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Encerrar o capítulo ano

por Ivone Neto, em 21.11.25

O ciclo letivo é semelhante no calendário e diferente na forma que cada um encerra. Dias derradeiros da escola, as férias acenando no horizonte e para muitas mães o início de um período desafiante. As férias dos filhos nem sempre coincidem com a das mães que trabalham. E ainda que algumas consigam planejar pelo menos parte, viajar nem sempre é possível diante do orçamento familiar. A primeira e melhores férias estão no enrendo de um caderno que estou escrevendo a conta gotas,  um presente que ganhei no Dia das Mães deste ano corrente: “mãe me conta sua história.”

Tem sido um exercício reflexivo responder a cada pergunta e talvez até por isso eu tomo um fôlego a cada página. Algumas questões fogem totalmente da minha realidade e outras aguçam minhas recordações num turbilhão de cenas que avivam memórias. Uma das lembranças que acordei pensando hoje foram as celebrações de encerramento do ano da Raio de Luz, onde meus filhos estudaram o período do maternal ao pré-escolar. Quanta emoção em sentia em vê-los junto na data especial com a turma, professora e toda equipe da escola.

Agora, já adolescentes, essa fase das apresentações escolares virou capítulo e a mãe babona virou “mico.” Preciso resgatar algumas fotos para colar nas páginas do caderno que sim irei finalizar para retornar ele totalmente completo para a filha Elo Sagrado guardar no seu baú de memórias ou na prateleira dos seus livros. Tem trechos que é especificamente sobre a Isa e que vou ter que reproduzir para os outros dois que completam minha tríade. Um registro com minha letra garrancho, sorrisos e lágrimas, porque tenho sim me emocionado com essa escrita que revela a passagem ligeira do tempo. Minha primogênita enigmática já é mãe de uma tríade, eu sou avó, meu caçula afeto já tem 13 anos, logo mais 14 e minha menina livreira já tem 17 e logo mais 18 anos. Meus cabelos brancos pipocam.

As mudanças que acontecem a cada ano revelam a força da transformação. Nunca somos os mesmos que iniciamos janeiro. Nem os filhos, nem as mães. Quando digo que sinto saudades deles crianças é porque as sensações como os cheiros que habitam minha pele seguem ecoando. Em nosso colo sentíamos que eles estavam seguros e sim temos medo deles sofrerem, mas isso é inevitável. Nós também sofremos. Eles vão se decepcionar, errar, cair e que tenham sabedoria para levantar e recomeçar, assim como tantas vezes nós fizemos. E cada um fará do seu jeito. Ensinar da nossa forma não significa que eles vão aprender da maneira que desejamos, e tudo bem porque eles são pessoas distintas, vivem em outros contextos e vão construir suas próprias histórias. Aconselhar e tentar corrigir é nossa missão. Como eles irão assimilar e praticar é outra coisa.

O tempo não volta, o que permanece vivo é o que importa. Caminho para encerrar 2025 selecionando as estações da estrada de saudades que sou. Na bagagem leve do ano, minha fervorosa prece por saúde para seguir acompanhando os passos de cada ciclo de Bruna, Isa, Arthur, Peaches, Damian, Alise e invocando as bênçãos divinas para minha geração. Estamos nos preparando para embarcar para as férias no Norte Global e já sinto o palpitar da alegria para contemplar meus filhos reunidos de novo. Presença é o melhor presente do Natal e de todos os momentos. Se tem um desejo que lateja no coração dessa mãe que sangra, é que minha tríade cultive o laço Irmandade com amor em todos os capítulos de suas vidas. Ainda que morem distantes, a proximidade deles é sagrada.

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Que a bênção do Menino Jesus Cristo esteja na casa que somos.
Feliz Natal para todas as Mães e famílias do Mundo.

publicado às 10:03

Acredita e luta

por Ivone Neto, em 31.10.25

O que meus filhos dizem, sentem, aprendem e praticam sobre os ensinamentos desta mãe maluca. Qual legado deixarei? Perguntas que recebi e me fez pensar na brevidade terrena e, ao mesmo tempo, sobre o que é ou ficará eterno. É uma construção que vai acontecendo todos os dias nesse exercício árduo e aprendiz que é a maternidade. Não sei se eles assimilaram o que ensino, espero que sim, reformulando de acordo com suas próprias vivências. Aqui algumas reflexões que pipocam a partir dessas questões:

Primeiro que não sou uma mãe perfeita. Ninguém é. Somos seres errantes e oxalá procuremos melhorar nessa linha do tempo vida. A certeza é de que sou uma MÃE que ama com todas as suas forças, muitas das quais até me surpreendem. Seguirei tentando, agora já ingressando no caminho da menopausa, a cuidar do simples jardim, do solo e das janelas que fazem moradas em meus sonhos.

