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Meu Blog Maternidade. Aqui vou registrando meu aprendizado do cotidiano de mãe. Minhas percepções, desafios, emoções, acontecimentos e sensações únicas da minha jornada maternal. Tenho duas filhas e um filho, três sementes, frutos, presentes AMOR
O que meus filhos dizem, sentem, aprendem e praticam sobre os ensinamentos desta mãe maluca. Qual legado deixarei? Perguntas que recebi e me fez pensar na brevidade terrena e, ao mesmo tempo, sobre o que é ou ficará eterno. É uma construção que vai acontecendo todos os dias nesse exercício árduo e aprendiz que é a maternidade. Não sei se eles assimilaram o que ensino, espero que sim, reformulando de acordo com suas próprias vivências. Aqui algumas reflexões que pipocam a partir dessas questões:
Primeiro que não sou uma mãe perfeita. Ninguém é. Somos seres errantes e oxalá procuremos melhorar nessa linha do tempo vida. A certeza é de que sou uma MÃE que ama com todas as suas forças, muitas das quais até me surpreendem. Seguirei tentando, agora já ingressando no caminho da menopausa, a cuidar do simples jardim, do solo e das janelas que fazem moradas em meus sonhos.
Segundo. Sei que eles são diferenciais e que, embora eu enxergue alguns retratos meus em suas ações, eu os inspiro a viverem sua autenticidade. Façam suas escolhas baseadas naquilo que palpitam em seus corações. Por mais que o mundo dite padrões de isso ou aquilo, siga a tendência daquilo que te faz vibrar. Tem muita potência em ser FIEL aos seus princípios.
Terceiro: Tenham FÉ. Alimentem a espiritualidade na conexão divina cotidiana, seja na religião ou sem estar ligada a nenhuma. Deus habita no amor que é multiplicação em distintas formas: bondade, respeito, caridade, compaixão, humildade, perdão, paz, afeto e tudo aquilo que faz bem para a humanidade e que transforma e fortalece as relações. Eu enxergo Deus nos detalhes, nos sinais, nos anjos personagens e sou uma mãe que reza para que vocês sejam protegidos e encontrem esse refinamento da fé.
Quarto: Reconhecer os erros e transformar a lição em melhoria. Seja humilde para enxergar que errou porque todos nós erramos. Filhos, não permita que o erro paralise vocês, exercitem o aprendizado dos erros caminhando em frente com a convicção de que há possibilidades no horizonte da estrada. Cada passo importa.
Quinto: Honrem sempre seus ancestrais e suas origens. Valorizar de onde viemos é um alimento que te dá base para voar. Busquem a cura de feridas que latejam, libertem com o perdão e encontrem significado para transmutar. Tem um laço invisível que entrelaça as gerações e aquilo que plantarem será colheita futura. Eu seguirei sendo casa e árvore aqui e no plano vindouro.
Sexto: Bruna, Isa e Arthur, sejam firmes nas adversidades. E isso não quer dizer que vocês não possam demonstrar vulnerabilidade, sofrimento, tristeza e dor, que fazem e farão parte do enredo. É um ato de coragem revelar que sim somos humanos. Arthur você pode e deve chorar. Lembra do seu bisavô, o nosso vozinho. Despertem a força que mora em cada um de vocês e sigam nesse laço irmandade, um pelo outro. Cada um do seu jeito, acreditem e lutem para vencer os desafios e conquistar seus sonhos. Eu ainda estou nessa batalha. Há uma mágica que floresce de nossas atitudes. É fé em ação!
Sétimo porque nasci no dia 07. Em homenagem a Isa que ama listas, ao Arthur que como a mãe é apaixonado por futebol, a Bruna que é torcedora alegre no palco da vida, mesmo que não seja no esporte, embora já tenha acompanhado a mãe nos jogos do Palmeiras quando criança, deixo aqui um pedido para irmos juntos ao estádio do Palmeiras. Quero muito que vocês contemplem a energia vibrante que pulsa dessa mãe nesse lugar que me encanta e que eu extravaso minha emoção verde e branco. E espie que fui agraciada com 3 filhos de olhos azuis erverdeados, minhas cores favoritas. E aqui, finalizo com este item de uma lista que não escrevi no papel Isa, mas está escrita em minha alma, sobre desejos que pretendo realizar nas minhas próximas estações entre norte e sul global, e que com a graça de Deus, sejam muitas.
Bruna, Isa, Arthur, Peaches, Damian, Alise e os frutos da geração que virá, tenham PAIXÃO pela vida! Amo vocês até o infinito!
A quem me enviou as perguntas por e-mail, sim ainda utilizam esse formato e eu aprecio, não sei se respondi direito. Obrigada por me ler, sentir e perguntar a essa menina, mãe e avó que vos escreve neste blog. Sou grata pela conexão das letras.

Sobre amor, mãe, filhos, netos, vida, legado e gerações!
Cada pessoa é única. Esse diferencial é sagrado. Quando temos filhos acompanhamos de perto essa marca da diversidade no cotidiano e, claro, observamos também as semelhanças. Traços físicos, por exemplo, como o formato das mãos e pés. O modo como cada um caminha pela vida os diferenciam, a forma como cada filho lida com as situações também é distinta. Até o jeito de acordar difere. Isa acorda cedo, sorrindo. Arthur acorda dengoso, chorando, salvo raras exceções. Já a Bruna acorda querendo não levantar, sua cama tem certa magia.
A Isa faz muita amizade, é querida da sua turma da escola, embora tenha certa timidez em algumas ocasiões. Tem suas chatices também e quem a conquista ganha seu coração por toda vida, o contrário também. Seu abraço é especial, uma onda de carinho. Menina das águas que navega no mar da sensibilidade.
Bruna tem humor para rir com seus raros amigos e conserva algum silêncio e distância quando não se sente segura. Ela tem uma beleza especial que vai além, coisa de quem tem Vênus expansiva em sua essência e sede de aprendizado. Tão enigmática como sua Lua, raízes e asas.
Arthur já é espontâneo, autêntico, conversa com todos, abraça com leveza, tem humor refinado para sorrir com abundância (embora acorde “enjoado” é momentâneo), passa das lágrimas para gargalhadas em instantes, sua energia é vibrante para brincar e encantar. É mesmo menino Fogo!
Tão intenso perceber meus traços neles e saber que cada um tem um pouco dessa mistura que somos. É uma costura colorida como a colcha de retalhos de minha infância, tão lindos quanto o céu enluarado do sertão, tão imensos como a vastidão do mar, tão férteis como os campos de girassóis e tão infinitos como o AMOR.
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