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sobre ausência, saudades, vazio, plenitude

por Ivone Neto, em 16.11.18

Ontem a tarde a casa estava cheia. Barulho, risadas, bagunça na sala. Minha Isa, 10 anos, a instrutora da brincadeira. O primo João, o irmão Arthur, os amigos vizinhos Bia e Pedro. E a turma seguiu para piscina, água, sol, nuvens, mergulho. As mães conversando, o irmão lendo. O João foi ensaiando, primeiro as pernas, depois entrou de vez na piscina. Os pingos saltavam dos pulos do Arthur. E quando as nuvens densas e o vento retornaram na tarde do feriado e os lábios roxos surgiram decretamos a descida para os banhos quentes em casa. O Arthur resolveu ir com o João e tio Hique para dormir na casa da vovó Fátima. A Isa ficou um pouco mais e depois foi dormir na casa da amiga vizinha Lele. E ficamos, eu, o pai, o silêncio, o vazio e a saudade. Depois do banho, sentei na rede da varanda com meu amigo livro, sentindo o frescor da noite chegando. Na sala, no andar de baixo, meu marido assistindo ao jogo do seu time. Do céu nublado uma garoa fina nada primaveril. Depois dos capítulos, fechei o livro, os olhos e senti a plenitude da minha companhia. As letras, a história, as sensações, a gratidão do dia. Pensei na complexa e simples mistura da ausência e presença na jornada maternal. E no quanto o ciclo dos encontros e despedidas forma o enredo de nossas vidas. E eu e meu marido rimos juntos depois, de suas tiradas tão cheias de humor.

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publicado às 11:17

A Isa e o gosto por estudar

por Ivone Neto, em 31.10.18

Ela tira boas notas. Adora matemática. E acredito que as notas musicais colaboram nesse sentido. Ela também aprecia história e geografia. E diz que sua professora tem um jeito todo fascinante de explicar que cativa os alunos de sua sala. E gosta muito de português na produção de textos. “mãe nas gosto das regras gramaticais, são chatas”. Eu concordo. No entanto, ela ama a parte de ler e produzir textos. Admiro u fico toda orgulhosa com seu gosto pela leitura e sei que isso fará toda diferença em seu aprendizado. Esses dias ela chegou saltitante contando que a professora elogiou o texto que ela criou. Incentivar a criatividade dos alunos na produção de conteúdo é fundamental.

Minha menina das águas é também dos estudos. E eu fico sim toda orgulhosa com sua dedicação.

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Um dos seu livros favoritos.

 

publicado às 11:36

O lápis, a bola, as lições do Arthur

por Ivone Neto, em 30.10.18

É difícil sentar com ele para as lições. A bola é mais convidativa. A de verdade e a imaginária já que tudo em suas mãos tem o poder de se transformar em jogadores ou bola. O lápis, a borracha, o apontador. A cabeça da tartaruga ninja vira bola, a colher, o copo. A escova de dente no banheiro vira trave. O sabonete bola. O papel ele amassa e faz bola, as meias, as cartas do jogo da Isa viram jogadores. E por aí vai. Quando sentamos para fazer lição ele já faz uma expressão de aborrecimento. E ele cansa na primeira página. Não é atrativo. E por mais que seja necessário, eu fico com o coração apertado por as vezes ter se ser dura para que ele faça. Um pouco a cada dia e vamos seguindo, página a página. E assim vamos criando a disciplina de que tem que fazer. Até o pai que é avesso a escola, tem colaborado com a atividade que rende, não com capricho, mas sai e a comemoração dele quando termina é, como diz meu irmão Paulo, “sensacional".

 
Ele está no primeiro ano e sei que esse processo de adaptação com matérias, provas e trabalhos não é fácil. Tem que ser mesmo no passo a passo e respeito o seu jeito e ritmo diferente das meninas.  Vamos seguindo tentando encontrar formas para realizar as tarefas da escola.

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O menino Arthur clicado pelo tio Hique.