Segundo. Sei que eles são diferenciais e que, embora eu enxergue alguns retratos meus em suas ações, eu os inspiro a viverem sua autenticidade. Façam suas escolhas baseadas naquilo que palpitam em seus corações. Por mais que o mundo dite padrões de isso ou aquilo, siga a tendência daquilo que te faz vibrar. Tem muita potência em ser FIEL aos seus princípios.

Terceiro: Tenham FÉ. Alimentem a espiritualidade na conexão divina cotidiana, seja na religião ou sem estar ligada a nenhuma. Deus habita no amor que é multiplicação em distintas formas: bondade, respeito, caridade, compaixão, humildade, perdão, paz, afeto e tudo aquilo que faz bem para a humanidade e que transforma e fortalece as relações. Eu enxergo Deus nos detalhes, nos sinais, nos anjos personagens e sou uma mãe que reza para que vocês sejam protegidos e encontrem esse refinamento da fé.

Quarto: Reconhecer os erros e transformar a lição em melhoria. Seja humilde para enxergar que errou porque todos nós erramos. Filhos, não permita que o erro paralise vocês, exercitem o aprendizado dos erros caminhando em frente com a convicção de que há possibilidades no horizonte da estrada. Cada passo importa.

Quinto: Honrem sempre seus ancestrais e suas origens. Valorizar de onde viemos é um alimento que te dá base para voar. Busquem a cura de feridas que latejam, libertem com o perdão e encontrem significado para transmutar. Tem um laço invisível que entrelaça as gerações e aquilo que plantarem será colheita futura. Eu seguirei sendo casa e árvore aqui e no plano vindouro.

Sexto: Bruna, Isa e Arthur, sejam firmes nas adversidades. E isso não quer dizer que vocês não possam demonstrar vulnerabilidade, sofrimento, tristeza e dor, que fazem e farão parte do enredo. É um ato de coragem revelar que sim somos humanos. Arthur você pode e deve chorar. Lembra do seu bisavô, o nosso vozinho. Despertem a força que mora em cada um de vocês e sigam nesse laço irmandade, um pelo outro. Cada um do seu jeito, acreditem e lutem para vencer os desafios e conquistar seus sonhos. Eu ainda estou nessa batalha. Há uma mágica que floresce de nossas atitudes. É fé em ação!

Sétimo porque nasci no dia 07. Em homenagem a Isa que ama listas, ao Arthur que como a mãe é apaixonado por futebol, a Bruna que é torcedora alegre no palco da vida, mesmo que não seja no esporte, embora já tenha acompanhado a mãe nos jogos do Palmeiras quando criança, deixo aqui um pedido para irmos juntos ao estádio do Palmeiras. Quero muito que vocês contemplem a energia vibrante que pulsa dessa mãe nesse lugar que me encanta e que eu extravaso minha emoção verde e branco. E espie que fui agraciada com 3 filhos de olhos azuis erverdeados, minhas cores favoritas. E aqui, finalizo com este item de uma lista que não escrevi no papel Isa, mas está escrita em minha alma, sobre desejos que pretendo realizar nas minhas próximas estações entre norte e sul global, e que com a graça de Deus, sejam muitas.

Bruna, Isa, Arthur, Peaches, Damian, Alise e os frutos da geração que virá, tenham PAIXÃO pela vida! Amo vocês até o infinito!

A quem me enviou as perguntas por e-mail, sim ainda utilizam esse formato e eu aprecio, não sei se respondi direito. Obrigada por me ler, sentir e perguntar a essa menina, mãe e avó que vos escreve neste blog. Sou grata pela conexão das letras.

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Sobre amor,  mãe, filhos, netos, vida, legado e gerações!

publicado às 10:59

Jovem avó

por Ivone Neto, em 21.02.25

Daqui 2 semanas completarei 50 anos. Eita tempo ligeiro. Quando digo que sou avó algumas pessoas se espantam. “Já? Nem parece.” Entendo como elogio e agradeço. Os cabelos brancos pipocam aqui e a menopausa dá os sinais e estou pronta para o novo ciclo. E sim sou avó da tríade da minha primogênita. Eles moram no outro continente e a saudade lateja todos os instantes. Eu amo ser avó de Peaches, Damian e Alise. Preciosa, Alegria e Menina Luz. Todos da Lua Crescente.

