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Meu Blog Maternidade. Aqui vou registrando meu aprendizado do cotidiano de mãe. Minhas percepções, desafios, emoções, acontecimentos e sensações únicas da minha jornada maternal. Tenho duas filhas e um filho, três sementes, frutos, presentes AMOR
Fico pensando que se o dia tivesse 48 horas, ainda assim teríamos a impressão de que faltaria tempo para todas as atividades, tamanha é a carga das nossas demandas. Sufocadas pela rotina sobrecarregada muitas mulheres estão sendo afetadas pelo burnout. Chegam no esgotamento mental que adoecem. Eu já conversei com tantas mães e notei pelo olhar, fala e gestos, o cansaço exalando. Muitas falando da culpa que sentem por não conseguirem realizar tudo. Conciliar esse mix é complicado e vamos sendo corroídas por medo, culpa, estresse...
Quantas mães depois de enfrentar uma noite mal dormida se levantam cedo para levar a criança na creche e seguir para o trabalho, mesmo o corpo pedindo sono e descanso? Quantas delas são sozinhas nessa tarefa da educação e cuidado com os filhos? Algumas porque realmente não tem companheiro e outras que, mesmo tendo, não contam com essa participação. Salvo algumas exceções, ser Pai é menos árduo que ser Mãe já que o peso maior está em nossos ombros, aliás, em todo corpo.
Uma das situações que vivi retrata bem o que muitas de nós passamos. Certa vez, o ramal da minha colega de sala do trabalho tocou e eu atendi, avisei ao superior do outro lado da linha que ela chegaria mais tarde por conta consulta de pré-natal. Fui levar o contrato do imóvel que ele solicitou e ao me aproximar ouvi sua fala com o outro diretor: “é assim na gravidez, quando a criança nasce é licença e depois vem pediatra, criança que adoece e outros etcs.”
A funcionária a que ele se referia marcava suas consultas no primeiro ou último horário do dia para atrapalhar o mínimo possível o expediente. Quantas mulheres são discriminadas na busca por emprego pelo fato de serem mães? Eu já trabalhei com muitas mães em equipes e nunca conheci profissionais mais comprometidas. Quantas mães não contam com rede de apoio e acabam abandonando seus projetos?
Existe uma pressão de que é função da mãe ser essa “mulher maravilha.” Nos cobram êxito em tudo. Não sei vocês, mas eu não dou conta de ser esse algoritmo da perfeição. Há uma cobrança algoz para sermos excelentes na profissão, na maternidade, nos padrões de beleza, para estarmos sempre exalando felicidade e etcs. Até um robô daria pane com tanta coisa. O sistema entraria em colapso!
Para não colapsar na minha agenda tenho estabelecido pausas dentro dos corres. Atualmente eu tenho o privilégio de trabalhar mais próximo de casa e flexibilidade no expediente. Na pauta tenho trabalho, casa, escola, futebol do caçula e as variáveis que surgem no caminho. O desafio é intercalar o meu cuidado dentro desse enredo. Tenho me esforçado para ampliar as frequências da caminhada, momentos para ler, idas ao clube de livros e o encontro mensal com amigas, sem marido e filhos. Ainda que eu falhe porque imprevistos acontecem, minha meta contínua é ter disciplina com o meu essencial tempo.
E você tem se colocado como prioridade? Sei que é difícil, principalmente para a maioria de nós mulheres/mães. Diante de tanta falta, ser presença para si é um ato de coragem e uma conquista de poucas, mas não deveria ser assim. Esse meu momento de escrita, por exemplo, é uma pausa sagrada para registrar essas percepções que pipocam aqui dentro e que sei são vivenciadas por tantas. Cada uma com seu diferencial, vamos nos encontramos nessa pluralidade da partilha de dores e afetos.

Os passos que rezam e as folhas da caminhada
O resultado das eleições está consagrado pelas urnas. Nosso sistema eleitoral é ágil e credível, um exemplo para o mundo. O país está dividido, é o que ouvimos. Temos dois lados bem diferentes, ouço com frequência. Vivemos em uma Democracia e que continuemos assim. É preciso aceitar as diferenças e, infelizmente, uma parcela de eleitores do que foi derrotado, segue agindo de forma truculenta e incentivando a violência entre todos.
Em todos os ambientes e nas escolas têm acontecido episódios temerosos, reflexo do que eles estão convivendo em suas casas, igrejas e comunidades. O episódio a seguir ilustra bem:
Dia 31 de outubro, Dia das Bruxas e do Saci, as crianças e adolescentes puderam ir fantasiados para a escola para brincar o Halloween (foi um convite da escola e a participação foi voluntária). Uma criança de 12 anos disse a minha filha de 14: “estou fantasiado de assassino do Lula e quero mesmo matar ele.” Ela saiu de perto, como tem feito sempre. Ela tem me contado que muitos meninos estão agindo de forma intolerante. Isso tem afastado muito os alunos e corroendo o ambiente estudantil.
A fala dessa criança ou, pré-adolescente, como eles gostam de ser chamados, diz muito sobre o comportamento da sua família. Fico refletindo em como as crianças e os jovens estão sendo impactados com essa postura hostil. Esse derby eleitoral escancarou de modo contundente o quanto é perigoso e doentio o preconceito religioso, social, racial, regional, linguístico e todas as discriminações que diminuem o respeito e ampliam a violência.
Ficam as perguntas para os pais desse e tantos outros:
O diferente deve ser eliminado? Ou devemos respeitar as diferenças?
Devemos promover o ódio? Ou nos esforçar para a Paz nas relações?
Qual o caminho você escolhe?