 

publicado às 13:46

O banho, o cheiro e a memória

por Ivone Neto, em 10.10.18

O cotidiano maternal é recheado de muitos momentos. Alguns são tão marcantes. A hora do banho dos meus três bebês é um dos que ficaram impregnados em meus sentidos. A Bruna adorava brincar na banheira, lembro dos seus olhos iluminados no banheiro pequeno. A Isa, minha menina das águas, amava o banho na banheira alta. O Arthur, o caçula, ainda hoje se diverte com os brinquedos na banheira. Fecho os olhos e sinto o cheirinho de bebê no ar. Os sentidos são mágicos.

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Amo essa foto do meu caçula Arthur clicada por minha primogênita que hoje está em estado de graça.

publicado às 20:05

As roupas que não servem, a menina que cresce

por Ivone Neto, em 20.09.17

Mãe eu sempre fui a menor da sala desde o pré. Eu respondo: Tudo bem filha ser pequena, eu fui até a faculdade. Isso nunca me incomodou, nasci pequena e segui assim. Sou a mais velha e menor dos irmãos e penso que dos primos (as) também. Hoje a Isa já está mais resolvida sobre isso, também como eu, minha Isa senta na carteira da frente da sala, por causa da altura e problema de visão. E nesse último quesito já lida com mais segurança com sua deficiência. Esse ano quando fui conversar com a professora sobre sua deficiência, ela me disse emocionada da sua desenvoltura na apresentação inicial do ano e de como falou com firmeza da sua deficiência visual. E, claro, eu fiquei muito emocionada.

E por ela ser pequena suas roupas duram bastante. Esse ano, ela deu uma esticada e muitas se perderam. Na verdade nem é perda porque doamos para a prima menor. Sim, aqui em casa o desapego é prática contínua. Fizemos uma limpa no guarda roupa e ela ficou quase sem nada. Hoje ela colocou um short e nós rimos juntas de como ele tá pequeno. E foi colocar o chinelo e ficou a metade dos pés pra fora. Teremos que comprar roupas e um novo chinelo para a primavera verão. Hoje ela usou meu chinelo e “ficou quase certinho mãe”. Sim, ela está crescendo. Minha menina das águas com sua sensibilidade refinada floresce na sua caminhada crescente.

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publicado às 17:05

sobre a saudade dos pequenos

por Ivone Neto, em 04.08.17

Quando olho as fotos deles pequenos bate sim uma saudade. Cada um nasceu em uma fase, cada gestação diferente e cada filho tem sido uma bênção na minha jornada aprendiz. Eles crescem, mas aquele cheiro de bebê fica cravado nas narinas. O sorriso, o sentar, engatinhar, andar, as gracinhas que tanto enternecem nossas vidas são memórias tão doces. Uma mãe é arrebatada por um amor tão intenso que não há medida, a não ser o infinito que se aproxime dessa intensidade atemporal. E cada dia ele tem a capacidade de evoluir.

A minha primogênita hoje tem 23 anos e suas asas nos pés a conduziram para longe e, no entanto, nossa proximidade é tão ímpar. Ela é enigmática por essência. Todas as noites ainda têm aquele cheiro e a oração, mesmo em telepatia.

Minha Isa, que parece nasceu ontem, acaba de completar 9 anos. E ainda canto a canção de ninar que criei para minha menina das águas, com sua elementar lua. Inteligente e especial por natureza, ela é o laço que conecta a tríade.

E para fechar, tem o menino Fogo de 5 anos, o nosso elemento surpresa cuja energia contagia toda família. Sua mágica alegria tem o dom de despertar sorrisos. O brilho do seu olhar reflete seu humor refinado com uma beleza tocante.

 

O amor por esse trio é base das minhas forças. E, mesmo naqueles dias em que o cansaço é extremo, em que a saudade aperta, em que a dor atormenta, eu agradeço entre risos e lágrimas, a dádiva de ser mãe de uma tríade tão sagrada. E que eu tenha o privilégio de seguir acompanhando os passos das minhas meninas e do meu menino.

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publicado às 19:50

As crianças e as emoções

por Ivone Neto, em 22.02.17

Tenho três filhos, duas meninas e 1 menino. Tá uma já é bem crescida, mas continuará sendo minha menina. Minha Isa, a do meio, é a mais sensível. O Arthur é forte até para lidar com as emoções. Esses dias ele chorou e me disse no colo: “mãe menino não pode chorar?” Eu respondi: Claro que pode filho, chorar é uma forma de lavar o coração para diminuir aquilo que estamos sentindo. Quando sentir vontade de chorar, chore sim e fale com a mamãe. E logo ele parou de chorar e disse: já passou e saiu saltitando para brincar.

