ou mãe, e aqui lembro da caminhada de 2024 com minha mãe nas consultas, exames, diagnósticos e cirurgia, aflorou uma percepção do quanto o tempo das coisas vai moldando nosso aprendizado e aflorando lições que marcam.
Os dias de plantão, as cenas que seguem nos meus sonhos e pausas silenciosas, a chegada e partida, as lágrimas nas janelas das vans, avião e no banho, seguem ecoando. Penso na minha mãe e rezo para que ela continue saudável. Sua força sempre me inspirou tanto mãe e serei eternamente grata pelo dedicação fenomenal que segue exercitando. Quanta dor já habitou em teu silêncio? Eu rezo pela restauração do meu pai, para novamente ver o brilho do seu humor e passos. Apesar dos seus erros, eu tenho tanto orgulho das tuas ações de bondade e hoje, penso na tua história e enxergo melhor tuas angústias e sofrimentos. Reflito sobre minhas próprias fraquezas e imploro a Deus que me dê saúde para cuidar deles e da minha dupla tríade. E nessa estrada de tantas demandas estabelecer meu autocuidado como prioridade é caminho.
Envelhecer traz muitos desafios e essas situações que me fez encarar medos, me trouxe também clareza de que nossas escolhas do presente terão consequências no amanhã. Cuidar da saúde hoje é plantar sementes para os frutos do agora e futuro. É difícil para muitos que mesmo tendo essa percepção, não tem as condições necessárias para cuidar de si. E tem outros que mesmo tendo consciência não adotam uma postura saudável e continuam a agir do mesmo modo. Há quem, depois de um sofrimento gritante mude radicalmente de postura e reinicia seu modo viver. Ainda que as possibilidades sejam escassas, atender as orientações médicas e tentar fazer o melhor diante do que temos é essencial porque isso é priorizar a vida.
Observar os diversos retratos do cuidado na minha família, nas minhas avós, mãe, minhas tias e primas, traz uma leitura do quanto as mulheres são sobrecarregadas e assumem esse compromisso ao longo das gerações. Nosso sim é maternal. Ser mãe e filha que cuida na história que nos enlaça tem uma força atemporal. Essa viagem de agosto foi um divisor. Todo acontecimento tem um sentido e se ele nos convoca a refletir profundamente, está sinalizando que mudanças são necessárias. Aceitar o chamado para uma nova rota exige de nós doses extras de coragem para mergulhar nas dores e renascer no fogo da esperança. Estou nessa travessia e que o amor continue sendo meu farol.

retratos são registros do tempo de vida. Gratidão Deus.
Sou de uma geração de Mães que rezam. Cresci aprendendo com minhas avós e mãe a rezar pelos nossos. As novenas de Maria e São João da infância seguem fazendo morada em meus sentidos. Não apenas como recordação, como base sólida da minha fé. As renovações que indicam o compromisso de renovar a aliança da devoção numa data com muito significado para cada família. As missas na igreja e a comunhão das orações que edificam nossa fé com os sacramentos e fortalecem nossa jornada na presença de Deus. Mães que rezam são personagens vivas da minha jornada maternal.
Sou devota de Maria, Nossa Senhora de tantos Retratos, a quem consagro e suplico minha tríade de filhos e netos. Quando rezo o Terço e em todos os momentos, na dor, na alegria, sinto o fogo da perseverança acender, invocando a força da Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo para abençoar meus passos, clamando aos anjos proteção e a luz do Espírito Santo que os guie no caminho de Deus. Quantas adversidades já enfrentei e o que me sustentou e segue me sustentando é a convicção nas promessas de Deus, que é Pai de infinitas graças e que tanto nos ensina com o exemplo do teu filho Salvador. Não esmorecer nas dificuldades e alimentar a esperança Naquele que nunca nos desampara, é uma lição que pratico.