Corria o ano de 2018, meu filho Arthur brincava na área do parquinho no condomínio que ainda moro. Ele estava no balanço e fui chamá-lo para entrar. Tinha uns 4 garotos contando com meu caçula. Ao me aproximar ouvi outro garoto que aparentava ter entre 7 e 8 anos dizendo em alto som: “tomo mundo que vota na Dilma deve ser morto, disse meu pai e o pastor.” Eu peguei Arthur pela mão e sai de perto. Ele assustado ao entrar em casa perguntou: “mãe porque odeiam tanto essa mulher?” Difícil explicar para meu filho que tinha 6 anos em 2018 o tamanho do ódio que destilam contra as mulheres e que vivíamos um ambiente político cruel. Lembro de tê-lo abraçado com um nó na garganta e dizer que esse tipo de comportamento odioso é muito ruim para todos.
Corre o ano de 2022 e ao ouvir um comentário na TV sobre propaganda política, Arthur me disse: “Mãe cuidado para quem você diz seu voto porque podem te machucar.” Meu filho tem 10 anos. Eu sentei com ele no sofá e disse: “Eu sei filho e tenho plena consciência de quem eu sou, do que sinto, do que faço e para quem e porque eu voto. Irei me proteger.” Uma criança com 10 anos e com essa percepção de quem desde a eleição passada vê outras crianças apontando “arminha” ...Ele que é tão Afetuoso teme que eu sofra violência ...Uma criança de 10 anos já tem noção do que é violência política especialmente contra mulher...
Arthur que tem Mãe e irmãs que tentam ensinar ele a agir diferente, mesmo ele presenciando atitudes tão desumanas e criminosas de preconceito por toda parte. Triste e desafiante. É uma situação que exige de nós muito esforço para evidenciar o quanto o respeito nas relações é vital.
O que mais procuro ensinar: Aprendam sempre, questionem e respeitem as diferenças. A diversidade é uma dádiva. Eu tenho orgulho da Mãe que sou e dos filhos que tenho. Sei que sou falha e que estou sempre em construção, mas uma certeza me acompanha hoje e sempre: O Amor é o caminho.
Eu tenho chorado Rios e anseio por navegar em novos Mares de Esperança!

Desconheço a autoria da foto com o texto sobre o ódio que está nesta colagem de fotos minhas. Recebi de uma amiga. Te convido a aceitar o esforço do Amor.
Quem já passou por uma situação de forte estresse e percebeu alteração em sua saúde? Aposto que muitas pessoas. Dor de cabeça, nas costas, no estômago e outras queixas são algumas delas. Embora sejam sintomas similares, cada um sabe aquilo que sente e os sinais do corpo soam como alertas. O que posso afirmar é que, seja um acontecimento pontual ou uma sequência de situações estressantes que vão se acumulando, os danos à saúde afetam a qualidade de vida. Digo isso por experiência própria, pelo histórico da úlcera severa que já tive, pelas pedras nos rins somatizadas, pela taquicardia e etccccc.
Claro que alguns acontecimentos fogem da nossa alçada, é a forma como aprendemos a lidar com eles que fará diferença. Procurar auxílio para enfrentar esses momentos é fundamental. É tão cruel ouvir que sua dor é sinal de fraqueza e, infelizmente, é comum essa fala: “você precisa reagir, ser forte.”
Quem determinou que precisamos ser fortes o tempo todo?
Até quando vamos permitir que a pressão de tantas demandas nos sufoquem?
Até quando vamos seguir relevando aquilo que internamente nos incomoda?
Quando iremos ter a coragem de finalizar ciclos?
Quando teremos a coragem de implementar aquela mudança tão sonhada?
Essas questões e tantas outras pipocam no universo de muitas mulheres. As cobranças se agigantam por todos os lados. E precisamos estar atentas para não se deixar enjaular pelos padrões ditados de tantas formas pela sociedade. E olha que até a jaula pode ser padronizada, embora seja muito mais algoz a violência para algumas mulheres, pauta para tantos debates cotidianos.
Ouça você, soa a voz da brisa maresia em meus sonhos. Escute seus sinais. Reservar um tempo para si não é pecado. E até a culpa para isso as vezes surge em roda de conversas. É impressionante a carga de cobranças em cima das mulheres.
Se trabalha fora sente-se culpada por não dedicar tanto tempo aos filhos
Se fica em casa com as crianças e se desdobra nas atividades do lar, ainda costuma escutar a frase: ”você tem tempo para fazer as coisas porque não trabalha.” Como não???
Se decidiu tirar um tempo para si e família também escuta: “vai ficar defasada do mercado e terá dificuldade de retornar.”
Se tem 1 filho escuta aquela frase carregada de maldição: “quem tem 1 não tem nenhum”. Gente eu já ouvi isso quando tinha apenas minha filha primogênita.
Se não tem filho por escolha própria vive sendo indagada: “quando vai ter filho? Já passou da hora, vai ficar velha para engravidar”
Cortar vínculos é libertador. Mais uma vez digo por experiência própria. Ter contato com a parte da família que presta porque a parte que não presta tem e em todas que conheço. E isso vale para outros relacionamentos também.
Gente é tanta cobrança e preconceito aparentes e outros nas entrelinhas. Ligar o Foda-se de vez em quando é necessário. Tanto quanto procurar ajuda para alinhar a energia dos chakras, corpo, mente e espírito. É um caminho e cada passo é relevante. É preciso acolher a si mesmo e respeitar seus limites. Estou nesta caminhada e tenho tido uma colaboração preciosa da AW7 Bem-estar. É por isso que indico confiante a profissional Alessandra Francini Weimer de Godoi. Aliás, deixo aqui o serviço com seu telefone (11) 98141-2146.

Ao querer abraçar o mundo devemos lembrar de nos abraçar também.
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