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Pequenos grandiosos avanços

por Ivone Neto, em 30.09.21

“Mãe eu recebi elogios pelos meus pequenos avanços.” Eu considero grandiosos. Ela que esteve calada na sala até bem pouco tempo, agora já se comunica. “Mãe os professores agora conhecem minha voz.”

Ela que segue tirando boas notas e tem esmero em cada atividade que executa.
Ela que fala com brilho nos olhos das aulas e professores.
Ela que tem amigos na sala (“poucos mas tenho”)
Ela que ama ler e escreve bem.
Ela que está aprendendo a lidar com seus desafios. Tão madura nos seus 13 anos.
Ela que tem potencial gigante para seguir descobrindo suas habilidades.
Ela que me orgulha tanto.
Ela, a menina do meio e amada da casa.

Cada passo seu representa uma conquista imensa filha!
Entre o mar e o céu há um infinito de possibilidades. Mergulhe, navegue e voe Isabelly. Nós te Amamos e estaremos aqui para apoiar cada passo!

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Minha proximidade elementar. Menina das Águas e comunhão celeste

publicado às 16:44

Volta as aulas, medos, desafios e esperança

por Ivone Neto, em 17.02.21

As dúvidas, os medos e os desafios são enormes nessa pandemia e tem afetado muitas pessoas, empresas e instituições. O prejuízo ao aprendizado das crianças, a saudade do ambiente escolar e todas as mazelas das restrições impostas pela pandemia tem causado muitos transtornos às famílias. Muitos criticam o retorno das aulas presenciais e os argumentos são válidos. No entanto, como responder ao questionamento de muitas crianças, inclusive os meus que, dentre outras, indagam:

“você pode trabalhar e eu não posso ir à escola?”

“no jornal vejo as pessoas na praia e nós não podemos viajar?”

Claro que há respostas coerentes para as questões acima e tantas outras que ouvimos. No meu caso eu sempre procuro pontuar para meus filhos que cada família tem seu ritmo, regras e decisões. Convivo com outras mães que como eu precisam trabalhar e vivem uma dificuldade enorme para encontrar alguém para deixar os filhos. E também compartilhamos de outras adversidades desse período que está se alongando demais.

O ano passado minha filha de 12 anos sofreu muito com a ausência da escola. Estudiosa que é, chorou muito a falta presencial. A ansiedade dela deu um salto. O caçula sequer assistiu as aulas virtuais porque eu estava trabalhando. Tive que ficar me desdobrando fazendo as atividades com ele a noite e final de semana. Na atividade que exerço não tenho como atender home office e conheço mães que estão atuando nessa modalidade que estão sobrecarregadas também. Na minha casa foram três pessoas diferentes que ficaram com eles num intervalo de 8 meses. Além de dias que eles tiveram que vir para meu trabalho ou ficar na minha irmã que já tem uma carga grande porque eu não tinha outra alternativa.

As justificativas das críticas da volta as aulas são contundentes, mas é preciso enxergar a realidade de muitas mães que precisam ser ouvidas também. Os professores e toda equipe escolar deveriam estar na linha de prioridade da vacinação. A defasagem desse longo período sem estudo deixará sequelas por muito tempo. Eu que já tive Covid também ainda sofro de sequelas dessa doença e sei bem como é danoso. Cada sequela com sua dor e resultados.

Nossa decisão dos nossos filhos retornarem para a escola foi unânime. Eles estão indo todos os dias. Temos ciência do risco e enfatizamos os cuidados que eles precisam adotar. Confiamos na instituição que eles estudam que está se esmerando na pratica dos protocolos sanitários. A alegria da minha filha contando as novidades das aulas cotidianas me dá tanta esperança e aplaca um pouco do receio que sinto apertar meu peito.

Tem sido difícil, os nós vão apertando e os laços enternecendo. Cada um sabe o que sente. Eu durmo e acordo com uma mistura de sensações e tento não esmorecer, é um exercício cotidiano de perseverança. Os desafios são grandes. Que nossa força também seja gigante para seguirmos adiante.