Sempre ouvi que reza de Mãe é sagrada e miro na caminhada da Mãe Santíssima, que desde o Sim ao projeto de Deus, fez de cada passo de sua gestação até sua coroação, uma história de profundo amor. Quando contemplo os mistérios de cada Terço sinto a grandeza de Maria acompanhando o seu filho. Sua glória é cumprimento da promessa de Deus que nos abençoa com uma Mãe tão divina. Quanta generosidade do Pai que nos concedeu a Bem Aventurada Maria para ser exemplo de Mãe em nossas vidas. Tua Eternidade presente nas tantas Santas que perpetuam tua divindade é bênção que multiplica a Fé.
Agradeço as minhas avós, Mãe e tias, que me ensinaram e seguem testemunhando com suas vidas as graças da devoção Mariana. As minhas filhas Bruna e Isa e ao meu filho Arthur, eu peço que sempre rezem para a Virgem Santíssima que é canal do amor de Deus Uno e Trino, que é intercessora misericordiosa de todos nós, que eleva nossas preces ao Sagrado Coração do seu Filho Jesus Cristo. A Mãe que ouve nossas súplicas, que nos ampara com seu manto e nos encoraja com seus sinais a vencer as dificuldades e confiantes seguir cumprindo nossa missão. Confie na proteção da Mãe do Salvador a quem temos a honra de chamar de Ave Maria Cheia de Graça.
Eu sou testemunha das bênçãos de Nossa Senhora. Tenho atendido seu chamado Mãe Santíssima com a oração do Terço, desse Rosário que em cada Mistério e dezena nos apresenta a história do teu Filho Amado. Não tem como expressar em palavras as sensações que sinto ao rezar, a intensidade da presença de Deus é transformadora. Em cada casa que abre as portas para receber o Terço Mariano eu agradeço. É um momento para convidar as pessoas para serem tocadas pelo Amor de Deus que tem o poder de renovar tantas vidas.
Eu tive medo quando recebi o chamado para rezar o Terço. Pensei em não ser capaz, fazia tantos anos que eu não rezava com frequência. Lembro que 1 ano antes eu participei de 4 Terço, 1 em cada quinta-feira da semana, no mês de Maria, na igreja Santo Antônio perto de casa. No ano seguinte comecei e sigo com simplicidade aprendendo a ouvir essa voz que palpita e me prepara para cada oração, onde o Senhor preparar para que sua palavra se faça lar dos corações. Jesus é a luz que vence as trevas. Ele é o Caminho. Deus é contigo.
Na minha caminhada matinal o rosário está em minhas mãos e passos. Quantas vezes andei com o coração apertado por tribulações e senti a serenidade da resposta de Nossa Senhora. As lágrimas escorrem enquanto os dedos rezam, o vento sopra nomes, as borboletas bailam, as folhas orvalhadas e o céu canta Ave Maria. Gratidão Nossa Senhora. Eu creio nas tuas providências e sou grata por teus ensinamentos que me aproximam cada vez mais do amor de Deus. Sou uma mãe que reza. Mães, rezem. Nossa prece é fortaleza. Viva a sagrada intercessão da Mãe Santíssima. Amém.

Ave Maria, Cheia de Graça. Gratidão Nossa Senhora
4 anos do Damian. O neto menino nasceu numa manhã de sábado, como a sua mãe. A Lua Crescente no céu sinalizou o crescimento do propósito de Deus na vida maternal da minha primogênita. Outono no Sul, Primavera no Norte, no entrelaçar das estações o florescer de um amor intenso com a sua vinda luminosa. Seu olhar é vívido, seu sorriso cheio de graça, seu raro humor e seu jeito singular, são encantos de tua presença que seguirá enternecendo as nossas vidas.
