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sobre ausência, saudades, vazio, plenitude

por Ivone Neto, em 16.11.18

Ontem a tarde a casa estava cheia. Barulho, risadas, bagunça na sala. Minha Isa, 10 anos, a instrutora da brincadeira. O primo João, o irmão Arthur, os amigos vizinhos Bia e Pedro. E a turma seguiu para piscina, água, sol, nuvens, mergulho. As mães conversando, o irmão lendo. O João foi ensaiando, primeiro as pernas, depois entrou de vez na piscina. Os pingos saltavam dos pulos do Arthur. E quando as nuvens densas e o vento retornaram na tarde do feriado e os lábios roxos surgiram decretamos a descida para os banhos quentes em casa. O Arthur resolveu ir com o João e tio Hique para dormir na casa da vovó Fátima. A Isa ficou um pouco mais e depois foi dormir na casa da amiga vizinha Lele. E ficamos, eu, o pai, o silêncio, o vazio e a saudade. Depois do banho, sentei na rede da varanda com meu amigo livro, sentindo o frescor da noite chegando. Na sala, no andar de baixo, meu marido assistindo ao jogo do seu time. Do céu nublado uma garoa fina nada primaveril. Depois dos capítulos, fechei o livro, os olhos e senti a plenitude da minha companhia. As letras, a história, as sensações, a gratidão do dia. Pensei na complexa e simples mistura da ausência e presença na jornada maternal. E no quanto o ciclo dos encontros e despedidas forma o enredo de nossas vidas. E eu e meu marido rimos juntos depois, de suas tiradas tão cheias de humor.

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publicado às 11:17

sobre a saudade dos pequenos

por Ivone Neto, em 04.08.17

Quando olho as fotos deles pequenos bate sim uma saudade. Cada um nasceu em uma fase, cada gestação diferente e cada filho tem sido uma bênção na minha jornada aprendiz. Eles crescem, mas aquele cheiro de bebê fica cravado nas narinas. O sorriso, o sentar, engatinhar, andar, as gracinhas que tanto enternecem nossas vidas são memórias tão doces. Uma mãe é arrebatada por um amor tão intenso que não há medida, a não ser o infinito que se aproxime dessa intensidade atemporal. E cada dia ele tem a capacidade de evoluir.

A minha primogênita hoje tem 23 anos e suas asas nos pés a conduziram para longe e, no entanto, nossa proximidade é tão ímpar. Ela é enigmática por essência. Todas as noites ainda têm aquele cheiro e a oração, mesmo em telepatia.

Minha Isa, que parece nasceu ontem, acaba de completar 9 anos. E ainda canto a canção de ninar que criei para minha menina das águas, com sua elementar lua. Inteligente e especial por natureza, ela é o laço que conecta a tríade.

E para fechar, tem o menino Fogo de 5 anos, o nosso elemento surpresa cuja energia contagia toda família. Sua mágica alegria tem o dom de despertar sorrisos. O brilho do seu olhar reflete seu humor refinado com uma beleza tocante.

 

O amor por esse trio é base das minhas forças. E, mesmo naqueles dias em que o cansaço é extremo, em que a saudade aperta, em que a dor atormenta, eu agradeço entre risos e lágrimas, a dádiva de ser mãe de uma tríade tão sagrada. E que eu tenha o privilégio de seguir acompanhando os passos das minhas meninas e do meu menino.

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publicado às 19:50

As crianças e as emoções

por Ivone Neto, em 22.02.17

Tenho três filhos, duas meninas e 1 menino. Tá uma já é bem crescida, mas continuará sendo minha menina. Minha Isa, a do meio, é a mais sensível. O Arthur é forte até para lidar com as emoções. Esses dias ele chorou e me disse no colo: “mãe menino não pode chorar?” Eu respondi: Claro que pode filho, chorar é uma forma de lavar o coração para diminuir aquilo que estamos sentindo. Quando sentir vontade de chorar, chore sim e fale com a mamãe. E logo ele parou de chorar e disse: já passou e saiu saltitando para brincar.

Tenho refletido muito sobre como ensinamos tantas coisas e o quanto é importante dar atenção às emoções. Elas têm reflexos em nossa saúde. Somos conexão. E nós somos convocados a lidar melhor com nossas emoções nas relações que construímos. Em muitas situações do cotidiano enfrentamos dificuldades e como nos posicionamos diante delas é o que fará toda diferença. Como todas as mães, sinto um turbilhão de emoções pela jornada maternal e vou aprendendo cada dia com esses desafios.