Estive presente no nascimento da Alise que tem 2 meses. Foram 40 dias de muito afeto aquecendo o inverno nevado. Estar longe é dolorido sim, mas é tão incrível nossa sintonia cultivada no tempo que estamos juntos. Ser avó me trouxe uma sensação de continuidade, coisa de gente doida, já me disseram. Sim, sou maluca de nascença. Os tataranetos da minha Vozinha que mês que vem completará 100 anos, que ela teve a alegria de conhecer em vida.

Conexão que vai entrelaçando gerações, lugares e personagens, no movimento migratório. Do sertão ao mar enlaçando origens e voos, chegadas e partidas. Pernambuco, São Paulo, Osasco, Estados Unidos. Sim meus netos são americanos. Na roça de vozinha é a Estrela Dalva, lá nasce a Polar. Na distância continental o céu nos aproxima nas preces, no vento que sopra saudade e nas vivas memórias afetivas.

Aprendi a ser casa mesmo estando na estrada, com as Marias avós e mãe. Eu sou muito grata pela presença das avós em minha vida. Madrinha e avó paterna que já fez sua passagem e que tanto amor me ensinou. Pequena grandiosa Cotinha. Vozinha, a Maria que todos chamam de Joaninha, a matriarca dos Netos, nosso sobrenome vem dela que está pronta para celebrar 1 século. Mulher fortaleza de fibra e fé. Minha mãe, a filha mais velha, é uma avó generosa que espalha dedicação na sua simplicidade.

Eu sou a filha e neta mais velha, assim como Bruna, primeira filha, neta e bisneta. Assim como Peaches, filha, neta, bisneta e tataraneta. Somos gente que ama e nossa proximidade é sagrada. Somos abençoadas e agradeço a Deus por esse laço de sangue e amor. Que eu tenha muita saúde para acompanhar o crescimento da minha tríade de filhos e netos e partilhar momentos que se tornam eternos na lembrança. Sou orgulhosamente uma jovem avó. 20250221_152828.jpgMinha tríade de netos. Quanta bênção. Gratidão Deus!

publicado às 18:30

Não dou conta, vou tentando

por Ivone Neto, em 22.11.24

Esses dias ouvi: “Quero um dia ser uma mãe desapegada como você.” Talvez eu nem seja tanto assim porque também escuto o oposto: “admiro como você é uma mãe dedicada para seus três filhos, eu não daria conta.” Diria que eu danço entre os extremos e busco um equilíbrio que inexiste na totalidade na jornada maternal. Somos uma Mãe em construção e as mudanças dos nossos ciclos e dos filhos são permanentes.

A primeira frase em resposta as viagens sozinhas dos filhos. A Elo foi esses dias para Aracaju, o caçula foi em julho e irá novamente mês que vem passar férias no sertão pernambucano, a primogênita mora no outro continente e eu viajarei em breve para o nascimento da baby menina, que completará sua tríade, igual a mãe aqui. Sou mãe e avó da dupla tríade, como diz o Galvão: haja coração! Os sacrifícios, demandas, alegrias, dores e amores dessa caminhada maternidade são desafiantes.

A segunda frase sobre minha ida para amparar minha primogênita. A sequência da conversa, como eu consigo conviver com essa saudade da filha e netos, como eu vou aguentar ficar longe dos outros dois durante esse tempo...respostas que não tenho e que vou desenhar no decorrer dos dias vindouros...um olhar lacrimejante junto das palavras amigas me abraçou. Tão bom se sentir tocada por quem te compreende. Eu vou tentando dar conta, eu sangro, eu choro, eu dou muita risada e mergulho no afeto.

Tem muita cobrança de todos os lados sobre a maternidade. Isso é certo, isso é errado, tem que fazer dessa forma, tem que dar atenção a tudo, ser a Mãe Maravilha impossível, escola, alimentação, brincadeiras, passeios e várias receitas prontas que não cabem na vida das mães, podem até orientar, mas cada fase é vivenciada de modo diferente, porque somos singulares embora semelhantes em algumas circunstâncias. Teu jeito e teu colo são únicos, o colo de minha mãe é um, da tia outro, do irmão e irmã, da avó outro ...

Não há características para definir tudo. Ainda que muitas palavras sirvam para nomear isso ou aquilo, nem a soma de várias será capaz de equacionar a dimensão da maternidade. Tenho aversão a rótulos. Eles querem enquadrar tudo em um formato. Padronizar o que não tem como se encaixar em tabelas rígidas. A elasticidade da maternidade é infinita e cada mãe vai enfrentando e aprendendo com os desafios. O que realmente necessitamos é mais respeito, acolhimento e empatia.