Lembro da primeira vez que te vi, de te carregar no colo pelas ruas de NY, dos seus primeiros passos na sala, na viagem da Páscoa de 2023. Te ninar no colo, cantar para embalar seu sono, seu aconchego no cobertor, sua aura angelical no sono...e nos outros reencontros brincar contigo no quintal, na rua acelerando a motoca, na praia, na trilha e na casa. Assim como seu tio Arthur, tua energia é vibrante, teu dengo é ímpar e tua dança emana um ânimo que aquece meu coração.
Assim como a sua tia Isa, você é o Elo Sagrado da aliança da tríade de sua Mãe. O menino que acende o fogo do ânimo do seu lar, que já venceu uma batalha grande, quando ainda era pequeno e pela graça de Deus, segue respirando a vida e marcando nossas histórias. Amado Damian, o amor que você veio multiplicar é o seu maior tesouro, que em todos os seus caminhos, a presença divina fortaleça seu caminhar para cumprir os propósitos dos teus sonhos. Eu sou muito grata a Deus pela honra de ser sua avó.
A saudade que aqui lateja retrata a força do amor que sinto. Um dos seus carrinhos está em meu altar e outro ao lado minha cama, dormindo comigo todos os dias. Você é um Menino amado por nós e sempre está em nossas orações. Vovó reza todos os dias clamando ao Senhor Jesus Cristo que envie seus anjos para te proteger. Invoco a proteção de Nossa Senhora para toda sua família. Nosso laço de sangue e amor está além das fronteiras do tempo. É inarrável a imensidão do Amor que pulsa em meus sentidos por você e suas irmãs.
Parabéns Menino Spider Man. Que o Espírito Santo inflame sua fé, te capacite para ser instrumento de Deus tocando a vida de muitas pessoas, que seus dons sejam aprimorados e que todos seus passos te conduzam na realização de seus sonhos em todos seus ciclos. Estamos conectados por um oceano infinito de amor e rezo para que Deus nos conceda a oportunidade de cruzarmos o céu do Atlântico muitas vezes para nos reencontrarmos e cultivar memórias afetivas.
Damian sua PRESENÇA é o melhor PRESENTE.
Que honra ser tua AVÓ. Parabéns ao bisneto de Maria de Fátima e Tataraneto de Vozinha. Gratidão Deus!
Daqui 2 semanas completarei 50 anos. Eita tempo ligeiro. Quando digo que sou avó algumas pessoas se espantam. “Já? Nem parece.” Entendo como elogio e agradeço. Os cabelos brancos pipocam aqui e a menopausa dá os sinais e estou pronta para o novo ciclo. E sim sou avó da tríade da minha primogênita. Eles moram no outro continente e a saudade lateja todos os instantes. Eu amo ser avó de Peaches, Damian e Alise. Preciosa, Alegria e Menina Luz. Todos da Lua Crescente.
Estive presente no nascimento da Alise que tem 2 meses. Foram 40 dias de muito afeto aquecendo o inverno nevado. Estar longe é dolorido sim, mas é tão incrível nossa sintonia cultivada no tempo que estamos juntos. Ser avó me trouxe uma sensação de continuidade, coisa de gente doida, já me disseram. Sim, sou maluca de nascença. Os tataranetos da minha Vozinha que mês que vem completará 100 anos, que ela teve a alegria de conhecer em vida.
Conexão que vai entrelaçando gerações, lugares e personagens, no movimento migratório. Do sertão ao mar enlaçando origens e voos, chegadas e partidas. Pernambuco, São Paulo, Osasco, Estados Unidos. Sim meus netos são americanos. Na roça de vozinha é a Estrela Dalva, lá nasce a Polar. Na distância continental o céu nos aproxima nas preces, no vento que sopra saudade e nas vivas memórias afetivas.
Aprendi a ser casa mesmo estando na estrada, com as Marias avós e mãe. Eu sou muito grata pela presença das avós em minha vida. Madrinha e avó paterna que já fez sua passagem e que tanto amor me ensinou. Pequena grandiosa Cotinha. Vozinha, a Maria que todos chamam de Joaninha, a matriarca dos Netos, nosso sobrenome vem dela que está pronta para celebrar 1 século. Mulher fortaleza de fibra e fé. Minha mãe, a filha mais velha, é uma avó generosa que espalha dedicação na sua simplicidade.