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publicado às 14:34

As emoções das crianças

por Ivone Neto, em 27.07.16

É impressionante como nossas emoções tem influência em nossa caminhada. Sentir faz toda diferença e aprender a lidar com as diferentes emoções é um desafio constante. Há dias que estamos mais sensíveis e isso pode acontecer por distintos fatores. Um encontro, uma despedida, acontecimentos que despertam alegrias, tristezas, raiva, saudades. Com as crianças não é diferente e conversar com elas sobre essas sensações é importante. Essa semana eu enfrentei crise de choro de saudade com a Isa e a reflexão do Arthur de que pode chegar a hora dele casar e sair de perto do colo e casa da mãe. Soluços, lágrimas, abraços, diálogos. E nossas emoções misturadas formam um cardápio desafiador. Com o tempero do amor como receita vou filtrando as lições e seguindo a aprendiz trilha maternidade.

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 Vencendo desafio do medo. E ela resolveu andar cavalo 

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E depois resolveu ir tirolesa. Coragem da minha menina 

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Em outro momento de despedida, a tristeza na expressão dela. Ela tá tendo que aprender a lidar com suadade e não tem sido fácil.

publicado às 19:39

Desafio: 3 filhos, 2 quartos, como transformar?

por Ivone Neto, em 16.02.16

As idades: Quase 22 anos, 8 anos e 4 quatros. Aniversários chegando. Esse ano eu vou sugerir que o presente escolhido seja o projeto dos quartos. Cada um precisa do seu espaço. A Isa de quase 8 não tem como dividir o quarto com a de 22 anos. Muita diferença de idade. E o comentário da Isa revela o principal entrave: “não posso ficar junto com a Buda, tem cheiro demais nesse quarto”. Sim, a mais alérgica da casa sabe bem das suas dificuldades com aromas.

 

Atualmente a Bruna ocupa o quarto maior e a ideia inicial seria transferir ela pro quarto menor que hoje é da Isa. E dividir o quarto maior em dois. Detalhe, o Arthur está no meu quarto e o pai no sofá, no andar térreo. Essa configuração não está dando certo. E até o pequeno anda questionando seu quarto. “Mãe quando vou ter meu quarto?” Tem horas que ele fala em bichos, outra super herói. Hoje, no carro, ele e Isa vinham conversando sobre a cor que vão pintar a porta e paredes. Interessante vê-los envolvidos assim. Agora vai porque eles estão empolgados.

 

Esse final de semana a Isa pesquisou quartos de irmãos na Internet e até escolheu um de menino e menina. A ideia dela é dividir o quarto com Arthur sem divisórias. Só que essa convivência tem conflitos na hora de brincar, escolher o desenho da TV, o Arthur pega os brinquedos dela, que fica estressada, enfim, eles brincam muito juntos, só que tem momentos que a Isa quer brincar sozinha com suas bonecas e imaginação, sem ninguém por perto. Acredito que essa divisão pode gerar mais conflitos do que aproximação nesse estágio que eles estão. Por outro lado, pode também ser uma oportunidade deles aprenderem com essa convivência no mesmo espaço. O pai é taxativo: “não dá certo!”

 

Tem ainda uma terceira solução que já cogitei antes. O quarto da Bruna no sótão. É um espaço que está sem uso, só que imagino que o custo será mais elevado já que tenho que fazer também um banheiro lá em cima. Já até pesquisamos decoração desse tipo de quarto e percebi que é uma possibilidade que podemos explorar bastante a criatividade, além do que, a Bruna teria mais privacidade já que os irmãos pequenos vivem invadindo seu quarto.

