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A menina, o choro, a despedida, a emoção

por Ivone Neto, em 30.11.18

Ontem foi a festa de confraternização da sala da Isa. Eu cheguei na escola e a encontrei aos prantos. A despedida do ano letivo e das professoras é um momento de alegria e lágrimas, de gratidão e saudades. Presenciei o último abraço dela nas duas professoras e fiquei emocionada também lembrando das minhas despedidas escolares. Ela tem muito afeto pelas professoras e aprecia o jeito delas ensinar.

Eu a abracei e no carro ela seguiu chorando. Quando conseguiu ficar mais calma, ainda com os olhos lacrimejando disse: “mãe vou sentir tanta saudade”. Seu rosto vermelho e inchado revelava que o choro foi intenso. Fomos conversando sobre o quanto nossa jornada é marcada pelos encontros e despedidas, inícios e finalizações. O fim é o começo e o começo é o fim em distintos sentidos. Esse movimento cíclico de mudança da vida é contínuo e aprendiz.

A sensibilidade aguçada da Isa aflora suas emoções. Chorar faz bem. E ano que vem será formatura. Agora é férias, hora de brincar, descansar e cultivar saudade feliz. Que venha 2019!

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publicado às 18:51

o menino torcedor

por Ivone Neto, em 23.11.18

Apaixonado por jogar, ele também é um torcedor singular. Eu gosto de futebol desde pequena, além de jogar futebol na escola eu acompanhava como torcedora o meu pai, tio e amigos que jogavam. E incentivo o Arthur a sempre apreciar um bom jogo. A forma como ele vibra com o gol marcado quando está assistindo exala paixão. E isso do seu Santos e de outros times também. E quando ele está jogando e faz o gol então, é sensacional a explosão de sua emoção.

Ele tem acompanhado o campeonato brasileiro. Arthur fica triste quando o Santos perde e também com os times que estão na lanterna. Ontem ao comentar sobre o Paraná ele disse com ar tristonho: “mãe seu eu jogar nesses dois últimos jogos do Paraná e fizer gols dá pra ele não rebaixar?” A empatia do meu menino com o sofrimento do clube me deixou emocionada. E depois que eu tentei explicar os motivos do time já estar rebaixado e que ele é pequeno demais para jogar em time de adultos e etcs, ele até entendeu. Ainda assim, disse:
“Oh mãe e o Sport do Recife também pode ser rebaixado. É triste perder...

Notei sua voz embargada e respondi:
Sim filho é. Só que a derrota também ensina e tudo na vida tem um ciclo, inclusive no futebol. Agora é hora de escovar dentes, rezar e dormir, vamos?

E ele se jogou em meu abraço. E eu senti tanta ternura. Esse é meu filho torcedor!

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publicado às 17:53

A confiança é um Raio de Luz

por Ivone Neto, em 21.11.18

Indicar o serviço de educação requer uma dose extra de confiança. Nossos filhos passam muito tempo na escola e esse precioso período envolve diversas atividades. Muitos pais perguntam indicação de escolas e visitam diferentes entidades para escolher o melhor ensino para seu filho. Há muitas variáveis para colocar na balança, o preço, a estrutura, a metodologia e etcs. As indicações dos pais que tem filhos estudando na escola conta muito na decisão. A experiência faz toda diferença para os pais e alunos.

Minha experiência com a escola Raio de Luz completou 9 anos. Meus dois filhos Isa e Arthur viveram muitos momentos especiais na escola. A Isa ficou desde 2 anos e o Arthur desde o maternal. Esse é o ano da despedida. Um misto de sentimentos e recordações despertam enquanto escrevo essas poucas linhas. E a certeza plena de seguir indicando a escola infantil que agora está em nova unidade e com novos passos. Meus votos de sucesso para que todos os atores envolvidos nesse desafio sigam evoluindo nessa missão tão nobre de aprender e ensinar.

Eu poderia escolher várias palavras para caracterizar as qualidades da equipe Raio de Luz. São tantas que afloram com as lembranças que palpitam em meu coração, no entanto, eu vou escolher uma que tem um significado múltiplo pelo que eu acredito que faz toda diferença nesse universo da educação: AFETO. Sim, a AFETIVIDADE enlaça o enredo aprendiz de modo sensorial e deixa marcas. Gratidão Raio de Luz. Muito, muito obrigada!

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publicado às 16:01

sobre ausência, saudades, vazio, plenitude

por Ivone Neto, em 16.11.18

Ontem a tarde a casa estava cheia. Barulho, risadas, bagunça na sala. Minha Isa, 10 anos, a instrutora da brincadeira. O primo João, o irmão Arthur, os amigos vizinhos Bia e Pedro. E a turma seguiu para piscina, água, sol, nuvens, mergulho. As mães conversando, o irmão lendo. O João foi ensaiando, primeiro as pernas, depois entrou de vez na piscina. Os pingos saltavam dos pulos do Arthur. E quando as nuvens densas e o vento retornaram na tarde do feriado e os lábios roxos surgiram decretamos a descida para os banhos quentes em casa. O Arthur resolveu ir com o João e tio Hique para dormir na casa da vovó Fátima. A Isa ficou um pouco mais e depois foi dormir na casa da amiga vizinha Lele. E ficamos, eu, o pai, o silêncio, o vazio e a saudade. Depois do banho, sentei na rede da varanda com meu amigo livro, sentindo o frescor da noite chegando. Na sala, no andar de baixo, meu marido assistindo ao jogo do seu time. Do céu nublado uma garoa fina nada primaveril. Depois dos capítulos, fechei o livro, os olhos e senti a plenitude da minha companhia. As letras, a história, as sensações, a gratidão do dia. Pensei na complexa e simples mistura da ausência e presença na jornada maternal. E no quanto o ciclo dos encontros e despedidas forma o enredo de nossas vidas. E eu e meu marido rimos juntos depois, de suas tiradas tão cheias de humor.

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publicado às 11:17

O menino, o gibi, a leitura

por Ivone Neto, em 13.11.18

Das melhores cenas que presenciei nos últimos dias: Arthur pega o gibi, senta no braço do sofá e começa a ler. E fica concentrado lendo a história. Os quadrinhos são mágicos!

A Isa está no quintal, eu a chamo e mostro a cena. Ficamos em silêncio observando. Lado a lado, na cumplicidade da surpresa e gratidão. Ela se aproxima do Arthur e diz: vamos ler juntos? E os dois vão intercalando as páginas na leitura compartilhada.

Não registrei o momento do domingo, no entanto, me fez lembrar dessa foto de 2 anos atrás que retrata sua conexão com a leitura. Que é rara no caso dele. Eu, insistente e amante que sou dos livros, deixo assim gibis e livros espalhados pela casa. E meu coração transborda de alegria quando o vejo em momentos assim.

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Ler é uma arte multiplicadora por natureza

 

publicado às 12:55


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