Eu sou a filha e neta mais velha, assim como Bruna, primeira filha, neta e bisneta. Assim como Peaches, filha, neta, bisneta e tataraneta. Somos gente que ama e nossa proximidade é sagrada. Somos abençoadas e agradeço a Deus por esse laço de sangue e amor. Que eu tenha muita saúde para acompanhar o crescimento da minha tríade de filhos e netos e partilhar momentos que se tornam eternos na lembrança. Sou orgulhosamente uma jovem avó.
Minha tríade de netos. Quanta bênção. Gratidão Deus!
Tenho recebido várias perguntas durante esse período da minha viagem missão e aos poucos vou tentando responder no meu Instagram. Uma delas tem a pauta maternal e resolvi também publicar nesse Blog já que o vídeo curto é só um ensaio diante da grandeza do tema. A questão: como é ajudar sua filha a cuidar de um bebê depois de tanto tempo? Sim o tempo aqui também está relacionado com a idade minha e dos meus filhos já que meu caçula completará em breve 13 anos. Sou avó agora da tríade da minha primogênita. Sim, nossa sintonia também é elementar. Então muitas marés já naveguei nesse caminhar maternal. Para começar, cada bebê é um novo recomeço e é impressionante como algumas coisas ficam gravadas e outras esquecemos.
A experiência de acompanhar a chegada da Alise está aflorando tantas memórias da maternidade e a oportunidade de refletir ainda mais sobre como é árduo e incrível ser Mãe. Cheguei na fase final da gestação da Bruna e Alise nasceu na mesma semana, 13/12/24. Lembro do medo que ela citou quando ouviu da médica que o parto já deveria acontecer no dia seguinte. Eu também, mesmo depois de ter passado por dois partos também tive medo quando foi o terceiro. Vamos crescendo, com erros e acertos, com cada fase nossa e dos filhos. A mãe da Peaches não é a mesma do Damian nem da Alise, assim como eu não sou a mesma mãe da Bruna, Isa e Arthur. E talvez por ter sempre um novo ciclo esquecemos de muitos detalhes dos anteriores.
Então vou descrever algumas observações dessas semanas intensas por aqui.
1 - como é difícil amamentar nos primeiros dias. Até pegar o jeito e o ritmo. No meu caso, Bruna e Isa foi mais leve e ligeiro. Arthur nasceu muito pequeno e a dificuldade foi maior. Sem contar que ele nasceu antes e meu leite demorou a vir o que me deixou apavorada. Hoje ele é o maior e foi o que mais mamou. O bico de silicone tem ajudado muito com Alise. A amamentação é importante demais e haja resiliência para atravessar os primeiros dias quando o peito está machucado.
2- como conseguimos dormir tão pouco quando passamos a noite amamentando? Como acordamos ao menor sinal do bebê? Que sintonia sagrada!
3- a paz de segurar o bebê no colo, observar o sono doce, o olhar e o cheiro do bebê, inesquecíveis. Coisa do sentir que enternece o coração.
4- Recordei do som do Sss, a forma de segurar perto do coração, o balanço no colo, sons e movimentos que ajudam acalmar o bebê por lembrar do ventre.
5- o banho relaxa o bebê e escolher um horário ajuda a definir um momento na rotina. A temperatura morna e o brincar na água é acolhedor.
6- como as crianças da casa reagem com a chegada do bebê? É uma adaptação gradativa e exige muita paciência. A atenção partilhada é um desafio porque o bebê tem emergências como amamentar que não dá para adiar. Tentar inseri-los em ações como pegar fralda, roupa ou outros acessórios vai ajudando.