Tenho refletido muito sobre como ensinamos tantas coisas e o quanto é importante dar atenção às emoções. Elas têm reflexos em nossa saúde. Somos conexão. E nós somos convocados a lidar melhor com nossas emoções nas relações que construímos. Em muitas situações do cotidiano enfrentamos dificuldades e como nos posicionamos diante delas é o que fará toda diferença. Como todas as mães, sinto um turbilhão de emoções pela jornada maternal e vou aprendendo cada dia com esses desafios.


Tenho conversado com a Isa sobre as emoções, ela que é minha menina das águas, tem sensibilidade aflorada. Em um episódio recente ela ficou bem triste e caiu em prantos. Ficou magoada sem entender a postura dos outros (as). E mesmo ela sendo pequena, tem apenas 8 anos, foi uma oportunidade de dialogarmos sobre como a atitude das pessoas é o que revela quem cada pessoa é. E que ao longo da sua caminhada ela vai sim ter que lidar com isso e ir filtrando quem é próxima de verdade e quem não é. Ela disse: “ah mãe eu amo tanto as pessoas e nunca vou deixar ninguém triste”

Ela se aconchegou em meu abraço e chorou. Eu disse, chora filha que a tristeza sai nas lágrimas, vai lavar sua alma. Logo vai passar. E também esqueça depois. Só devemos guardar aquilo que nos faz bem. Quando já estava mais calma ela disse: “mãe eu sempre vou ser amiga de verdade. Não quero deixar ninguém triste como fiquei." Sim, filha eu sei disso. Não fazer aos outros o que não queremos que façam conosco tem que ser prática constante. Depois que ela adormeceu, fiquei pensando em como sua amizade é valiosa. E que ela vai aprender cada vez mais que amigos verdadeiros são tesouros, daqueles a quem podemos chamar de irmão-amigo.

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os irmãos amigos, Isa e Arthur, no lugar que eles amam

 

publicado às 16:46

As emoções das crianças

por Ivone Neto, em 27.07.16

É impressionante como nossas emoções tem influência em nossa caminhada. Sentir faz toda diferença e aprender a lidar com as diferentes emoções é um desafio constante. Há dias que estamos mais sensíveis e isso pode acontecer por distintos fatores. Um encontro, uma despedida, acontecimentos que despertam alegrias, tristezas, raiva, saudades. Com as crianças não é diferente e conversar com elas sobre essas sensações é importante. Essa semana eu enfrentei crise de choro de saudade com a Isa e a reflexão do Arthur de que pode chegar a hora dele casar e sair de perto do colo e casa da mãe. Soluços, lágrimas, abraços, diálogos. E nossas emoções misturadas formam um cardápio desafiador. Com o tempero do amor como receita vou filtrando as lições e seguindo a aprendiz trilha maternidade.

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 Vencendo desafio do medo. E ela resolveu andar cavalo 

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E depois resolveu ir tirolesa. Coragem da minha menina 

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Em outro momento de despedida, a tristeza na expressão dela. Ela tá tendo que aprender a lidar com suadade e não tem sido fácil.

publicado às 19:39

O trânsito na manhã

por Ivone Neto, em 08.03.16

O trecho é curto. De 6 a 8 km no máximo. Torna-se longo pelo trânsito. Muitas pessoas saindo de casa no mesmo horário. Ando pensando seriamente em mudar essa logística. Vamos por um caminho alternativo ao principal, pelo bairro, observando da janela o movimento da manhã, ponto de ônibus cheio, Butantã, Pinheiros, Barra Funda, Alphaville, Centro Osasco, Vila Yara. Uns vão ao trabalho, outros estudar, e tantos outros compromissos. Escolas no caminho, mães, crianças, adolescentes, cachorros, mochilas. As motos seguem. O Arthur diz: “mãe quero andar na moto vermelha.” A Isa começa a cantar e o som das risadas inunda meu coração. O Arthur vibra porque passou cachorro do lado dele do carro (sim, rola umas brigas pelo lado do carro dependendo do cenário).  Toca uma música no rádio. Isa diz: que música feia. Arthur já começa dançar. Depois é o momento das caretas e eu entro na dança também. Tem que participar da vida.