Tenho conversado com a Isa sobre as emoções, ela que é minha menina das águas, tem sensibilidade aflorada. Em um episódio recente ela ficou bem triste e caiu em prantos. Ficou magoada sem entender a postura dos outros (as). E mesmo ela sendo pequena, tem apenas 8 anos, foi uma oportunidade de dialogarmos sobre como a atitude das pessoas é o que revela quem cada pessoa é. E que ao longo da sua caminhada ela vai sim ter que lidar com isso e ir filtrando quem é próxima de verdade e quem não é. Ela disse: “ah mãe eu amo tanto as pessoas e nunca vou deixar ninguém triste”

Ela se aconchegou em meu abraço e chorou. Eu disse, chora filha que a tristeza sai nas lágrimas, vai lavar sua alma. Logo vai passar. E também esqueça depois. Só devemos guardar aquilo que nos faz bem. Quando já estava mais calma ela disse: “mãe eu sempre vou ser amiga de verdade. Não quero deixar ninguém triste como fiquei." Sim, filha eu sei disso. Não fazer aos outros o que não queremos que façam conosco tem que ser prática constante. Depois que ela adormeceu, fiquei pensando em como sua amizade é valiosa. E que ela vai aprender cada vez mais que amigos verdadeiros são tesouros, daqueles a quem podemos chamar de irmão-amigo.

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os irmãos amigos, Isa e Arthur, no lugar que eles amam

 

publicado às 16:46

Laços amigos mães e filhas.

por Ivone Neto, em 14.10.16

A Isa adora brincar com suas amigas em casa. Tem muita alegria em receber. Uma de suas amigas desde bebê é a Julia. Aliás, eu e sua mãe Zilda somos amigas desde infância lá no sertão. E nos reencontramos por Sampa e continuamos cultivando esse laço amigo. Penso que Isa e Julia trilharão uma jornada parecida. Elas estudaram juntas no jardim e pré e agora estão em escolas diferentes. Essa distância faz de cada encontro delas uma ocasião especial.

Nesse dia das crianças Isa e Julia brincaram muito. Em casa, no parquinho, no quintal, no quarto, na sacada, na sala, com bonecas, água, brinquedos, risadas, imaginação fértil. E fico tão contente em observar a proximidade refinada que elas nutrem. Coisas de amigas filhas, amigas mães.14658232_1202442539826345_1069048892_n.jpg

 Crianças amigas, Ju e Isa, tão especiais

publicado às 14:32

Fim semana em casa

por Ivone Neto, em 22.08.16

“Buda eu não sai de casa, só fiquei de pijama e tomando remédio”. O áudio da Isa falando com a Bruna resumiu o roteiro do final de semana em casa. Felizmente com bons jogos e decisões olímpicas pra assistir, torcer com eles é divertido. Isa brincando com casinhas, bonecas, no sofá. Sono da tarde, sim Arthur dormiu sábado e domingo depois do almoço. Leitura, desenhos, banhos, cuidados, comida e para finalizar bolo chocolate no final de domingo.

Já são 2 fins de semana em casa. Tem bebê pequeno na área e é tempo de cuidados extras. Aliás, há tempo para tudo e há dias de recolhimento que são necessários. Quem tem filhos pequenos sabe bem disso. Sim, nasceu o Guilherme e ainda não fomos lá conhecer. Com Arthur tossindo e Isa com infecção, não podemos arriscar. É logo que a alegria dos churras voltará e o Gui já vai entrar no clima. Sinto que meu marido, depois de 2 finais de semana sem bebemorar, está entediado. Realmente a presença amiga faz muita falta.


Termina logo inverno, vem brisa primavera!

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publicado às 13:26

Cerejeiras, domingo, amizades

por Ivone Neto, em 08.08.16

A amizade é um dos significados associadas a cerejeira. Sua florada dura 1 semana e acontece sempre no inverno. Tão delicadas, leves e belas, as flores das cerejeiras enfeitam as árvores do Bosque do Parque do Carmo e encantam os visitantes. Famílias, amigos, som das músicas e danças típicas japonesas, pic nic, alegria, festa para celebrar a florada. Aliás, o bosque ficou pequeno para tantos visitantes.

