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Meu Blog Maternidade. Aqui vou registrando meu aprendizado do cotidiano de mãe. Minhas percepções, desafios, emoções, acontecimentos e sensações únicas da minha jornada maternal. Tenho duas filhas e um filho, três sementes, frutos, presentes AMOR
O ciclo letivo é semelhante no calendário e diferente na forma que cada um encerra. Dias derradeiros da escola, as férias acenando no horizonte e para muitas mães o início de um período desafiante. As férias dos filhos nem sempre coincidem com a das mães que trabalham. E ainda que algumas consigam planejar pelo menos parte, viajar nem sempre é possível diante do orçamento familiar. A primeira e melhores férias estão no enrendo de um caderno que estou escrevendo a conta gotas, um presente que ganhei no Dia das Mães deste ano corrente: “mãe me conta sua história.”
Tem sido um exercício reflexivo responder a cada pergunta e talvez até por isso eu tomo um fôlego a cada página. Algumas questões fogem totalmente da minha realidade e outras aguçam minhas recordações num turbilhão de cenas que avivam memórias. Uma das lembranças que acordei pensando hoje foram as celebrações de encerramento do ano da Raio de Luz, onde meus filhos estudaram o período do maternal ao pré-escolar. Quanta emoção em sentia em vê-los junto na data especial com a turma, professora e toda equipe da escola.
Agora, já adolescentes, essa fase das apresentações escolares virou capítulo e a mãe babona virou “mico.” Preciso resgatar algumas fotos para colar nas páginas do caderno que sim irei finalizar para retornar ele totalmente completo para a filha Elo Sagrado guardar no seu baú de memórias ou na prateleira dos seus livros. Tem trechos que é especificamente sobre a Isa e que vou ter que reproduzir para os outros dois que completam minha tríade. Um registro com minha letra garrancho, sorrisos e lágrimas, porque tenho sim me emocionado com essa escrita que revela a passagem ligeira do tempo. Minha primogênita enigmática já é mãe de uma tríade, eu sou avó, meu caçula afeto já tem 13 anos, logo mais 14 e minha menina livreira já tem 17 e logo mais 18 anos. Meus cabelos brancos pipocam.
As mudanças que acontecem a cada ano revelam a força da transformação. Nunca somos os mesmos que iniciamos janeiro. Nem os filhos, nem as mães. Quando digo que sinto saudades deles crianças é porque as sensações como os cheiros que habitam minha pele seguem ecoando. Em nosso colo sentíamos que eles estavam seguros e sim temos medo deles sofrerem, mas isso é inevitável. Nós também sofremos. Eles vão se decepcionar, errar, cair e que tenham sabedoria para levantar e recomeçar, assim como tantas vezes nós fizemos. E cada um fará do seu jeito. Ensinar da nossa forma não significa que eles vão aprender da maneira que desejamos, e tudo bem porque eles são pessoas distintas, vivem em outros contextos e vão construir suas próprias histórias. Aconselhar e tentar corrigir é nossa missão. Como eles irão assimilar e praticar é outra coisa.
O tempo não volta, o que permanece vivo é o que importa. Caminho para encerrar 2025 selecionando as estações da estrada de saudades que sou. Na bagagem leve do ano, minha fervorosa prece por saúde para seguir acompanhando os passos de cada ciclo de Bruna, Isa, Arthur, Peaches, Damian, Alise e invocando as bênçãos divinas para minha geração. Estamos nos preparando para embarcar para as férias no Norte Global e já sinto o palpitar da alegria para contemplar meus filhos reunidos de novo. Presença é o melhor presente do Natal e de todos os momentos. Se tem um desejo que lateja no coração dessa mãe que sangra, é que minha tríade cultive o laço Irmandade com amor em todos os capítulos de suas vidas. Ainda que morem distantes, a proximidade deles é sagrada.

Que a bênção do Menino Jesus Cristo esteja na casa que somos.
Feliz Natal para todas as Mães e famílias do Mundo.
Na agenda das mães, as festas infantis figuram no calendário de todos os anos. Aniversários de primos (as) e amigos (as). Do simples bolo em casa aos eventos em salões de festas ou buffet, vamos colecionando encontros desses momentos especiais. Nem sempre conseguimos realizar uma festa e convidar todas as pessoas das nossas relações, em alguns anos já substituímos por experiências, o que tem se tornado frequente para muitas famílias.