Onde encontro apoio? Na partilha com outras mães. Nesse espaço de troca que fortalece essa árdua e incrível estrada. Hoje mesmo é um dia para praticar uma vivência com mães amigas, num encontro despedida que vai me aquecer com o amor sul global para levar na bagagem para o inverno do Norte que me espera. Estou pronta para essa nova travessia? Não. Tenho a coragem para ser ponte e embarcarei inspirada por Coríntios 13:13: “Estas três coisas continuam para sempre: fé, esperança e amor. E o maior deles é o amor."

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benção dos colos, das mães, tia e avós

publicado às 10:45

Os netos no sertão

por Ivone Neto, em 26.06.24

Eles do Norte, carregam no DNA o afeto do Sul. Peaches e Damian, meus netos americanos, conheceram sua tataravó em maio deste ano e foi histórico. Eu, a primeira neta de Vozinha com 49, nossa Senhora avó com 99 anos. Sua bisneta Bruna com 30, Peaches 5 e Damian 3. Encontro de gerações. Vivenciamos aquilo que tenho a honra de testemunhar: Sim, o Sertão é o Mundo. E ele habita em sua gente. Onde quer que nossos passos caminhem, nossas raízes seguem palpitando no espírito.

Admirável a interação deles com o universo do sertão. Damian e Peaches cavalgaram, correram atrás das galinhas no terreiro, andaram pelas veredas até o açude, brincaram na rede do alpendre, comeram bem as delícias do fogão a lenha, observaram o céu mais lindo do planeta salpicado de estrelas próximas, partilharam afeto com os primos, tios e tias. Encantaram todos com os abraços carinhosos e “a fala diferente.” Aprenderam o Oxe, Eita e levaram na bagagem tanto amor.

Foram os melhores dias dos últimos tempos. Eles estão tatuados na nossa saudade e na força das recordações e na reza de vozinha que segue nos abençoando. Sou muito grata por pertencer aos Netos, por toda simplicidade, alegria, generosidade e gratidão com que somos recebidos cada vez que cruzamos a porteira do sítio. É um bálsamo sentir-se em casa. Peaches e Damian, ainda que pequenos, foram tocados por essa imensidão de amor.

As fotos registraram algumas cenas. Retratos preciosos de uma viagem inesquecível. As orações de vozinha atravessam fronteiras e nos enlaçam, fecho os olhos e as sinto tocando minha alma na leveza da brisa matinal. As minhas rezas cruzam o Atlântico e estão por lá nas borboletas e janelas que descortinam o verde do jardim e quintal.
Somos estradas de saudades. Somos laços que multiplicam afetos.20240514_155208.jpgAté outro dia Sertão. Voltaremos com a graça de Deus!

publicado às 13:59

Presença de vó

por Ivone Neto, em 24.03.16

Quarta-feira. Ela acordou às 5:00. Antes das 6:00 já estava em seu trabalho, sempre desempenhando suas funções imprimindo seu melhor. Nunca ouvi minha mãe reclamar do trabalho. Saiu às 14:00, passou rápido em casa e seguiu para outra cidade para buscar o neto. Dois ônibus, mais de 2 horas para chegar ao destino. Chegou ao ponto final e não o encontrou. Eu tentei comunicação com alguém da família sem sucesso. Ela foi perguntando aqui e ali para ver se conseguia localizar a casa, chegou à creche e já estava fechada. Novamente indagou a alguém na rua sobre o possível local, só sabia o bairro, não tem nome de rua. Rodou por mais algumas ruas e chegou a uma igreja. Já cansada, me ligando para ver se eu tinha conseguido algum contato. Nada. Ela não queria voltar para trás sem o neto. Passou uma senhora e ela perguntou novamente e eis que era uma vizinha da outra avó. Sim, acredito em mensageiros divinos. Deus nunca desampara quem tem fé. E ela conseguiu chegar. O Gu já estava melhor (ele estava vomitando por isso não conseguiu ir encontra-la no ponto final do ônibus). Já era 18:30 quando eles enfim, foram para o ponto de ônibus para voltar para Osasco. Chovia e sei que ela estava exausta. Chegaram em casa perto das 21:00. E sei que minha mãe dormiu como anjo.

Tenho uma mãe sensacional, como diz meu irmão Paulo. Aprecio esse adjetivo “sensacional”. Talvez seja porque, além de tocante, tudo que é ilimitado tem conexão com o que eu sinto como sensacional. É, penso que sentir seja a palavra certa para dizer o que significa. É aquilo que não tem explicação logica, é puro sentimento.

Minha mãe é grandiosa em revelar nas suas ações retratos do mais puro AMOR. Oração em forma de atitudes. Ter heróis vivos em nossa trajetória é mesmo inspirador. Minha mãe é uma heroína.

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publicado às 10:57


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