O Pai, que está gripado, segue dirigindo, com aquele ar de “poucos amigos”, quando tosse ou espirra faz uma cara que assusta qualquer mortal. Ou, como diz minha amiga Carla, citando seu marido quando está simplesmente gripado “parece que está em estado terminal”. Gente, ninguém merece marido doente! A Bruna com seu fone de ouvido, escuta suas canções e segue contemplando o céu. De vez em quando as crianças a cutucam e ela responde com um sorriso. Vejo uma borboleta azul brincando nas flores amarelas e lembro de uma que vi no sítio.

 

Chegamos à primeira parada, escola do Arthur e ele desce animado, sorridente, cheio de energia. Depois casa tia Lane deixar a Isa que já chegou mostrando o tênis novo que comprou na promoção (só estava com um). “Mãe quando suja um tem que ter outro para usar”. Sim, seu argumento me convenceu e a vó Fátima foi com ela ontem comprar outro. Nem sempre dá pra lavar e secar rápido. Abraço apertado e até o final do dia. Até que enfim trabalho. Hoje demoramos 40 minutos.

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publicado às 11:28

Desafio: 3 filhos, 2 quartos, como transformar?

por Ivone Neto, em 16.02.16

As idades: Quase 22 anos, 8 anos e 4 quatros. Aniversários chegando. Esse ano eu vou sugerir que o presente escolhido seja o projeto dos quartos. Cada um precisa do seu espaço. A Isa de quase 8 não tem como dividir o quarto com a de 22 anos. Muita diferença de idade. E o comentário da Isa revela o principal entrave: “não posso ficar junto com a Buda, tem cheiro demais nesse quarto”. Sim, a mais alérgica da casa sabe bem das suas dificuldades com aromas.

 

Atualmente a Bruna ocupa o quarto maior e a ideia inicial seria transferir ela pro quarto menor que hoje é da Isa. E dividir o quarto maior em dois. Detalhe, o Arthur está no meu quarto e o pai no sofá, no andar térreo. Essa configuração não está dando certo. E até o pequeno anda questionando seu quarto. “Mãe quando vou ter meu quarto?” Tem horas que ele fala em bichos, outra super herói. Hoje, no carro, ele e Isa vinham conversando sobre a cor que vão pintar a porta e paredes. Interessante vê-los envolvidos assim. Agora vai porque eles estão empolgados.

 

Esse final de semana a Isa pesquisou quartos de irmãos na Internet e até escolheu um de menino e menina. A ideia dela é dividir o quarto com Arthur sem divisórias. Só que essa convivência tem conflitos na hora de brincar, escolher o desenho da TV, o Arthur pega os brinquedos dela, que fica estressada, enfim, eles brincam muito juntos, só que tem momentos que a Isa quer brincar sozinha com suas bonecas e imaginação, sem ninguém por perto. Acredito que essa divisão pode gerar mais conflitos do que aproximação nesse estágio que eles estão. Por outro lado, pode também ser uma oportunidade deles aprenderem com essa convivência no mesmo espaço. O pai é taxativo: “não dá certo!”

 

Tem ainda uma terceira solução que já cogitei antes. O quarto da Bruna no sótão. É um espaço que está sem uso, só que imagino que o custo será mais elevado já que tenho que fazer também um banheiro lá em cima. Já até pesquisamos decoração desse tipo de quarto e percebi que é uma possibilidade que podemos explorar bastante a criatividade, além do que, a Bruna teria mais privacidade já que os irmãos pequenos vivem invadindo seu quarto.

 

É uma meta para 2016. Só que primeiro precisamos definir o projeto e colocar mãos a obra! O começo é esse, refletir sobre as possibilidades, ouvir cada um, fazer orçamento, estudar o passo a passo...10956632_989538477723733_1313945670330717496_n.jpg

 

publicado às 12:01


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