7- eu me lembrei de como as mães aprendem a fazer as tarefas com 1 único braço enquanto o outro segura a bebê. Outra coisa que resgatei na memória, é utilizar a perna para balançar o carrinho enquanto preparava refeição ou outra atividade.
8- Como o momento do nosso banho é relaxante também! Um bálsamo, ainda que seja rápido e com a porta aberta do banheiro. Fiz tanto isso. Lembrei de uma cena da Isa, num dia que ela brincava sozinha tão concentrada e fui tomar banho e fechei a porta e me demorei porque lavei o cabelo. Quando sai ela estava deitada e dormindo no tapete da porta me esperando. Fiquei imaginando que ela dormiu chorando e fiquei desolada. Senti culpa, quem nunca?
9- não sei se aconteceu com vocês, mas o colo é angelical e o berço parece que tem espinhos algumas vezes. A bebê dorme serena no colo, até sorri sonhando com anjos, coloca no berço devagarinho e em segundos vem o choro.
10- crianças na escola, bebê dormindo, você com sono e cansada e um bocado de tarefas te chamando. Comida, roupa, louça e os tantos etcs do cuidado da casa. Dormir ou tentar adiantar alguma coisa? Quando se está sozinha, sem rede de apoio, a escolha é sempre a segunda alternativa. E que a força do além ampare minha filha Bruna porque logo voltarei ao Brasil.
É o AMOR por eles que move os seus passos e eu tenho um orgulho enorme em vê-la navegando nesse oceano desafiante. Como diz em Coríntios 13:13: Estas três coisas continuam para sempre: fé, esperança e amor. E o maior delas é o amor."

Alise, 13/12/24. Que Santa Luzia te proteja. Amém
Esses dias ouvi: “Quero um dia ser uma mãe desapegada como você.” Talvez eu nem seja tanto assim porque também escuto o oposto: “admiro como você é uma mãe dedicada para seus três filhos, eu não daria conta.” Diria que eu danço entre os extremos e busco um equilíbrio que inexiste na totalidade na jornada maternal. Somos uma Mãe em construção e as mudanças dos nossos ciclos e dos filhos são permanentes.
A primeira frase em resposta as viagens sozinhas dos filhos. A Elo foi esses dias para Aracaju, o caçula foi em julho e irá novamente mês que vem passar férias no sertão pernambucano, a primogênita mora no outro continente e eu viajarei em breve para o nascimento da baby menina, que completará sua tríade, igual a mãe aqui. Sou mãe e avó da dupla tríade, como diz o Galvão: haja coração! Os sacrifícios, demandas, alegrias, dores e amores dessa caminhada maternidade são desafiantes.
A segunda frase sobre minha ida para amparar minha primogênita. A sequência da conversa, como eu consigo conviver com essa saudade da filha e netos, como eu vou aguentar ficar longe dos outros dois durante esse tempo...respostas que não tenho e que vou desenhar no decorrer dos dias vindouros...um olhar lacrimejante junto das palavras amigas me abraçou. Tão bom se sentir tocada por quem te compreende. Eu vou tentando dar conta, eu sangro, eu choro, eu dou muita risada e mergulho no afeto.
Tem muita cobrança de todos os lados sobre a maternidade. Isso é certo, isso é errado, tem que fazer dessa forma, tem que dar atenção a tudo, ser a Mãe Maravilha impossível, escola, alimentação, brincadeiras, passeios e várias receitas prontas que não cabem na vida das mães, podem até orientar, mas cada fase é vivenciada de modo diferente, porque somos singulares embora semelhantes em algumas circunstâncias. Teu jeito e teu colo são únicos, o colo de minha mãe é um, da tia outro, do irmão e irmã, da avó outro ...
Não há características para definir tudo. Ainda que muitas palavras sirvam para nomear isso ou aquilo, nem a soma de várias será capaz de equacionar a dimensão da maternidade. Tenho aversão a rótulos. Eles querem enquadrar tudo em um formato. Padronizar o que não tem como se encaixar em tabelas rígidas. A elasticidade da maternidade é infinita e cada mãe vai enfrentando e aprendendo com os desafios. O que realmente necessitamos é mais respeito, acolhimento e empatia.