“Faz nem que seja um bolinho em casa para não passar em branco.” É uma frase que já ouvi bastante. Celebrar a vida para renovar o renascimento anual é inspirador. Aliás, nem que não seja na data específica, quando definimos um dia para o parabéns e chamamos pessoas queridas para festejar conosco, anunciamos um novo ciclo. Dependendo das circunstâncias nem sempre isso é possível e explicar o motivo é importante para que eles vão aprendendo sobre prioridades e escolhas.
Ontem foi dia de festa de amigos, uma dupla de irmãos de fevereiro que muito estimamos. Observando a foto da Bia pequena no quadro, eu fiquei lembrando outros aniversários dos dois que já participamos. As meninas pulando corda, os meninos jogando bola. E outras brincadeiras das meninas que não cansavam de brincar. Os meninos jogaram tanto, que imagino que alguns estejam como meu Arthur está hoje, exausto. Ele que nunca para, que nunca dorme durante o dia, está num sono profundo.
Programar uma festa com brincadeiras que façam com que todos participem é uma maneira de transformar a comemoração em uma data inesquecível. Contratar monitores para realizar as atividades da festa é uma estratégica que auxilia os pais e convidados a também curtirem o aniversário. Ontem fiquei observando as crianças brincarem e pensando que vale o esforço para reuni-las e cultivar essas memórias. O tempo anda ligeiro, mudanças acontecem e logo mais a comemoração terá um novo roteiro.
Fiquei refletindo sobre as festas que já fiz em casa, com muitos correndo pela sala, brinquedos espalhados por todos os cantos, bexigas estouradas, riso e choro na hora das tretas, sim porque eles brigam também, das chegadas e partidas dos convidados, dos bolos e temas, das lembrancinhas, dos churrascos e da alegria na hora de cantar os parabéns. Os presentes nem existem mais, já foram todos doados, mas tenho certeza de que na memória deles e nossas, a presença de quem veio ficou marcada. E presença é o que faz diferença em nossas vidas.

um retrato de saudade. Aniversário Arthur com a família reunida. 2016
2022: Aniversário Peaches, Damian, Arthur e Bruna. Gerações reunida
Isa adora miniatura desde pequenina. E por falar em pequena, ela continua sendo a menor da sala. Ela repete isso toda semana. E eu digo que fui a menor até faculdade. Ela dá aquele sorriso leve e imagino que fica pensando que pode seguir esse caminho. Lá em casa tem essas coisas miúdas pelo quarto dela, gaveta e por onde eles passam. E o irmão caçula Arthur entrou nessa onda. Nunca o vi concentrado em carro grande ou brinquedo maior que sua mão. Até já doei todos grandes, com exceção dos 5 heróis, o cavalo e touro. Só fica em casa o que eles brincam. É uma regra, assim também como ganhou um novo brinquedo, separa um em bom estado para doação. Menos é Mais é uma regra dinâmica lá em casa.
Ontem eles ganharam do tio Hique o tal lego miniatura de montar. E estão apaixonados por eles. Já deu briga e tudo mais. Sem contar que para montar haja paciência. Eu não tenho habilidade com isso. Sobrou para o pai a “árdua” tarefa. Só que o Arthur toda hora desmonta e ele está ficando louco. O pai recortou a pedido do Arthur a imagem dos 10 da caixa e ele disse que quer a coleção. Bom, adorável tio Hique ele mandou dizer que se você comprar mais um, vai ter que ficar ao lado deles pra montar.
A Isa é mais cuidadosa e até merece ganhar a coleção porque já cuida. Só que o Arthur além de brincar com o dele quer o da irmã, eles até brincam junto por um tempo, mas a Isa tem momentos que quer brincar sozinha com sua imaginação fértil inventando variadas estórias. Penso que essa série de coleção vai render muitos episódios para exercitar as habilidades heroicas e nem tanto assim dos pais.
É incrível ver o envolvimento das crianças nos preparativos para a comemoração do Dia das Mães. Arthur ainda é pequeno, tem 3 anos, mas entrega os presentes do dia com euforia. Tudo bem que ele comeu até o bolo que trouxe para mãe. Preparou na aula de culinária e só mostrou e devorou. E na sexta-feira o papai representou a mamãe na hora de receber o presente.
A Isa, já com 6 anos me falou todos os dias do ensaio de uma música linda e que será surpresa. E lá vamos para escola assistir a apresentação das Mães, receber aquele abraço e o singelo presente com a marca da filha. Cada gesto simboliza essa teia de amor.
Desde cedo eles aprendem que homenagear as Mães é uma forma de demonstrar o carinho que sentem. E nosso coração fica cheio de gratidão em receber tanto AMOR.
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