 

É uma meta para 2016. Só que primeiro precisamos definir o projeto e colocar mãos a obra! O começo é esse, refletir sobre as possibilidades, ouvir cada um, fazer orçamento, estudar o passo a passo...10956632_989538477723733_1313945670330717496_n.jpg

 

publicado às 12:01

Compromissos filha, compromissos mãe

por Ivone Neto, em 25.11.15

A Isa é muito dedicada com seus compromissos escolares. Amanhã tem evento do PROERD e ela fica ensaiando no banho, nas brincadeiras com suas bonecas e fica lembrando o horário: “mãe é quinta-feira às 10:00, você vai né?” Sim, eu vou Isa. Essa pergunta dela me vez lembrar um episódio da escola do pré da minha filha primogênita que hoje tem 21 anos. Fui à festa em comemoração ao Dia das Mães na escola e sai de lá com o coração despedaçado com o choro de uma menina pela ausência de sua mãe. Lembro que a professora tentava consolá-la dizendo que a mãe não tinha conseguido liberação no trabalho, no entanto, estava ali em pensamento e coração e que ela a amava muito. Olhei os olhos da Bruna brilhando ao me ver e as lágrimas da pequena menina ao fundo. E sabe aquele nó na garganta que nasce e te sufoca? Fui ao banheiro e comecei a chorar mesmo antes da apresentação.

A maternidade tem muitos desafios e conciliar as atividades não é tarefa fácil. No entanto, penso que falta sensibilidade em muitas empresas para compreender a necessidade das mães em estar presente na vida dos seus filhos em determinados momentos. Isso aconteceu há 17 anos e fico pensando em como essa cena pode estar se repetindo na vida de muitas crianças. Lembro também de ter ouvido de uma gerente de uma empresa que trabalhei quando me perguntou por determinada funcionária e eu respondi que tinha ido ao médico para consulta de pré-natal: “na gravidez já falta, imagine quando a criança nascer, é difícil”. É realmente difícil lidar com o turbilhão de acontecimentos da jornada maternal, exigem muito de nós mulheres como se fôssemos mulheres maravilhas, eu não tenho esse “super poder” para dar conta de tudo e penso que muitas mães também não. Querem que sejamos perfeitas e não somos. Vamos aprendendo com as diferentes situações. Só que compromisso escolar dos meus filhos é prioridade no meu calendário.


Já até ouvi em reunião escolar: “pra você é mais fácil porque trabalha por conta”. Foi uma escolha que fiz e assumo a dor e delícia de empreender e ter o privilégio da flexibilidade na minha agenda. É preciso responsabilidade, força e tantos outros elementos tangíveis e intangíveis para tocar empresa, família, casa e procurar tempo para, de vez em quando, curtir uma atividade só minha como caminhar, ler e ir ao teatro, o que, aliás, já planejei para primeira quinta-feira do mês 12/2015. Compromisso da Isa, compromisso da mãe, uma associação que faz muita diferença na sua vida. Amanhã às 10:00 estarei lá na plateia para assistir minha Isa e sua turma.

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 Isa na festa cultural da escola. Apresentando a Gibiteca Turma da Mônica de sua turma

publicado às 12:54

Cada fase é diferente

por Ivone Neto, em 15.12.10

A Isa está em uma nova fase. Chegou a hora de sair das fraldas. Toda mudança exige paciência, carinho e persistência para ensinar as crianças a vencerem os desafios. A saída da fralda é um deles e a minha pequena Isa e toda família está envolvida nesta tarefa.


Depois do choro inicial pedindo a fralda, do medo e desconforto de molhar a roupa, começamos a estimular com brincadeiras e o convite para imitar as amigas da escola e a irmã funcionou. E assim, lado a lado, passo a passo, fomos conquistando sua confiança.

Essa foi uma semana de avanços. Na hora do “xixi”, a Isa convida a irmã, o papai e a mamãe para ouvir o barulhinho e com um sorriso vitorioso dá o sinal do som. Claro que ela recebe aplausos, parabéns e muitos abraços e beijos. Ela já até fez o primeiro número “2” rsrsrs.

Estamos próximo da finalização dessa fase. Que bom dá adeus as fraldas!
Próximos ciclos virão. 2011 está chegando!

publicado às 21:34


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