Onde encontro apoio? Na partilha com outras mães. Nesse espaço de troca que fortalece essa árdua e incrível estrada. Hoje mesmo é um dia para praticar uma vivência com mães amigas, num encontro despedida que vai me aquecer com o amor sul global para levar na bagagem para o inverno do Norte que me espera. Estou pronta para essa nova travessia? Não. Tenho a coragem para ser ponte e embarcarei inspirada por Coríntios 13:13: “Estas três coisas continuam para sempre: fé, esperança e amor. E o maior deles é o amor."

benção dos colos, das mães, tia e avós
Adolescente e pré adolescente, uma com 16, outro com 12 anos. As amizades da escola, as efêmeras, as perenes, o aprendizado e os desafios das relações, dos filhos, dos pais, das turmas diferentes. Começa a fase das baladas, dos encontros, das afinidades próximas, dos que se distanciam, é um tal de um dorme na casa de um, outra na casa da outra e, de repente, o silêncio reina na casa.
Sexta e sábado, dose dupla por aqui. Festa de 15 anos, baladas do Halloween. A Isa com sua amiga. O Arthur com o amigo. E o papo dos pais que se reuniram discorrendo sobre o novo cenário. Deu saudade de vê-los reunidos como outrora. Uma melancolia no ar. Uma espécie de luto aflorado pela transformação. Sim, o luto não é apenas pela morte, ele também acontece por diversas situações como rompimentos, mudança de lugar, término de ciclos.
Arthur, por exemplo, teve recentemente a despedida de um amigo da sala que mudou de cidade. Foi triste e bonito observar sua dor que retratou o afeto dos laços criados no espaço estudantil. Ensinar que as mudanças serão permanentes não é tarefa fácil, mas é uma oportunidade também para aprendermos juntos. Me fez refletir sobre como a distância territorial é dolorida, porém não apaga as verdadeiras amizades. Há uma proximidade que palpita na saudade.
A Isa, embora mais introspectiva e madura, tem se tornado mais sociável. Vê-la evoluindo é gratificante. Seletiva por natureza, de sensibilidade aguçada, confio que seus filtros intuitivos são relevantes para criar conexões nutritivas. Ela que já enfrentou tantas adversidades, vai se fortalecendo e ampliando seu aprendizado com as vivências de cada estação. Acredito muito na sua potencialidade, ela é dessas que enxerga além em múltiplos sentidos. É raridade.
A despedida da infância é uma passagem de rito que causa um turbilhão de acontecimentos e emoções. A adolescência é um período de transição para a vida adulta carregado de descobertas, algumas agradáveis, outras nem tanto. É um processo árduo que exige muita paciência, flexibilidade e resiliência para ir vencendo as adversidades. Medo, coragem, sorriso, lágrima, preocupação, liberdade, confiança, escolhas, orientações e muitas experiências para tentar nomear. O ninho vazio, o ninho cheio, o colo, o abraço, as pausas, a chegada, a partida, o recomeço, o retorno, a ida...
Eu, uma mãe na pré menopausa com filhos adolescentes tenho chances de endoidar. Se bem que maluca já sou. O jeito é enfrentar essa missão e pedir muita saúde e força a Deus para acompanhar. Eu que já sou avó fico pensando em como minha primogênita vai lidar com a fase adolescente dos netos, no futuro que logo chegará. As conversas com outras mães nos dão uma noção da dimensão dessa batalha árdua e aprendiz. Partilhar nossas dores e amores é uma forma de nos apoiarmos. Embora cada uma tenha seu diferencial, nos encontramos em similaridades que nos aproximam e fortalecem.
Bora caminhar, ainda que em certos momentos cambaleantes, nessa travessia!

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