Fui junto com uma amiga, sua filha, meus pequenos Isa e Arthur e a amiga Isabela. Trem, metrô, ônibus e chegamos ao parque. Cotia, Carapicuíba, encontro na estação de Osasco e lá fomos nós para aventura do domingo. Saímos com Sol e chegamos ao parque sentindo o vento frio e a garoa. Coisas do clima de São Paulo. Milho para matar a fome e seguimos rumo ao bosque. Andamos por lá entre as árvores floridas. Arthur querendo ir tocar o tambor. A música realmente contagia. Muita fila para comer as delícias japonesas, não dava para enfrentar com 3 crianças. Decidimos voltar. Pegamos o ônibus com destino ao metrô Itaquera, mas eis que Larissa desmaiou e fomos parar no Hospital Santa Marcelina. O motorista parou na frente do hospital e o atendimento de toda equipe foi excelente.

Minha amiga ficou no hospital e eu segui de Uber até o metrô. Com 3 crianças, 3 bexigas (dessas grandes com personagens que tem nos parques e nos dias de vacina). Chegando ao metrô, eu olhei pros 3 e para as 3 bexigas e disse: crianças não tem como levar vocês e as bexigas, podemos doar? Deixamos no Uber e pedi ao motorista que, por favor, doasse para 3 crianças. Tinha uma barraca de frutas, nossa salvação. Comprei banana e eles comeram e fomos compras os bilhetes. Já no metrô, eles vieram brincando, conversando e o Arthur exclamando cada vez que parava em uma estação e entrava mais palmeirenses: “mãe, palmeiras uhuuu”. Sim dia de jogo do verdão o metrô fica mais lindo!

Entrou uma senhora muito parecida com minha mãe, de cabelo curto. Arthur aponta e diz: “mãe essa velinha parece com a Vó Fátima”. A senhora não gostou do comentário pela expressão. Eu disse: Filho não pode apontar para as pessoas e nem chamar de velinha. Ele responde: Ué a Vó Fátima diz que é velinha. Bom chegamos à estação final Palmeiras-Barra Funda. “Mãe, saímos do Corinthians e viemos pro Palmeiras” Diz Arthur. Sim, Arthur, são duas estações distintas, que carregam nome do time e bairro porque os estádios ficam próximos as estações. “Mãe mas aqui é Palmeiras, olha a camisa do moço”. Sim filho. Como é que você torce filho? “Palmeiras, uhuuuuuuu”

E fomos lá para o trem. Eles adoram aquele espaço entre o vagão e o outro. As 3 crianças ficaram surfando no balanço. Queria ter registrado a alegria deles brincando, mas não tive como. Estava muito ocupada observando de perto os três. Enfim chegamos em Osasco. E meu marido foi nos buscar para casa. Deixamos a Isabela em casa. Minha amiga disse: “nossa Ivone você é corajosa”. Meu marido diz: “acho que é louca mesmo”. Eu digo: Quem tem coragem tem uma boa dose de loucura. Sim, um domingo diferenciado faz bem.


Cheguei em casa, consegui falar com minha amiga, Larissa já estava melhor e o Uber as trouxe até em casa. Fiz almojanta. Sim, às 17:00 almoçamos. Crianças banhadas, alimentadas, louça e cozinha limpa, ajudei Isa com a lição de casa. Enfim, depois do relaxante banho fui dormir. E que as amizades sigam florescendo em todas as estações!

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publicado às 13:18

As emoções das crianças

por Ivone Neto, em 27.07.16

É impressionante como nossas emoções tem influência em nossa caminhada. Sentir faz toda diferença e aprender a lidar com as diferentes emoções é um desafio constante. Há dias que estamos mais sensíveis e isso pode acontecer por distintos fatores. Um encontro, uma despedida, acontecimentos que despertam alegrias, tristezas, raiva, saudades. Com as crianças não é diferente e conversar com elas sobre essas sensações é importante. Essa semana eu enfrentei crise de choro de saudade com a Isa e a reflexão do Arthur de que pode chegar a hora dele casar e sair de perto do colo e casa da mãe. Soluços, lágrimas, abraços, diálogos. E nossas emoções misturadas formam um cardápio desafiador. Com o tempero do amor como receita vou filtrando as lições e seguindo a aprendiz trilha maternidade.

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 Vencendo desafio do medo. E ela resolveu andar cavalo 

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E depois resolveu ir tirolesa. Coragem da minha menina 

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Em outro momento de despedida, a tristeza na expressão dela. Ela tá tendo que aprender a lidar com suadade e não tem sido fácil.

