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dor, personagens e amor no roteiro do tratamento

por Ivone Neto, em 01.03.22

O tratamento do neuroma no pé da Isabelly está em curso. Nessa trajetória muitas andanças e personagens. Tudo começou em agosto/2021 com uma dor e um pouco de inchaço no pé direito. Foi nesse mês a primeira ida ao Pronto Socorro, passamos no ortopedista, ele examinou o pé, não viu nenhum indício de fratura e passou antibiótico por 7 dias, já que segundo ele parecia mais uma infecção.

O tempo correu e em setembro o mesmo pé voltou a doer a ponto de ela ter dificuldade para colocar o pé no chão. De novo fomos ao hospital, fizeram raio-x e nada de fratura. Informei ao médico de que ela havia ido há cerca de 1 mês atrás com o mesmo sintoma e que já tinha tomado antibiótico por 7 dias, ele acrescentou exame de sangue e disse que novamente parecia uma infecção que poderia não ter sarado com o primeiro remédio e saímos de lá com mais uma receita com antibiótico para 10 dias e ela foi medicada no prazo indicado.

Outubro chegou e não deu 20 dias do término do antibiótico e novamente o pé voltou a doer e ficou roxo. A Isabelly chegou da escola e me ligou falando que não estava conseguindo andar com a dor no pé. Eu liguei no telefone de marcação de consultas do convênio e pedi para a atendente conseguir uma consulta com o ortopedista naquele dia, em qualquer unidade, na capital, em Osasco, Carapicuíba, Cotia ou Barueri. Expliquei que era o terceiro mês consecutivo que ela apresentava o mesmo sintoma e que eu não iria mais ao Pronto Socorro. Eu conseguiu um encaixe às 18:40 em Carapicuíba. Chegando lá expliquei ao médico o que estava acontecendo e depois de examinar o pé da Isabelly ele disse que o melhor seria fazer uma ressonância para identificar o que estava causando a dor. Saí de lá agradecida pelo encaminhamento correto.

Ressonância realizada dia 29/10/21, consulta em novembro já com o resultado do exame que nos mostrou tratar-se de um neuroma no pé direito. Encaminhamento para avaliação cirúrgica. Início de dezembro e chegar ao Tatuapé em um dia de caos no trânsito de São Paulo não foi fácil. Uber, trem e metrô lotados e mais alguns passos chegamos ofegantes ao local da consulta. Atendimento do Dr. Lucas e mais um encaminhamento para um tratamento com Fisiatra, eletroterapia e fisioterapia, uma alternativa para tentar evitar a cirurgia. No retorno para casa pausa para o pão na chapa, tradição paulista que amamos.

Estamos nesse processo até agora, 1 vez por mês no Fisiatra e 1 vez por semana na eletroterapia e fisioterapia. Tivemos uma pausa entre final de janeiro e meados de fevereiro no tratamento em função do aumento de casos de Covid. Em 18/02 retornamos e seguimos na jornada. Nesse roteiro, Santo Amaro e Santa Cecília, Uber, trem, táxi, metrô, livrarias, médicos, fisioterapeutas, atendentes, porteiros, ruas, igreja, prédios, janelas e descobertas pela capital. No meio desse caminho, consultas, exames e a cirurgia do olho da Isabelly, os vestidos no camelô na calçada da Santa Casa, os cafés nas padarias e a descoberta de que ver vai além de enxergar por conta do entrelaçamento de outra história.

Seguimos no processo, faltam duas sessões na Santa Cecília e no dia 23/03 teremos reavaliação do médico no Tatuapé. Nesses meses tenho observado com admiração a força da minha filha Isabelly, sua sensibilidade, seu sorriso aflorar mesmo diante da dor e do cansaço. A Mãe aqui segura na mão da Isa e seguimos juntas para vencer esse desafio. A agenda de março já está programada.

Que a Trindade Sagrada nos ilumine e que Santa Cecília nos acompanhe.

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no trilho da estação, no roteiro dos passos

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janelas que curam

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sinalização do caminho e fomos encontrando sinais na jornada

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os passos na rua e bairro familiar

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no meio da jornada pausa na livraria, paraíso para uma leitora apaixonada

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os trilhos de mais uma etapa

metro.png

seguindo o passo a passo

publicado às 18:23

A Isa, a asma, a sensibilidade

por Ivone Neto, em 28.03.19

Minha Isa tem asma. Associada a dermatite, sinusite e outras “ites” do pacote alérgico. Ela faz tratamento e as crises tem demorado mais. De vez em quando elas aparecem despertadas por algum fator que aciona a crise, ou fatores, já que são muitos. Morar em uma região poluída como a grande São Paulo já é por si só um fator explosivo. Já ouvi de vários médicos que o ideal seria morar na montanha ou mar. Sempre que vamos a praia observo como sua saúde integral melhora.

Como ainda não posso fazer essa mudança temos que procurar amenizar o máximo com ações em casa. No seu quarto tapete e cortina nem pensar. Bichos de pelúcia nunca. Os de panos que ficaram são lavados com frequência e tomam banho de sol. Animais de estimação como gatos e cachorros, que o Arthur tanto quer, nem pensar em casa. Cheiros fortes de produtos utilizados em limpeza ou perfumes, são venenos. Na alimentação ela também tem restrições, castanha, avelã, amendoim e todos os produtos com corantes e industrializados. E tem também o quesito emocional que conta muito. E no caso da Isa eu percebo muito isso.

Quando vem a crise persistente, daquelas em que a tosse e o cansaço não deixam ela dormir, quando o pescoço afunda, temos que correr ao hospital. Foi o que aconteceu essa semana, a crise de asma com peito chiando e junto a infecção de garganta. Daí são as inalações, antibióticos e antialérgicos com corticoides. As medicações a deixam tensa, mas o que mais a deixa triste é o fato de faltar as aulas. Mesmo antes do atestado vencer ela já quer retornar pra escola. E hoje ela volta com todo seu ânimo para estudar.

A asma exige cuidado contínuo. Hoje, com “quase 11 anos”, como ela anda dizendo, a Isa vai aprendendo a conviver com sua doença crônica. Ela agora começou a natação que tanto ama e acredito que a atividade recomendada pelo médico vai auxiliar muito. No caso da educação física na escola ela participa sim, exceto nos dias de crise. É importante essa participação e quando ela sente que está muito cansada encerra antes. Assim como nas brincadeiras de pega pega com as crianças. Acompanhar o passo de Maria de Fátima, sua vó, jamais. Ela mesma diz: “não dá pra andar com a vó Fátima.” E mesclando não e sim, ela segue sensível e aprendiz vencendo seus desafios cotidianos. E nós vamos acompanhando essa jornada.

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Minha Isa tão aplicada na escola. Muito Amor

publicado às 13:32


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