publicado às 19:39

O corte de cabelo do Arthur

por Ivone Neto, em 24.06.16

Ele tem 4 anos e a última vez que tinha cortado o cabelo tinha pouco mais de 1 ano. Ou seja, 3 anos sem corte e como cresceu os cachos. Já vinha conversando com ele sobre cortar um pouco e ele sempre receoso com medo da tesoura. Sem tempo para cuidar dos cachos nesse inverno o melhor a fazer é cortar. E ele começou a coçar a cabeça e veio o bilhete da escola sobre piolho (claro que já dei o remédio para resolver de vez a questão que é comum nessa fase). Como o dengo comigo é grande, esta missão foi para a especial e decidida Vó Fátima. Ela saiu do trabalho, pegou Arthur na escola, levou até o salão explicando que a tesoura não machuca e depois de já ter iniciado o demorado corte da juba, mãe me liga e ouço-o dizer: “mãe a tesoura não dói”. Meu coração ficou tão alegre e cresceu a ansiedade para vê-lo tão diferente. Depois de finalizado, a vó o presenteou com o homem flecha e massinha pra ficar toda tarde e começo da noite brincando em sua casa. Eu, meus irmãos e nossos filhos somos muito abençoados por ter uma mãe/avó tão maravilhosa.

Depois do expediente, fui pegar Isa na escola para irmos juntas ao salão, eu pintar os brancos que teimam em aumentar e ela quis cortar o cabelo curto para combinar com seu irmão. Ela é muito companheira. Por volta das 19:30 chegamos a casa da mãe que já nos esperava no portão com o novo Arthur. O misto de surpresa e outras sensações que emanavam dos pulos e abraços da Isa no Arthur foi emocionante. Eu fiquei sem palavras, só o abraçava e dizia o quanto eu estava contente com sua coragem de ter ido com a vó cortar o cabelo. E ele repetiu: “mãe a tesoura não dói, o homem colocou capa de super herói e eu nem chorei”. Nessa euforia seguimos para casa. O pai nos aguardava ansioso.

A Isa entrou na frente e disse: “pai fecha os olhos”. Arthur entrou e ela disse: “pode abrir”. O pai abraçou Arthur e disse: “Nossa filho ficou muito legal, que diferente”. O som das risadas invadiu a casa. E a mudança radical ganhou aroma de brincadeira. Claro que sentiremos saudades dos cachos, que amamos e vão crescer novamente (assim espero). Tirei foto dele para enviar para a irmã que está longe, primas, amigas e madrinha. Ele olhou pausadamente para foto e disse: “mãe quem é esse cara?” As gargalhadas ecoaram no ambiente. Depois ele foi até o espelho para ficar olhando e reconhecer o novo Arthur de cabelo curto.

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Arthur cabeludo em abril/2016. Arthur cabelo curto junho/2016 

publicado às 12:17

A disputa do colo e outras coisas mais

por Ivone Neto, em 30.05.16

Arthur adora “colinho”. A Isa também. E quem não gosta? É engraçado que até isso é motivo de briga. Isa diz que ele é bebê por querer colo. Só que quando tem oportunidade ela corre para o aconchego do colo da mãe. E Arthur retruca dizendo que ela é grande e que não pode mais ir ao colo. “Eu não sou bebê, mas ainda sou pequeno.” E de repente os dois pulam juntos no colo. O assunto rende e meu colo precisa ser amplo. Cada um em uma perna e por alguns instantes ficaram felizes por dividir esse colo tão generoso de mãe.

 

Esses dias, em um momento de disputa dos dois pequenos eu disse que até a “velha” Bruna poderia sentar em meu colo que tem espaço para todos os três filhos. Eles pararam por um instante questionando interiormente minha fala. A Isa logo disse: “mãe a Bruna é muito grande e pesada”. E Arthur emendou: “Ah não a Bruna não cabe” Eu ri muito das colocações deles e expliquei que com jeito, mãe consegue abrigar todos. Que tem o momento de um, depois do outro e que quando bebê, todos dormiam no colo da mamãe mamando.


Isa: eu mamei mais tempo né mamãe?


Arthur: Ah mãe porque Isa mamou mais...


E a fase da disputa ainda vai render...isatutumala.jpg

 

publicado às 16:50

O passeio da escola

por Ivone Neto, em 23.03.16

Ele12744278_1559019121080026_3750571660975764304_n.jp acordou cedo. 5:10 manhã. Colocou a roupa sem espernear. Saímos mais cedo para chegar no horário marcado. Chegamos 10 minutos antes e ele ficou eufórico ao ver o ônibus estacionado na porta da escola. É interessante observar como eles apreciam brincar no percurso até o local. E sei que ele chegará muito contente, com os olhos brilhantes e o sorriso largo, contando detalhes das atividades do passeio. Tempo de infância feliz, com graça, brincadeiras, descobertas...criança que nos ensina a viver o momento com toda energia, a estar no agora com todo seu ser.

 

 

publicado às 10:48


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